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  • O Som da Memória: Estúdio Clara Nahas estreia na CASACOR São Paulo 2026 assinando o Estúdio Semibreve

    Texto: Matheus Pereira Comunicação Fotos: Divulgação A CASACOR São Paulo inaugura sua 39ª edição, que ocorre entre 2 de junho e 9 de agosto, no Parque da Água Branca, em São Paulo. Consolidada como a mais completa plataforma cultural de arquitetura, paisagismo, e design de interiores das Américas, a mostra reúne 70 ambientes e ocupa um dos cenários mais simbólicos da capital paulista. Fundado em 1929, o parque que sedia o evento constitui um enclave histórico no coração da capital paulista, onde edifícios da primeira metade do século XX e uma paisagem verde preservada resistem ao avanço vertical da metrópole. Nesse território de permanência, onde o tempo parece obedecer a uma outra cadência – mais lenta e silenciosa – o Estúdio Clara Nahas faz sua estreia assinando o Estúdio Semibreve. Desenvolvido em parceria com a Todeschini – uma das maiores e mais tradicionais fabricantes de móveis planejados da América Latina –, o estúdio de 55 metros quadrados materializa um manifesto sobre a identidade e a capacidade do design de dar corpo ao intangível. Para traduzir o tema desta edição, “Mente e Coração” – que convoca os profissionais a refletirem sobre o lar como o espaço primordial de reencontro com o próprio eu e com o propósito pessoal –, Clara Nahas escolheu percorrer o caminho do afeto. Para a arquiteta e diretora criativa do estúdio homônimo, a estreia na mostra não poderia se resumir a uma vitrine de tendências efêmeras; o projeto é uma investigação biográfica como homenagem póstuma à sua mãe, musicista e pianista profissional que fez da casa onde a profissional passou a infância um território de liberdade criativa. Semibreve, nome que batiza o ambiente, é a chave de leitura para toda a experiência. Na notação musical, a semibreve é a figura rítmica de maior duração: a nota que preenche o compasso e sustenta o som, exigindo uma pausa para que sua plenitude seja ouvida. Na proposta do estúdio, essa sustentação traduz a intenção de uma arquitetura que convida a desacelerar. Nahas e sua equipe propõem um morar que transcende a ideia de abrigo para se tornar o suporte físico das histórias que ali habitam. Na visão da arquiteta, “lar é o lugar do reconhecimento; uma conexão ininterrupta entre o tangível e a memória”. Para materializar essa tese, Clara recorreu ao seu “baú de memórias”, desde um inventário de objetos, até as lembranças da figura materna durante a primeira infância. O eixo lírico do projeto é a partitura original de uma música composta por sua mãe após o nascimento. A obra, premiada em um festival no Espírito Santo, estado natal da arquiteta, está emoldurada no dormitório como a certidão de sua própria sensibilidade artística. “Minha mãe era diretamente ligada ao universo da arte. Sinto que só sou arquiteta hoje porque fui criada em um ambiente onde podia ser exatamente quem eu quisesse ser”, revela. Essa atmosfera de estímulo constante refletia-se em práticas cotidianas que hoje se transformam em soluções de design. A arquiteta recorda das manhãs onde lençóis cobriam o piso da cozinha para que a jovem pudesse pintar livremente – um cotidiano que “era, em essência, um ateliê aberto cercado por músicos, educadores e artistas”, conta. No Estúdio Semibreve, essa fluidez é traduzida em um ambiente que busca o equilíbrio entre a intensidade cromática e o silêncio das formas puras. É um refúgio pensado para uma artista, mas também um gesto de reconexão universal com o acolhimento materno. A organização da morada de 55 m² desafia a escala reduzida para entregar uma casa completa: sala, cozinha, dormitório, área de estudos, closet e banheiro articulam-se de forma contínua. O elemento central da arquitetura é um volume cilíndrico em tom bordô, que funciona como o eixo estrutural e simbólico do espaço. Este "coração" arquitetônico organiza os fluxos, orienta o percurso e abriga a intimidade, numa transição suave entre a vibração das áreas sociais e o recolhimento da área íntima. O elemento é uma peça de cor e massa que pulsa no centro da morada. O projeto é um exercício de arquitetura e