Casa à beira-mar celebra convivência, paisagem e arquitetura afetiva em Alagoas | Revista Habitare
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Casa à beira-mar celebra convivência, paisagem e arquitetura afetiva em Alagoas

No Condomínio Reserva Pituba, em Alagoas, um refúgio familiar onde a arquitetura de Isabela Barreto Bicalho encontra o paisagismo sensível de Thereza Collor


Texto: Redação Habitare Fotos: Rogério Maranhão



Assinada pela arquiteta Isabela Barreto Bicalho, esta casa de praia no litoral sul de Alagoas foi concebida como um espaço de encontro, descanso e integração plena com a paisagem. Localizada no Condomínio Reserva Pituba, em Coruripe, a residência se abre para o mar e convida à convivência despretensiosa, em diálogo constante com a natureza ao redor.

 


Com 1.700 m² de área construída, o projeto foi idealizado para um casal que recebe filhos e enteados durante as férias, reunindo uma família numerosa que pode chegar a até dezesseis pessoas. O desafio, segundo a arquiteta, era equilibrar amplitude, funcionalidade e acolhimento, garantindo que todos os ambientes usufruíssem da vista para o mar sem abrir mão da privacidade.



“O maior desafio era criar uma casa ampla e confortável, que aproveitasse a paisagem em todos os espaços e, ao mesmo tempo, mantivesse harmonia e intimidade”, explica Isabela. O mar é o grande protagonista do projeto. A implantação privilegia a iluminação natural, a ventilação cruzada e a relação contínua entre interior e exterior.



A casa foi organizada em três setores: social, íntimo e de serviço, conectados por passarelas revestidas de pedra, protegidas pela laje do segundo pavimento. “A fragmentação dos volumes suaviza a imponência da construção e garante leveza à fachada, integrando a arquitetura à paisagem litorânea”, detalha a arquiteta.



No bloco central, totalmente envidraçado, concentra-se a área social. Salas de estar, jantar e jogos compartilham um amplo espaço com pé-direito duplo, onde pedra e madeira aparecem como elementos predominantes, criando um ambiente acolhedor, sofisticado e naturalmente elegante. “Queríamos que a casa traduzisse o clima da praia, descontraído, luminoso e simples, sem perder o refinamento”, comenta Isabela.


 

Durante a obra, a equipe precisou adaptar o projeto estrutural devido à maresia, que inviabilizou o uso de estrutura metálica. A solução encontrada foi o emprego de lajes de concreto revestidas de madeira, garantindo resistência, durabilidade e unidade estética ao conjunto.

 

Na decoração, o minimalismo contemporâneo dialoga com o artesanato regional. Peças da Ilha do Ferro e do sul de Alagoas convivem com obras de arte de José Roberto Aguilar, presentes na sala de TV e na suíte do casal, reforçando o caráter afetivo e autoral da casa. “A casa fala sobre pertencimento, ao lugar, à família e à beleza simples de estar junto”, resume a arquiteta.



Paisagismo envolve e protege a arquitetura


O projeto de paisagismo, assinado por Thereza Collor, nasce de um pedido especial dos moradores: plantas grandes, floridas e exuberantes. Criar um jardim à beira-mar, em meio à maresia intensa, exigiu escolhas precisas e profundo conhecimento da vegetação local.



“Optei por espécies já adaptadas ao clima da região, que crescem bem e exigem pouca manutenção”, explica Thereza. Bananeiras, pitangueiras, hibiscos, buganvílias e pluméria alba, conhecida como buquê-de-noiva,compõem o jardim, muitas delas provenientes do próprio viveiro da paisagista. Em apenas dois meses de implantação, o paisagismo já demonstra vigor, com bananeiras inclusive dando frutos.



O desenho privilegia a vista para o mar e cria uma sensação de acolhimento e proteção. “Gosto de jardins que garantam privacidade e façam parte da arquitetura. A ideia é que, com o tempo, as plantas abracem a casa e quase a ocultem da rua”, finaliza Thereza.


Com vasta experiência em casas de veraneio no litoral alagoano, a paisagista reforça sua abordagem prática e sensível: “Escolho espécies resistentes, que não deem trabalho. O objetivo é que o jardim seja bonito, funcional e permita que as pessoas apenas aproveitem o tempo e o lugar”.



 
 

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