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  • Apartamento de 60 m² aposta no romantismo contemporâneo e na cor do ano de 2026

    Projeto assinado por Mari Milani une funcionalidade, leveza e soluções inteligentes para valorizar cada metro quadrado em Moema, zona sul de São Paulo Texto: Redação Habitare Fotos: Mariana Camargo Presente de uma mãe para a filha que decidiu estudar em São Paulo, o apartamento de 60 m² localizado em Moema ganhou um projeto de interiores que traduz leveza, modernidade e um romantismo sutil. Assinado pela arquiteta Mari Milani, o espaço foi pensado para atender à rotina dinâmica de uma jovem moradora, com foco no aproveitamento máximo da planta, na funcionalidade e em uma estética atemporal. Desde o início, a proposta priorizou a fluidez dos ambientes e a criação de uma atmosfera acolhedora. O décor jovial se revela nos detalhes orgânicos e nas linhas curvas que marcam presença na marcenaria, como no buffet, na bancada de refeições, no rack e no espelho de formato orgânico. “Esses traços continuam em evidência na arquitetura de interiores, pois são recursos que promovem bem-estar e suavidade aos espaços”, destaca Mari. Outro ponto alto do projeto é a escolha cromática. O branco domina os ambientes na mesma tonalidade do Cloud Dancer, eleito pela Pantone como a cor de 2026. Arejado e neutro, o tom contribui para a sensação de aconchego e também para a percepção de amplitude. “Mostramos como a cor pode trazer uma vivacidade tranquila, sem excessos, criando uma base perfeita para o cotidiano”, afirma a arquiteta. Logo após o hall de entrada, a área social integrada se revela com a cozinha planejada, que teve o cooktop a gás instalado na ilha. A solução técnica de passagem do gás pelo piso permitiu manter os armários livres de interferências, reforçando a organização e a funcionalidade do espaço, além de valorizar a estética limpa do projeto. Na sala de estar, a combinação entre conforto e sofisticação aparece na paleta neutra aplicada ao sofá, tapete, almofadas e cortinas. Os elementos orgânicos seguem como protagonistas e criam uma ambientação convidativa, ideal tanto para os momentos de descanso quanto para receber amigos e familiares. O mesmo cuidado se estende ao dormitório, onde a suavidade das cores e a busca pela eficiência orientaram as escolhas. O ambiente precisava atender a duas funções essenciais: autocuidado e estudo. Para isso, a arquiteta aproveitou a parede lateral, onde está a janela, para implantar a estrutura necessária ao dia a dia da moradora, garantindo iluminação natural, conforto e praticidade. O resultado é um apartamento que traduz equilíbrio entre estética e funcionalidade, com soluções sob medida e um projeto que valoriza a simplicidade elegante, a fluidez dos espaços e a personalidade de quem vive ali.

  • Dúplex aposta em soluções sutis para unir bem-estar, funcionalidade e estética contemporânea