interiores. Detalhes foram pensados para guiar o visitante por camadas de percepção. Entre o som da vitrola ecoando simbolicamente, a marcenaria desenhada sob medida e executada pela Todeschini, e uma curadoria de mobiliário e arte categoricamente selecionada, o Estúdio Clara Nahas constrói uma narrativa onde a arquitetura é o “enredo que une quem fomos ao que escolhemos ser”. O resultado combina compactação técnica e fluidez poética, provando que o lar não é apenas abrigo, mas uma construção de identidade ao longo do tempo. Sobre o Estúdio Semibreve No Estúdio Semibreve, a materialização da narrativa exigiu um exercício rigoroso de zoneamento e uma subversão proposital da lógica habitacional. Em uma área de 55 metros quadrados, o Estúdio Clara Nahas estabelece uma planta de fluxo invertido, onde a hierarquia convencional entre o público e o privado é reordenada para priorizar o recolhimento. Diferente da recepção imediata por áreas sociais, a entrada acontece pela zona íntima. O visitante da mostra é convidado a percorrer o dormitório e o ambiente de estudo antes de alcançar a amplitude da convivência. Esta decisão projetual atua como um filtro sensorial: atravessar a intimidade torna-se um rito de passagem necessário para se conectar com a alma da casa, sugerindo que o despojamento pessoal deve preceder o encontro com o outro. Estruturalmente, o espaço é segmentado em dois núcleos principais que, embora integrados, preservam sua autonomia funcional através da marcenaria e dos fechamentos de alvenaria que corrigem as irregularidades da arquitetura original. O articulador da planta é o volume cilíndrico de geometria expressiva e tom bordô. Posicionado estrategicamente, o cilindro não é apenas uma divisória, mas uma âncora visual de onde partem as “artérias” do restante do estúdio. Sua altura é propositalmente inferior ao pé-direito generoso do espaço, encaixando-se com precisão sob a viga principal que secciona o espaço em duas alas. Esta solução cria uma silhueta horizontal que respeita a estrutura histórica enquanto evidencia a intervenção contemporânea. O elemento revela-se multifuncional: no interior, acolhe a atmosfera reservada do banheiro; na face externa, a curvatura ganha uma seção esculpida — um recorte que acomoda a bancada de estudo. Revestido integralmente em peças cerâmicas vermelhas, da Keramika, a superfície da parede desdobra sua materialidade para o forro, criando um plano rebaixado que confere uma escala mais acolhedora e introspectiva. É uma arquitetura de gestos que guia o passeio de forma intuitiva, conduzindo o corpo e o olhar. A base sobre a qual essa história se desenrola é, por si só, um elemento de preservação. O piso original em tacos de madeira do edifício histórico foi mantido, servindo como um lembrete tátil das décadas passadas. O forro, em duas águas, com vigamento aparente e réguas de madeira que resgatam o arquétipo da casa tradicional — a imagem universal da morada como abrigo seguro. As paredes, finalizadas em textura com pintura de tom suave, funcionam como uma tela silenciosa, preparada para receber o mobiliário de personalidade acentuada. No acabamento, o rodapé ganha peças cerâmicas alternadas, como um barrado que percorre todo o perímetro. Na área de convivência, o Estúdio Semibreve revela sua faceta multifuncional: o espaço social é ancorado por uma cozinha monolítica que renuncia à frieza meramente utilitária para abraçar o ato de receber. Na parede principal, a marcenaria generosa, executada pela Todeschini, atua como o horizonte funcional. Este móvel contínuo não apenas organiza as atividades de cocção e armazenamento, mas transita como aparador social, um bloco de cor presente. A paleta cromática deste setor é regida pelo acabamento em tom esverdeado — lançamento da Todeschini em lâmina de carvalho natural tingida, Giardino. Sobre a base, a bancada em quartzito Da Vinci polido eleva-se como plano de fundo. É neste percurso que a música, pilar biográfico do estúdio, ganha morada: a bancada prolonga-se para acolher um aparador dedicado à vitrola, com gavetas que guardam a coleção de discos de vinil originais da mãe da arquiteta. Ainda na marcenaria, um nicho para o bar. Na área superior do móvel, um sistema de