Design brasileiro aplicado à experiência gastronômica | Revista Habitare
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Design brasileiro aplicado à experiência gastronômica

Assinado pelo arquiteto Pedro Coimbra, o restaurante do CARDE traduz a força do design brasileiro em uma experiência sensorial que conecta espaço, arte e gastronomia


Texto: Redação Habitare Fotos: Daniela Magario



Mais do que um local para refeições, o restaurante do CARDE | Arte Design Museu nasce como uma extensão natural do pensamento curatorial que orienta o espaço: celebrar o design, a arte e a cultura brasileira por meio de experiências completas. Projetado pelo arquiteto Pedro Coimbra, o ambiente foi concebido para acolher, provocar e envolver, criando uma atmosfera onde arquitetura e gastronomia dialogam de forma fluida e sensível.


O conceito aberto valoriza a integração entre luz, matéria e circulação. Grandes planos de vidro permitem a entrada generosa de iluminação natural, reforçando a sensação de leveza e aproximando o interior da paisagem ao redor. A escolha dos materiais revela uma narrativa afetiva e contemporânea, com texturas brasilideiras que evocam memória, identidade e sofisticação sem excessos.



A madeira aparece como protagonista, seja no painel ripado que imprime ritmo e profundidade ao espaço, seja no buffet de linhas precisas que combina funcionalidade e elegância. O piso de mármore confere solidez e atemporalidade, enquanto as mesas, também em mármore, apoiadas em pés de ferro preto, estabelecem um contraste equilibrado entre nobreza e industrialidade.


O mobiliário reforça o caráter acolhedor do projeto. Banquetas e cadeiras em palhinha remetem ao saber artesanal brasileiro, trazendo conforto visual e tátil. O canto alemão, em tom alaranjado, introduz calor cromático e convida à permanência, funcionando como um ponto de encontro que estimula a convivência e o compartilhamento.



A presença da arte é sutil e constante. Pequenas obras estão distribuídas pelo ambiente, criando descobertas ao longo do percurso. Destaque para o painel assinado por Arthur Grangeia, que apresenta uma paisagem acompanhada por um poema de Manuel Bandeira, poeta que viveu em Campos do Jordão. A obra estabelece um elo poético entre território, memória e criação, ampliando a experiência sensorial do visitante.


Elementos metálicos, como os trilhos de ferro com plantas, introduzem uma camada contemporânea e urbana, ao mesmo tempo em que a vegetação suaviza o espaço e reforça a sensação de bem-estar. Cada detalhe foi pensado para construir uma atmosfera que acolhe sem ser óbvia, sofisticada sem ser distante.




 
 

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