    Projeto de de 160 m² assinado por Faust Arquitetos imprime o design para uma jovem família Texto: Redação Habitare Fotos: Eduardi Macarios Em Curitiba, este dúplex de 160 m² nasce como cenário de um novo tempo. Pensado para um jovem casal e seus filhos gêmeos, o projeto equilibra segurança, funcionalidade e afeto, sem recorrer à estética óbvia dos dispositivos de proteção infantil. Aqui, a infância é acolhida com naturalidade, integrada a uma linguagem contemporânea, leve e sofisticada. Assinado pelo arquiteto Franco Luiz Faust, do escritório Faust Arquitetos, em parceria com Gabriel Zem Schneider, Lucas Aguillera, Shinyashiki e Thiago Augustus, o projeto parte de uma premissa clara: proteger sem evidenciar, organizar sem limitar, desenhar com sensibilidade. A arquitetura assume um papel quase silencioso, no qual cada solução técnica se traduz em gesto estético. Entregue no estado bruto, o imóvel apresentava uma ampla área social integrada no pavimento inferior e a área íntima concentrada no andar superior, conectadas por uma escada plissada. A generosidade dos espaços exigia respostas precisas para garantir a segurança das crianças, então com dois anos, sem comprometer a fluidez nem a identidade visual do dúplex. Mais do que eliminar riscos aparentes, a proposta foi criar um ambiente que acompanhasse o crescimento dos gêmeos, oferecendo autonomia e tranquilidade. Espaços para carrinhos, brinquedos e circulações amplas foram incorporados de forma orgânica, permitindo que a casa se tornasse um território de descobertas, e não de restrições. As formas arredondadas e a marcenaria desenhada sob medida são protagonistas dessa narrativa. No piso inferior, a estante que acompanha a escada assume dupla função: guarda-corpo e elemento de armazenamento, aproveitando de maneira inteligente o vão inferior. Já as portas escamoteáveis da cozinha e do bar aliam praticidade, elegância e controle de acesso, preservando tanto a segurança quanto a estética do conjunto. O projeto também revela sua dimensão afetiva nos detalhes. O tapete da sala, desenhado pela própria moradora, traz referências às pistas dos GPs de Fórmula 1 e às cores que as representam, imprimindo personalidade e memória ao espaço. Essa camada emocional encontra equilíbrio em uma base neutra de madeira, branco e preto, que funciona como pano de fundo para a expressão dos moradores. No living integrado à cozinha, a materialidade conduz a experiência: a marcenaria em madeira aquece e acolhe a área social, enquanto a cozinha, em branco, imprime leveza e precisão. A transição entre os ambientes é sutil, reforçando a sensação de continuidade e harmonia. A varanda amplia a vivência do dúplex ao abrigar um spa, uma brinquedoteca e um paisagismo delicado assinado pelo escritório Mogá. Mais do que um espaço de apoio, ela se transforma em um refúgio para o lazer, o descanso e a convivência familiar. No pavimento superior, a área íntima preserva a mesma coerência estética e material. A suíte, ponto alto do projeto, sintetiza a proposta do dúplex: uma composição equilibrada entre madeira, branco e preto, que convida ao descanso e traduz uma elegância serena, atemporal e profundamente acolhedora.