iluminação indireta valoriza a inclinação acentuada do forro, destacando a madeira e a amplitude do pé-direito. Na sala de estar, abre-se mão da hegemonia da televisão para valorizar a escuta e o diálogo. O mobiliário busca, como um abraço, o aconchego através de contornos orgânicos, exemplificados pelo sofá modular Amana, com desenho de Nildo José para a Líder Design, revestido em tecido Nazca, da Donatelli. Ao fundo, totem exibe escultura floral, enquanto a curadoria assume-se, em grande parcela, como um manifesto da força feminina no design nacional: poltrona Bowl de Lina Bo Bardi, mesa de apoio Cúruma assinada pela Cristiana Bertolucci para Dpot; além de mesa de centro Retalhos, uma colaboração entre Assimply Studio, Maurício Arruda e Retropy para MAU. O setor de jantar segue a lógica das formas puras com a mesa Arezzo em laca azul claro, da Líder Design, rodeada por conjunto de cadeiras Girafa, por Juliana Vasconcellos, e pendente do projeto Jalapoeira Apurada — uma peça confeccionada em capim-dourado pelo trabalho manual de artesãs quilombolas. Nas obras de arte, a cena feminina dá continuidade: xilogravura de Maria Bonomi (1935) na sala de estar; e telas de Jandyra Waters (1921-2025); Navegante Tremembé (1960) no dormitório; e Fernanda Gomes dos Santos no banheiro. A narrativa do espaço é também um tributo às heranças profissionais e aos diálogos que moldam o olhar de Nahas. A produção de decoração do ambiente contou com a colaboração ativa do arquiteto Maurício Arruda, figura central na trajetória de Clara, com quem mantém uma sólida relação de amizade desde os anos de colaboração em seu escritório paulistano. Este intercâmbio criativo traz ao projeto uma camada de brasilidade e rigor curatorial. O olhar compartilhado entre os dois profissionais reflete-se na busca por uma estética que privilegia a força do design feminino e a valorização de artistas brasileiras. No dormitório, serenidade é a palavra de ordem, mas sem abdicar da personalidade cromática que rege o conjunto. A iluminação indireta assume o papel de protagonista, filtrada delicadamente por cortinas de tecido sobre os caixilhos originais, e também da calha que se curva como continuidade da parede, onde a luz artificial enaltece a geometria da cobertura. Uma cabeceira estofada que serve de base para a cama da Líder Design, enquanto o tapete Morroco Damkla da Botteh adiciona conforto para o descalçar. Nas laterais, o painel ripado de madeira sustenta um par de mesas de cabeceira suspensas, desenhadas sob medida para reforçar a sensação de leveza. Sobre elas, abajures garimpados, enquanto a profundidade do elemento de marcenaria serve de apoio para livros. Na lateral, o closet da Todeschini ocupa toda a parede, estabelecendo uma relação direta com o volume cilíndrico. A marcenaria ganha fechamentos em vidro. É nesta transição que o volume cilíndrico bordô revela sua maior complexidade funcional. Na face voltada para o quarto, o elemento sofre uma seção precisa: abaixo da viga principal, cria-se um rebaixo que abriga um forro técnico e a bancada multiuso. Esculpido no próprio elemento arquitetônico, serve como escrivaninha para estudos musicais, ou ainda penteadeira. Acima, é coroado por uma dupla de prateleiras que exibe a coleção de ampulhetas. O objeto, recorrente nas memórias da arquiteta sobre a relação com sua mãe, surge como um lembrete poético da passagem do tempo e da necessidade de habitá-lo com presença. Em apoio, a cadeira Manguezal, assinada pelo Maurício Arruda para Líder Design, e luminária de mesa Pelicano, da La Lampe. O contorno sinuoso e a cor dialogam diretamente com a feminilidade e a força buscadas. Ao cruzar o limiar, entra-se no banheiro, onde a experiência de morar se transforma em ritual. O vermelho transborda para dentro, revestindo piso e teto em uma caixa monocromática imersiva. A paleta é complementada pelo mármore Napoleon Bordeaux levigado da bancada e do frontão. O gabinete, elevado alguns centímetros do piso, ganha acabamento em madeira, enquanto o espelho acima é ladeado por arandelas Cogumelo cromadas, da La Lampe. O chuveiro, instalado diretamente sobre a curvatura da planta, tira partido da geometria, enquanto as louças em acabamento Dark Antracite