  • Soluções personalizadas que resolveram as demandas dos moradores

    Arquiteta Rosangela Pena revela situações em que implementou ideias a partir de questões de projeto e desejos dos seus clientes Texto: Redação Habitare Fotos: Sideny Doll A execução bem-sucedida de uma reforma vai muito além da técnica: ela nasce da escuta atenta, da sensibilidade em compreender as expectativas do morador e da capacidade de transformar desafios em soluções personalizadas. Para a arquiteta Rosangela Pena, essa é a essência de cada projeto. “Não existe fórmula pronta. Existe a nossa habilidade de ouvir, interpretar desejos, estudar a planta e propor soluções únicas. Um projeto pode até inspirar outro, mas jamais será igual”, explica. Segundo ela, a criatividade do profissional caminha lado a lado com a escolha criteriosa de materiais e elementos que tornam possível alcançar resultados funcionais, estéticos e cheios de personalidade. Ar-condicionado embutido no teto Quando se pensa em conforto térmico, é comum imaginar o tradicional ar-condicionado split, com a evaporadora instalada na parede. No entanto, Rosangela aposta também no modelo embutido no teto como alternativa para quem deseja um visual mais limpo e paredes livres para obras de arte, painéis decorativos ou composições arquitetônicas. “Ele contribui para uma estética mais clean e elegante”, afirma. Outro diferencial está na distribuição do ar: ao contrário do split, que pode direcionar o fluxo diretamente sobre as pessoas, o modelo de teto garante um resfriamento mais uniforme e confortável. “É um detalhe que faz muita diferença no resultado final e na experiência do usuário.” Como toda escolha técnica, existem alguns pontos a considerar: o custo é um pouco mais elevado, a instalação exige fixação na laje e a criação de um forro para embutir o equipamento. Ainda assim, o ganho estético e funcional costuma compensar. Mais espaço e funcionalidade na área de serviço Em imóveis novos, é comum que a lavanderia seja compacta e pouco prática. Para atender às necessidades da moradora, Rosangela projetou uma bancada com tanque esculpido, revestida em lâmina sinterizada e finalizada com um tampo sob medida do mesmo material. A solução ampliou a área de apoio para acomodar roupas recém-retiradas do varal e trouxe mais organização e discrição ao espaço. “Além de funcional, evita que roupas de molho sofram acidentes, como respingos ou manchas”, comenta. Passa-prato para integrar e facilitar encontros Embora a tendência atual privilegie cozinhas integradas, neste projeto a família desejava um ambiente mais reservado. Ainda assim, era importante manter a comunicação com a sala de jantar, especialmente em momentos de receber convidados.A solução veio com a criação de um passa-prato, que facilita a circulação, otimiza o serviço e promove a interação entre os ambientes. “Com essa abertura, evitamos percursos longos e tornamos o uso do espaço muito mais fluido”, explica a arquiteta. Banheiro integrado ao dormitório Na suíte, o desejo da moradora era criar uma conexão visual entre o quarto e o banheiro. Para isso, Rosangela utilizou uma divisória em serralheria com vidro laminado, que permite a passagem de luz e cria uma sensação de leveza. “O efeito é moderno e combina com o estilo jovem do casal”, diz. Para garantir privacidade, a arquiteta manteve fechadas as áreas da bacia sanitária e do chuveiro, equilibrando estética, funcionalidade e conforto. Home office na varanda Com o crescimento do trabalho remoto, ter um espaço adequado para as atividades profissionais tornou-se essencial. Neste projeto, a varanda da suíte foi transformada em home office, atendendo ao desejo dos moradores de manter o trabalho distante da área social da casa. “A ideia era preservar a intimidade e o descanso”, explica Rosangela. A escolha de uma porta de correr com bom isolamento acústico garante silêncio e concentração, sem comprometer a vista e a entrada de luz natural. Cada uma dessas soluções reflete a filosofia da arquiteta: projetos pensados de forma única, que equilibram técnica, estética e sensibilidade, sempre respeitando a rotina e os desejos de quem vai viver o espaço.

  • Retrofit impulsiona a busca por imóveis antigos para reformar

    O arquiteto Marcos Serrano Miralles enxerga no retrofit a forma como o passado se reinventa para responder às demandas do morar contemporâneo Texto: Redação Habitare Fotos: Douglas Camargo Nos últimos anos, o mercado imobiliário brasileiro tem observado um crescimento significativo na procura por imóveis antigos para retrofit, processo que envolve modernizar edifícios ou apartamentos já existentes, sem perder sua estrutura original. O movimento, antes visto como nichado, hoje se consolida como uma opção atrativa para quem busca mais espaço, localização estratégica e a possibilidade de personalizar cada detalhe da moradia.   De acordo com especialistas, essa tendência está diretamente ligada às características muito valorizadas nos imóveis antigos: metragens maiores, plantas amplas e valores mais acessíveis quando comparados aos empreendimentos novos nas mesmas regiões. Em zonas centrais e bairros tradicionais, onde o metro quadrado costuma ser mais alto, optar por um apartamento antigo para reformar tornou-se uma forma inteligente de viver bem gastando menos.   “O retrofit devolve vida aos espaços que já não acompanhavam as necessidades atuais, permitindo unir o charme do antigo ao conforto do novo”, afirma o arquiteto Marcos Serrano Miralles. Para ele, a possibilidade de intervir de forma profunda no layout e criar soluções personalizadas é um dos maiores atrativos desse movimento.   No entanto, apesar dos pontos positivos, o retrofit também exige atenção aos desafios. Entre os principais, estão as reformas estruturais mais complexas, especialmente nas partes elétrica e hidráulica, que muitas vezes precisam ser completamente substituídas para atender às normas atuais. Em alguns prédios mais antigos, as garagens podem ser até mais espaçosas, mas as vagas são limitadas, pois naquela época era comum que cada família tivesse apenas um carro.   Por isso, hoje não há possibilidade de adquirir o imóvel e obter duas ou mais vagas adicionais, já que a quantidade disponível é restrita. Além disso, muitos desses condomínios não oferecem a ampla área de lazer presente em lançamentos modernos, o que pode ser uma desvantagem para quem busca infraestrutura completa dentro do próprio edifício.   Ainda assim, a combinação entre preço mais competitivo, boa localização e maior qualidade espacial continua atraindo um público cada vez mais diverso, de jovens casais em busca do primeiro lar a investidores atentos à valorização crescente desses imóveis após reformas bem executadas.   “Quando o retrofit é planejado com cuidado e respeito à estrutura original, o resultado é surpreendente, não apenas um apartamento renovado, mas uma nova forma de morar a partir de um espaço que tem história”, reforça Marcos.

  • Na Toscana, Casa Maitò propõe um novo olhar sobre o luxo contemporâneo

    Marco Casamonti / Archea Associati é autor de um hotel-museu em Forte dei Marmi que integra design, arte e natureza em uma experiência sensorial singular Texto: Redação Habitare Fotos: Pietro Savorellli A arquitetura italiana reafirma sua capacidade de inspirar o mundo com a Casa Maitò, em Forte dei Marmi, um dos balneários mais sofisticados da Toscana. Assinado pelo escritório Marco Casamonti / Archea Associati, o projeto propõe uma nova leitura da hotelaria de luxo ao fundir design, arte e hospitalidade em uma experiência sensorial única. Concebida como uma verdadeira escultura habitável, a Casa Maitò se destaca pelo desenho refinado, pela inovação e pelo conforto, oferecendo uma estadia marcada pela contemplação e pelo prazer estético. Com cerca de dois mil metros quadrados, o edifício foi pensado como um refúgio exclusivo. São apenas sete suítes distribuídas em cinco pavimentos, além de amplas áreas comuns que estimulam o convívio e o relaxamento. No térreo, lobby, bar, restaurante e salões de estar se conectam em um percurso fluido e acolhedor. No subsolo, o bem-estar ganha protagonismo com um spa completo, que reúne piscina, sauna, salas de massagem e espaços dedicados a tratamentos de beleza. Os ambientes são articulados por uma escadaria cênica, marcada por uma instalação artística do colombiano Gustavo Vélez, que reforça o diálogo constante entre arquitetura e arte — um dos pilares da atuação da Archea. Essa relação se estende por todo o edifício, onde a arte contemporânea atua como fio condutor da narrativa espacial. Logo na entrada, painéis negros de Emilio Isgrò revestem a grande porta, enquanto o teto do térreo foi transformado pela artista bolonhesa Francesca Pasquali em uma superfície vibrante de escamas metálicas inclinadas, evocando os reflexos do mar. No bar, o balcão criado pelo escultor armênio Mikhail Ohanjanyan combina cabos de aço e mármore lapidado, e fotografias de Massimo Listri percorrem os ambientes, conferindo à experiência um caráter quase museológico. No primeiro andar, a sala de degustação replica o número de lugares do restaurante do térreo e incorpora cinquenta adegas, além de uma área privada com divisórias em aço e vidro âmbar, ideal para encontros reservados ou uso multimídia. O espaço se abre para dois terraços laterais com vista para a Piazza Marconi e para um amplo terraço voltado ao mar, inteiramente revestido em mármore, equipado com grandes mesas e mobiliário de relaxamento. A materialidade do projeto expressa a delicadeza artesanal que caracteriza a Archea Associati. A fachada combina incrustações cerâmicas brancas e persianas metálicas deslizantes inspiradas em motivos florais do Art Nouveau tardio. No interior, o mármore verde da piscina e o piso da suíte presidencial, feito de resina transparente com areia da própria praia de Forte dei Marmi, trazem a paisagem para dentro da arquitetura, criando um jogo sensível entre luz, textura e memória. A Casa Maitò sintetiza o espírito da nova hotelaria italiana: intimista, sofisticada e profundamente conectada ao território. Materiais naturais, paleta terrosa e a presença constante da luz mediterrânea evocam a tradição toscana reinterpretada pela linguagem contemporânea e minimalista da Archea, em um equilíbrio preciso entre sobriedade e emoção. Com o projeto, o escritório reafirma sua visão de uma arquitetura que transcende a função e propõe um encontro entre arte, natureza e design. “Mais do que um hotel, a Casa Maitò é uma experiência sensorial. Cada espaço foi desenhado para provocar emoções, como se o hóspede habitasse uma escultura viva. Não há nada igual na Toscana”, afirma Marco Casamonti, sócio fundador do estúdio.