da Deca arrematam o conjunto. Sobre o Estúdio Clara Nahas Fundado em 2024, o Estúdio Clara Nahas concebe projetos que traduzem, com sensibilidade e inventividade, a trajetória e a essência de quem vivencia cada espaço. Sediado em São Paulo, o escritório tem a autenticidade como premissa. Através de uma investigação profunda de proporções volumétricas e materialidades expressivas, a equipe formula uma linguagem singular para cada obra, equilibrando apuro estético e bem-estar. À frente da prática, Clara Nahas graduou-se em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) em 2015. Sua jornada profissional teve início no mesmo ano, integrando equipes de premiados escritórios de arquitetura e interiores na capital paulista, onde consolidou seu repertório técnico na cidade que adotou como base criativa. Como desdobramento natural da identidade autoral e maturidade investigativa, o estúdio celebra sua estreia na CASACOR São Paulo 2026, materializando sua visão do morar contemporâneo. Contato: contato@claranahas.com Instagram: @clara.nahas Sobre a CASACOR A CASACOR São Paulo é a mais completa plataforma cultural de arquitetura, paisagismo e design de interiores das Américas. O evento reúne, anualmente, renomados arquitetos, decoradores e paisagistas e em 2026 chega à sua 39ª edição em São Paulo, no Parque da Água Branca. Instagram: @casacor_oficial | @casacor_sustentavel Facebook: facebook.com/casacor_oficial Youtube: www.youtube.com/casacoroficial Twitter: twitter.com/casacor Telegram: t.me/casacoroficial WhatsApp: whatsapp.com/channel/0029Va6nnYPAYlUPPSrquW2m Site: www.casacor.com.br Serviço - CASACOR | São Paulo - 2026 Onde: Parque da Água Branca - Rua Dona Ana Pimentel, s/n portaria G4 do PAB Quando: de 02 de junho a 09 de agosto de 2026 Horário de funcionamento do evento: Terça a domingo, das 11h às 22h Horário bilheteria: Terça a domingo*, das 11h às 20h15*Fechamento da bilheteria física 15 minutos após o último horário. A visita poderá acontecer até às 22h. Bilheteria digital: https://appcasacor.com.br/events/sao-paulo-2026 Valores ingressos: De terça a domingo e feriados - R$141,00 (inteira) e R$ 70,50 (meia entrada) Compra de ingresso de meia-entrada:- Idoso a partir de 60 anos;- Estudante apresentando o documento válido com foto ou recibo de pagamento;- PNE (portador de necessidade especiais) e seu acompanhante (conforme lei 12.933/13);- Professor da rede pública e privada, apresentando o documento válido com foto.* Promoção de pré-venda não válida para meia entrada* Comprovação de meia-entrada será exigida na porta. Importante: Gratuidade de entrada para crianças com idade comprovada de até 10 anos.1 (um) CPF pode comprar no máximo 10 ingressos.Venda Grupo: Compras acima de 10 ingressos ou por CNPJ, envie e-mail parabilheteriacasacor@abril.com.br

  • Ruído Branco: (CYRO)Arquitetura estreia na CASACOR São Paulo 2026 com um manifesto sobre o essencial e a memória

    Texto: Matheus Pereira Comunicação Fotos: Israel Gollino Consolidada como a mais completa plataforma cultural de arquitetura, paisagismo, e design de interiores das Américas, a CASACOR São Paulo inaugura sua 39ª edição, aberta ao público entre os dias 2 de junho e 9 de agosto. Ocupando o emblemático Parque da Água Branca – um território de preservação histórica na capital paulista – a mostra reúne 70 ambientes guiados pelo tema anual “Mente e Coração”, entre os quais (CYRO)Arquitetura faz sua estreia com o estúdio Ruído Branco. O projeto de 50 m² consolida um exercício de síntese: uma casa completa que desafia a escala reduzida para investigar o morar em sua plenitude, onde a arquitetura atua como um dispositivo de pausa. O conceito fundamenta-se na ideia do ruído branco — a frequência constante que, ao preencher o espectro sonoro, anula as distrações externas e induz ao foco interno. Essa metáfora traduz-se em uma espacialidade que se comporta como um filtro sensorial, estabelecendo uma zona de silêncio frente à hiperconectividade contemporânea. "Em um mundo regido por estímulos constantes, o projeto propõe um deslocamento — não físico, mas interno. Um intervalo. Um lugar onde o excesso é filtrado e o essencial se torna legível", define o arquiteto Cyro Neto. "O espaço parte da