  • Minimalismo industrial com alma acolhedora define residência assinada por Tainá Pravato

    Em pleno contexto urbano de Chapecó, a residência de 275 m² se afirma como um refúgio que concilia vida prática e atmosfera acolhedora Texto: Redação Habitare Fotos: Fábio Jr Severo Em meio à vegetação abundante de Chapecó, em Santa Catarina, esta residência de 275 m², implantada em um terreno de 450 m², revela uma arquitetura que se integra à paisagem com naturalidade e leveza. O verde ao redor funciona como um respiro dentro da cidade, reforçando a sensação de refúgio e convidando a uma desaceleração equilibrada pela praticidade da vida urbana. O projeto, assinado por Tainá Pravato Arquitetura , foi executado no modelo turn key . A proposta garantiu a entrega da casa pronta para morar, com todas as etapas conduzidas de forma integrada assegurando praticidade, conforto e coesão estética, pensado exatamente para acompanhar uma nova fase na vida de um jovem casal, junto há uma década: ele, médico de rotina intensa, ela, em processo de segunda graduação. A escolha por uma residência com três suítes surgiu do desejo de receber a família com conforto e de se preparar para a chegada do primeiro filho, que à época ainda era um sonho e hoje já faz parte da rotina da casa. Com planta bem resolvida, o projeto distribui de forma precisa os ambientes essenciais: três suítes amplas, rouparia funcional, living integrado à cozinha, lavabo e lavanderia. Todos os espaços se abrem para a área externa com piscina, criando uma conexão fluida entre interior e exterior e fortalecendo a relação com o entorno natural. De linguagem contemporânea e personalidade bem definida, o projeto equilibra minimalismo e estética industrial com elegância discreta. Linhas puras, paleta sóbria e materiais autênticos definem os espaços, enquanto o pé-direito de 3,30 metros amplia a sensação de respiro e luminosidade. Um dos principais desafios foi conciliar gostos distintos: ela preferia ambientes claros e leves, ele, tons escuros e materiais naturais. A solução veio por meio de uma curadoria cuidadosa de cores e texturas, combinando preto, cinza e madeira aquecida em uma atmosfera equilibrada, atemporal e sofisticada. O hall de entrada é marcado pelo banco Volare, assinado por Fabrício Ronca, peça que une aço e madeira e dialoga com o conceito da residência. Três colunas desenhadas pelo escritório delimitam sutilmente os ambientes, enquanto ganchos de mármore acrescentam um gesto escultórico e funcional ao espaço. Na área social, prateleiras em aço carbono com iluminação indireta organizam e expõem objetos decorativos, em sintonia com a marcenaria da cozinha, cujo desenho simétrico reforça a fluidez visual. A pedra madeira, aplicada no volume da escada e no lavabo, cria uma conexão sensorial com a paisagem externa e fortalece o diálogo entre arquitetura e natureza. A sala de TV equilibra estética e convivência. O painel amadeirado conduz o olhar até a ala íntima e camufla a rouparia, enquanto o sofá e as poltronas criam um ambiente acolhedor, pensado para o descanso e o encontro. Totalmente integrada ao living, a cozinha foi concebida como um volume contínuo e equilibrado. A marcenaria, que se estende até o teto, otimiza o armazenamento e amplia a percepção de espaço. A lavanderia combina eficiência e simbolismo. O tom verde Erva Mate homenageia a empresa familiar dos clientes, uma tradicional ervateira gaúcha fundada pelo avô. Na suíte master, a atmosfera é intimista e sofisticada. O painel da TV integra uma prateleira em aço branco, criando um contraponto delicado ao metal presente na área social. Atendendo a um pedido especial da moradora, o tom roxo aparece na aplicação de uma rocha de ametista sobre a penteadeira, uma joia natural que traduz afeto e individualidade e valoriza o espaço dedicado à coleção de perfumes do marido. No banheiro, a paleta em preto e cinza, aliada ao box de inox e vidro canelado, reforça a estética industrial e transforma o ambiente em um refúgio de bem-estar. A iluminação, pensada como elemento essencial do projeto, cria contrastes sutis entre luz e sombra. Perfis de LED embutidos em móveis e forros garantem conforto visual e funcionalidade, enquanto, no corredor, linhas contínuas de luz conduzem o olhar e ampliam a sensação de profundidade, finalizando o projeto com precisão e sensibilidade. Mais do que uma casa, um lugar de acolhimento, um espaço capaz de refletir o presente dinâmico e, ao mesmo tempo, abrigar planos futuros.

  • Design brasileiro aplicado à experiência gastronômica

    Assinado pelo arquiteto Pedro Coimbra , o restaurante do CARDE traduz a força do design brasileiro em uma experiência sensorial que conecta espaço, arte e gastronomia Texto: Redação Habitare Fotos: Daniela Magario Mais do que um local para refeições, o restaurante do CARDE | Arte Design Museu nasce como uma extensão natural do pensamento curatorial que orienta o espaço: celebrar o design, a arte e a cultura brasileira por meio de experiências completas. Projetado pelo arquiteto Pedro Coimbra, o ambiente foi concebido para acolher, provocar e envolver, criando uma atmosfera onde arquitetura e gastronomia dialogam de forma fluida e sensível. O conceito aberto valoriza a integração entre luz, matéria e circulação. Grandes planos de vidro permitem a entrada generosa de iluminação natural, reforçando a sensação de leveza e aproximando o interior da paisagem ao redor. A escolha dos materiais revela uma narrativa afetiva e contemporânea, com texturas brasilideiras que evocam memória, identidade e sofisticação sem excessos. A madeira aparece como protagonista, seja no painel ripado que imprime ritmo e profundidade ao espaço, seja no buffet de linhas precisas que combina funcionalidade e elegância. O piso de mármore confere solidez e atemporalidade, enquanto as mesas, também em mármore, apoiadas em pés de ferro preto, estabelecem um contraste equilibrado entre nobreza e industrialidade. O mobiliário reforça o caráter acolhedor do projeto. Banquetas e cadeiras em palhinha remetem ao saber artesanal brasileiro, trazendo conforto visual e tátil. O canto alemão, em tom alaranjado, introduz calor cromático e convida à permanência, funcionando como um ponto de encontro que estimula a convivência e o compartilhamento. A presença da arte é sutil e constante. Pequenas obras estão distribuídas pelo ambiente, criando descobertas ao longo do percurso. Destaque para o painel assinado por Arthur Grangeia, que apresenta uma paisagem acompanhada por um poema de Manuel Bandeira, poeta que viveu em Campos do Jordão. A obra estabelece um elo poético entre território, memória e criação, ampliando a experiência sensorial do visitante. Elementos metálicos, como os trilhos de ferro com plantas, introduzem uma camada contemporânea e urbana, ao mesmo tempo em que a vegetação suaviza o espaço e reforça a sensação de bem-estar. Cada detalhe foi pensado para construir uma atmosfera que acolhe sem ser óbvia, sofisticada sem ser distante.