relação intrínseca entre mente e coração, evidenciando como esses sistemas operam de forma integrada e influenciam de forma direta os nossos estados emocionais e cognitivos. Como um Ruído Branco.", complementa. A narrativa estabelece um diálogo em reverência ao edifício histórico onde a morada está situada. Em vez de ocultar as camadas do tempo, a intervenção revela a estrutura original como um testemunho de autenticidade. A herança do modernismo brasileiro é o alicerce dessa jornada, reinterpretada não como mimese formal, mas como atitude: a busca pela clareza, pela ortogonalidade e pelo respeito à verdade dos materiais. A organização nasce de uma análise da planta preexistente. O espaço de pé-direito generoso é seccionado por um eixo central, identificado por pilares e viga de altura expressiva, elementos que tornam-se balizadores conceituais. A proposta tira partido dessa robustez para desenvolver dois volumes de marcenaria, como “caixas” monolíticas de madeira dispostas simetricamente. A dupla encapsula as peças verticais e delimita as alas: social (estar, jantar e cocção) e íntima (dormitório, banheiro e área de estudos). O posicionamento estratégico sob a viga mantém íntegra a leitura do sistema estrutural. O resultado é um jogo de planos e profundidade que reverencia o passado, estabelecendo uma simbiose precisa com o gesto contemporâneo. "Sem rupturas, a arquitetura cria um gradiente de experiência que reorganiza o ritmo do corpo e da mente", explica Cyro. "Sob pilares projetuais do modernismo brasileiro, o projeto se estrutura a partir da economia de meios. A lógica moderna é eliminar o excesso para evidenciar o essencial, permitindo que o corpo desacelere gradualmente ao longo do ambiente." Nesse cenário, a imperfeição das texturas brutas convive em harmonia com o rigor dos novos acabamentos. Enquanto o piso em tacos de peroba e os caixilhos originais foram restaurados para atuar como testemunhos da memória, as paredes e o forro recebem uma camada de branco absoluto — um recurso de limpeza visual que maximiza a luminosidade e silencia o ruído. Essa decisão reflete o compromisso do escritório em não apagar o passado, mas preservá-lo como uma lembrança tátil que honra o elo entre diferentes temporalidades. O setor social revela-se em plena integração: a transição entre o convívio no estar e o preparo na cozinha é orquestrada de forma sutil. Aqui, a arquitetura abdica de barreiras físicas; é a marcenaria e o mobiliário que orientam o fluxo e setorizam o espaço para uma leitura contínua. Sob o caixilho que emoldura as árvores centenárias do parque, a área de cocção desafia as convenções tipológicas. A bancada, concebida como um monolito suspenso a poucos centímetros do piso, evidencia uma estrutura em marcenaria revestida em chapas de aço inox. As linhas puras e a materialidade confere aparência similar a um aparador. O apuro técnico deste elemento manifesta um detalhe singular: as portas prolongam-se sutilmente acima do plano de trabalho, estabelecendo uma saliência perimetral que assume a função de puxador. Esse gesto contorna toda a peça, estabelecendo uma espécie de bandeja técnica que delimita as áreas seca e molhada. Na extremidade direita, a frieza do aço encontra a organicidade do quartzito bronzite, que assume a função de bar. A composição é elevada pela presença da arte e do design histórico. Sobre a bancada, a iluminação é orquestrada pela icônica Lampe de Marseille, luminária desenhada por Le Corbusier em 1949. O braço ajustável permite um jogo de luz, alternando entre a funcionalidade técnica e a suavidade da luz indireta rebatida no forro. Adjacente à bancada, a escultura de Lucas Simões – artista com formação em arquitetura, cuja obra opera em uma zona de intersecção entre as duas disciplinas – tensiona a relação através da escultura em concreto. O volume vertical de marcenaria, com acabamento em nogueira bourbon (Duratex), configura-se como um bloco de armazenamento de louças, despensa e suporte técnico para eletrodomésticos. O sistema de abertura por clique preserva a pureza do conjunto. Na lateral, o nicho acolhe uma vitrola. A cena é arrematada pela mesa Encaixe, de Guilherme Wentz, rodeada por cadeiras Veadeiros, da Mobilia Puro. Na marcenaria da sala, os painéis centrais são fixos para receber a televisão, enquanto os laterais ganham armários. Um nicho inferior acomoda equipamentos de áudio e vídeo, resguardado por placa com perfurações circulares usinadas. Este detalhe permite a ventilação técnica e a saída acústica. A curadoria do mobiliário privilegia peças que convidam à permanência: o sofá e a poltrona Fita, assinados por Guilherme Wentz, a mesa de apoio Prisma, de Bettina Heuer, e a luminária de piso Bandeira, da Mobília Puro, convive ao lado de ícones do design moderno, como a mesa lateral Alex, de Sergio Rodrigues, e Poltroninha de Lucio Costa (1902-1998) — figura central da arquitetura moderna brasileira e um dos mentores do Plano Piloto de Brasília. O lastro intelectual é consolidado pela tapeçaria de Virgínia Artigas (1915-1990) que estampa a parede. Importante artista plástica e designer, Virgínia foi protagonista da vanguarda paulista ao lado de seu marido, o arquiteto Vilanova Artigas. A peça faz parte de uma série limitada que celebra os 110 anos de nascimento do casal, ao resgatar desenhos do acervo para produção da arte têxtil. A produção dos interiores é assinada em colaboração com Filipe Camargo. Uma abertura de geometria circular manifesta-se como uma fenda no forro; um gesto visceral que recusa o apagamento do passado para estabelecer uma interlocução com a contemporaneidade. Quando iluminada, a seção revela as tesouras de madeira do telhado, permitindo entrever o esqueleto da construção histórica sob a pele de gesso. No projeto luminotécnico, a luz abdica do papel meramente utilitário para converter-se em um dispositivo de conforto. A estratégia baseia-se em sistemas indiretos que eliminam qualquer fonte de ofuscamento. Para isso, sistemas lineares ocultam-se na face superior das marcenarias, projetando a luz verticalmente para que o forro atue como um refletor e devolva a luminosidade de forma homogênea ao ambiente. O plano do teto preserva sua integridade visual, com exceção de uma luminária de microled embutida, posicionada estrategicamente para criar um ponto focal sobre a mesa de jantar. Na ala íntima, ecos do modernismo brasileiro ganham uma nova camada de interpretação. A organização deste setor é regida por uma alvenaria de traço diagonal em planta – com altura intencionalmente inferior ao pé-direito –, uma decisão que subverte a ortogonalidade predominante para abrigar as funções de dormir, banhar e trabalhar. Este elemento estruturante é envelopado por um mural de azulejos concebido pelo artista curitibano Rômulo Lass especialmente para o estúdio. Pintadas manualmente, as peças cerâmicas conformam um painel gráfico que desdobra-se pelas quatro faces do plano, desde o exterior até penetrar no interior do reservado. A intervenção é um tributo deliberado à tradição muralista que definiu a identidade de edifícios brasileiros especialmente entre as décadas de 1950 e 1960. O projeto ressignifica essa herança ao trazê-la para a escala doméstica. No dormitório, a arquitetura explora a variação de níveis. O desenho resgata a ideia dos espaços de convivência rebaixados recorrente nos interiores desde mesmo período: uma plataforma de desenho trapezoidal – em continuidade à parede diagonal – eleva-se sutilmente sobre o piso de madeira, criando uma nova topografia que acomoda a cama e ainda dá origem a um nicho dedicado a livros. O tablado é recoberto por um carpete caramelo em reverência tonal ao piso da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU-USP), obra do arquiteto Vilanova Artigas. Ainda nesse setor, as “caixas” que delimitam as duas alas da residência ganham a função de closet. O acabamento em nogueira é pontuado por delicados puxadores em latão. A transição para a zona de autocuidado é mediada pelo mural. No exterior, configura uma bancada de trabalho, complementada pela cadeira Curva, de Joaquim Tenreiro — mestre do mobiliário moderno brasileiro. O fechamento é executado em vidro martelado. No banheiro, a bancada suspensa retoma a linguagem da "bandeja" da cozinha para receber a cuba, enquanto integra ao próprio desenho um nicho para papeleira. Em substituição ao espelho convencional, o projeto propõe uma abertura circular que emoldura