  • Coleção Bold marca novo capítulo da CN Home e consolida sua paleta cromática autoral

    A terceira edição de cerâmicas, assinada por Carolina Neves , amplia a linha de mesa com peças pensadas para coexistir com lançamentos anteriores, consolidando uma estética autoral de caráter afetivo Texto: Redação Habitare Fotos: Divulgação A CN Home apresenta sua terceira coleção autoral, Bold, que amplia e consolida a narrativa estética da marca. O lançamento se integra de forma orgânica às linhas anteriores ao preservar a paleta cromática, a linguagem visual e o compromisso com o artesanato contemporâneo, valores centrais da identidade da CN Home.   A linha Bold aprofunda a proposta da marca com peças pensadas para completar a mesa e valorizar o ritual de servir. Desde seu primeiro lançamento, a CN Home vem construindo um acervo que inclui bowls, xícaras, castiçais, porta-azeite, manteigueiras, cafeteiras e petisqueiras. Agora, a coleção incorpora pratos de servir e sobremesa com bordas robustas e arredondadas, que conferem peso visual e caráter escultural às composições, além de mini pires funcionais para o uso cotidiano e jarras versáteis, que podem também assumir o papel de vasos.   As peças se destacam pelas listras largas e pelo mix de cores que reforça o espírito ousado e contemporâneo da coleção. A paleta essencial - laranja, verde, vermelho e rosa — permanece como assinatura da marca, reafirmando sua identidade visual reconhecível e afetiva. Fiel à ideia de continuidade, a CN Home desenvolveu a Bold para dialogar com coleções anteriores e complementar o acervo de quem já coleciona suas peças. Cada lançamento convida o cliente a criar composições pessoais, versáteis e em constante construção. A coleção reafirma o posicionamento da CN Home no universo das cerâmicas artesanais, unindo estética afetiva, design atemporal e personalidade. Os itens da coleção Bold estão disponíveis nas lojas físicas no Espírito Santo, estado de Carolina, além de venda online, com entrega para todo o Brasil.

  • Casa à beira-mar celebra convivência, paisagem e arquitetura afetiva em Alagoas

    No Condomínio Reserva Pituba, em Alagoas, um refúgio familiar onde a arquitetura de Isabela Barreto Bicalho encontra o paisagismo sensível de Thereza Collor Texto: Redação Habitare Fotos: Rogério Maranhão Assinada pela arquiteta Isabela Barreto Bicalho, esta casa de praia no litoral sul de Alagoas foi concebida como um espaço de encontro, descanso e integração plena com a paisagem. Localizada no Condomínio Reserva Pituba, em Coruripe, a residência se abre para o mar e convida à convivência despretensiosa, em diálogo constante com a natureza ao redor.   Com 1.700 m² de área construída, o projeto foi idealizado para um casal que recebe filhos e enteados durante as férias, reunindo uma família numerosa que pode chegar a até dezesseis pessoas. O desafio, segundo a arquiteta, era equilibrar amplitude, funcionalidade e acolhimento, garantindo que todos os ambientes usufruíssem da vista para o mar sem abrir mão da privacidade. “O maior desafio era criar uma casa ampla e confortável, que aproveitasse a paisagem em todos os espaços e, ao mesmo tempo, mantivesse harmonia e intimidade”, explica Isabela. O mar é o grande protagonista do projeto. A implantação privilegia a iluminação natural, a ventilação cruzada e a relação contínua entre interior e exterior. A casa foi organizada em três setores: social, íntimo e de serviço, conectados por passarelas revestidas de pedra, protegidas pela laje do segundo pavimento. “A fragmentação dos volumes suaviza a imponência da construção e garante leveza à fachada, integrando a arquitetura à paisagem litorânea”, detalha a arquiteta. No bloco central, totalmente envidraçado, concentra-se a área social. Salas de estar, jantar e jogos compartilham um amplo espaço com pé-direito duplo, onde pedra e madeira aparecem como elementos predominantes, criando um ambiente acolhedor, sofisticado e naturalmente elegante. “Queríamos que a casa traduzisse o clima da praia, descontraído, luminoso e simples, sem perder o refinamento”, comenta Isabela.   Durante a obra, a equipe precisou adaptar o projeto estrutural devido à maresia, que inviabilizou o uso de estrutura metálica. A solução encontrada foi o emprego de lajes de concreto revestidas de madeira, garantindo resistência, durabilidade e unidade estética ao conjunto.   Na decoração, o minimalismo contemporâneo dialoga com o artesanato regional. Peças da Ilha do Ferro e do sul de Alagoas convivem com obras de arte de José Roberto Aguilar, presentes na sala de TV e na suíte do casal, reforçando o caráter afetivo e autoral da casa. “A casa fala sobre pertencimento, ao lugar, à família e à beleza simples de estar junto”, resume a arquiteta. Paisagismo envolve e protege a arquitetura O projeto de paisagismo, assinado por Thereza Collor, nasce de um pedido especial dos moradores: plantas grandes, floridas e exuberantes. Criar um jardim à beira-mar, em meio à maresia intensa, exigiu escolhas precisas e profundo conhecimento da vegetação local. “Optei por espécies já adaptadas ao clima da região, que crescem bem e exigem pouca manutenção”, explica Thereza. Bananeiras, pitangueiras, hibiscos, buganvílias e pluméria alba, conhecida como buquê-de-noiva,compõem o jardim, muitas delas provenientes do próprio viveiro da paisagista. Em apenas dois meses de implantação, o paisagismo já demonstra vigor, com bananeiras inclusive dando frutos. O desenho privilegia a vista para o mar e cria uma sensação de acolhimento e proteção. “Gosto de jardins que garantam privacidade e façam parte da arquitetura. A ideia é que, com o tempo, as plantas abracem a casa e quase a ocultem da rua”, finaliza Thereza. Com vasta experiência em casas de veraneio no litoral alagoano, a paisagista reforça sua abordagem prática e sensível: “Escolho espécies resistentes, que não deem trabalho. O objetivo é que o jardim seja bonito, funcional e permita que as pessoas apenas aproveitem o tempo e o lugar”.

  • Sofisticação e afeto marcam reforma assinada por Ana Cano Milman

    Reforma transforma casa de 700 m² com layout pensado para família de seis Texto: Redação Habitare Fotos: Gustavo Bresciani Atualizar a casa para refletir uma nova etapa da vida foi o ponto de partida desta reforma na Barra da Tijuca. Assinado pela arquiteta Ana Cano Milman , o projeto reinventou uma construção de 700 m² no condomínio Quintas do Rio, traduzindo, por meio de soluções sob medida, as transformações na rotina e nos hábitos de uma família que cresceu. O imóvel, antes distante do estilo de vida atual de um casal com quatro filhas, ganhou uma nova leitura, mais fluida, acolhedora e alinhada ao presente. Concluída em oito meses, a reforma valorizou cada metro quadrado ao unir conforto, funcionalidade e sofisticação. A paleta cromática parte de uma base neutra e recebe o dourado como elemento de destaque, aplicado com parcimônia em acabamentos e detalhes estratégicos. “O dourado entra como um acento, quase como uma joia no espaço. A intenção foi trazer luminosidade e elegância sem comprometer a leveza dos ambientes”, explica Ana Cano Milman. A primeira intervenção aconteceu no quarto da filha mais velha, que se preparava para o vestibular de Medicina e necessitava de um espaço mais funcional para os estudos. A incorporação parcial da varanda permitiu ampliar a área útil e criar uma bancada generosa, além de uma penteadeira com espelho. Na sequência, o projeto avançou para a suíte do casal, ela, médica anestesista; ele, pastor e economista, que foi completamente reconfigurada. O antigo closet único deu lugar a dois espaços independentes, preservando a individualidade de cada morador, enquanto os dois banheiros foram integrados em um único ambiente, com novo layout e linguagem contemporânea. “Mais do que estética, a proposta foi trazer praticidade e conforto ao dia a dia”, destaca a arquiteta. Na área social, a sala de 150 m² passou a funcionar como um grande ambiente multifuncional, integrando estar, home theater e jantar. O piano, elemento afetivo e central na dinâmica familiar, tornou-se o protagonista da composição e o ponto de partida do layout. “Ele precisava ser a alma da casa, quase como um santuário. A partir dele, organizamos os espaços para acolher os diferentes momentos da vida familiar, do cotidiano às celebrações”, conclui Ana Cano Milman.

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