a vista. Para controlar a incidência lumínica e a intimidade, uma cortina fluida percorre como uma reinterpretação efêmera do brise-soleil. Sobre a CASACOR A CASACOR São Paulo é a mais completa plataforma cultural de arquitetura, paisagismo e design de interiores das Américas. O evento reúne, anualmente, renomados arquitetos, decoradores e paisagistas e em 2026 chega à sua 39ª edição em São Paulo, no Parque da Água Branca. Instagram: @casacor_oficial | @casacor_sustentavel Facebook: facebook.com/casacor_oficial Youtube: www.youtube.com/casacoroficial Twitter: twitter.com/casacor Telegram: t.me/casacoroficial WhatsApp: whatsapp.com/channel/0029Va6nnYPAYlUPPSrquW2m Site: www.casacor.com.br Serviço - CASACOR São Paulo 2026 Onde: Parque da Água Branca - Rua Dona Ana Pimentel, s/n portaria G4 do PAB Quando: de 02 de junho a 09 de agosto de 2026 Horário de funcionamento do evento: Terça a domingo, das 11h às 22h Horário bilheteria: Terça a domingo*, das 11h às 20h15*Fechamento da bilheteria física 15 minutos após o último horário. A visita poderá acontecer até às 22h. Bilheteria digital: https://appcasacor.com.br/events/sao-paulo-2026 Valores ingressos: De terça a domingo e feriados - R$141,00 (inteira) e R$ 70,50 (meia entrada) Compra de ingresso de meia-entrada:- Idoso a partir de 60 anos;- Estudante apresentando o documento válido com foto ou recibo de pagamento;- PNE (portador de necessidade especiais) e seu acompanhante (conforme lei 12.933/13);- Professor da rede pública e privada, apresentando o documento válido com foto.* Promoção de pré-venda não válida para meia entrada* Comprovação de meia-entrada será exigida na porta. Importante: Gratuidade de entrada para crianças com idade comprovada de até 10 anos.1 (um) CPF pode comprar no máximo 10 ingressos.Venda Grupo: Compras acima de 10 ingressos ou por CNPJ, envie e-mail parabilheteriacasacor@abril.com.br

  • Uma ode à madeira: Studio Marina Salles estreia na CASACOR São Paulo 2026 assinando o Home Office Entre Veios

    Texto: Matheus Pereira Comunicação Fotos: Fran Parente Consolidada como a mais completa plataforma cultural de arquitetura, paisagismo, e design de interiores das Américas, a CASACOR São Paulo inaugura sua 39ª edição, reunindo 70 ambientes, e aberta ao público entre os dias 2 de junho e 9 de agosto. A mostra ocupa um dos cenários mais simbólicos da capital paulista: o Parque da Água Branca. É neste contexto, onde edifícios do início do século XX e uma paisagem verde preservada resistem ao avanço da metrópole, que o Studio Marina Salles Arquitetura e Interiores faz sua estreia assinando o Home Office Entre Veios. Ocupando 31 m² do edifício histórico, o espaço desenha-se como o refúgio criativo de um designer-marceneiro — um laboratório de pesquisa onde a experimentação da madeira conduz a narrativa. Ao interpretar o tema anual da mostra, “Mente e Coração”, a arquiteta Marina Salles propõe um mergulho na honestidade material: o “coração” pulsa no gesto humano que transforma a árvore em artefato, enquanto a “mente” se revela no rigor dos encaixes técnicos e no respeito ao tempo da natureza. É nesse equilíbrio que nasce o nome Entre Veios, chave de leitura para a experiência: se os veios registram graficamente o amadurecimento da vida vegetal, o “entre” celebra o diálogo necessário entre a sensibilidade do artesão e a precisão do desenho. Na visão da arquiteta, "o design é o elo final de uma trajetória ancestral. Ao entender que cada fibra guarda o registro de sua própria história, o fazer manual deixa de ser apenas técnica para se tornar a lapidação da própria natureza”. Complementando, “é um convite a perceber que, entre o planejamento e a execução, existe uma relação de afeto, reafirmando o compromisso com a preservação da marcenaria tradicional brasileira como ofício”. Para dar corpo a essa premissa, o Studio Marina Salles propõe uma ode ao saber manual, reverenciando a maestria de carpinteiros, marceneiros, designers e artistas que tratam a madeira em sua plenitude. No desenho do espaço, detalhes frequentemente silenciados pela indústria tradicional — como os nós, as variações de tonalidade e as marcas naturais do tempo — assumem o protagonismo da composição. O layout configura-se, em essência, como um ateliê de investigação, onde a arquitetura do edifício histórico é respeitada como alicerce narrativo. O piso original em tacos de peroba foi restaurado, servindo como um testemunho do tempo e da própria materialidade que o ambiente celebra. Para orquestrar o fluxo visual, um pórtico em gesso acartonado foi executado em torno da parede principal, criando um eixo de profundidade que emoldura uma estante como epicentro do home office. A estrutura recalibra a escala: em um ambiente de pé-direito generoso, o elemento estabelece uma altura mais palatável ao visitante, conferindo uma imediata sensação de acolhimento. A marcenaria modular desdobra-se ao longo do plano principal, atuando como a espinha dorsal do projeto. Desenvolvida em placas quadrangulares de 35 centímetros, a peça utiliza a alternância cromática e de acabamento entre o pinus natural e a madeira carbonizada escovada para subverter a percepção convencional do material. O painel exalta as singularidades da madeira — seus nós e fibras — transformando a parede em uma superfície viva. A lógica modular assegura o compromisso com a sustentabilidade, permitindo a desmontagem e o reuso total dos componentes após o encerramento da mostra. Ancoradas a este eixo, um conjunto de prateleiras e bancada inferior – ambas em goiabão tingido – conferem horizontalidade ao conjunto. Para selar a atmosfera, o projeto luminotécnico do Estúdio Carlos Fortes, com luminárias técnicas da Interlight, utiliza temperatura de cor quente que banha o espaço e o painel principal. Esse jogo de luz destaca os relevos das madeiras selecionadas, enquanto abajures criam um cenário intimista. A curadoria sobre as prateleiras aprofunda a imersão pedagógica e afetiva do ambiente. Amostras de espécies nativas — como o cumaru, catuaba e roxinho — convidam o visitante a explorar a singularidade tátil e cromática da biodiversidade. Ao lado delas, uma seleção bibliográfica traça uma linha do tempo da marcenaria, unindo o rigor milenar da arquitetura japonesa em madeira ao legado de mestres brasileiros como Sergio Rodrigues e Carlos Motta. Complementando, objetos do cotidiano artesanal, como lápis e esquadros de carpinteiro, humanizam a estante. Em posição central, a área de trabalho gravita em torno da mesa Demoiselle, de Lia Siqueira, em madeira maciça, complementada pela cadeira Gir, da designer Juliana Llussá. O coroamento do ambiente manifesta-se no novo forro, que combina um sistema de sanca ao refinamento da aplicação de lâminas de madeira pela Alpi. Fruto de um rigoroso processo de engenharia, o material resulta em uma superfície de alta durabilidade. Para além do ganho acústico, vital em um espaço de pé-direito elevado, o forro traz visualmente o teto para uma escala mais acolhedora, dissipando a altura original. Ao fundo, as janelas originais, voltadas para o parque, servem de lembrete constante da gênese da matéria-prima – um ciclo visual entre as árvores e os artefatos que preenchem o interior. Um estar convida à pausa e à leitura, organizando-se como um compêndio do design nacional. Ele é ancorado pelo sofá Ginza, por Isabelle de Mari, cuja estrutura exposta em sucupira maciça permite que o "esqueleto" do móvel narre sua própria construção. Ao lado, a poltrona Vaivém, criação de Leon Ades, uma peça inspirada nas tradicionais cadeiras de balanço, e produzida inteiramente em seu ateliê-marcenaria em São Paulo. A curadoria de mestres atinge seu ápice com a poltrona Benjamin, de Sergio Rodrigues. Peça fundamental para a compreensão da identidade brasileira, ela exemplifica a genialidade de Sergio ao elevar a madeira maciça ao patamar de valorização cultural. Nesta ambientação, seu assento ganha roupagem com o tear manual de Marina Lafer, unindo a robustez das formas torneadas à delicadeza do fazer artesanal têxtil. O conjunto é arrematado por mesa lateral Macarrão da oficina de Marcenaria, designer reconhecida por fundir a marcenaria fina à vanguarda do design autoral. Juntas, todas as peças narram uma trajetória de respeito à floresta e ao tempo do artesanal. Nas paredes, a reverência à madeira expande-se através de uma curadoria artística que investiga a matéria-prima em suas múltiplas trajetórias. Este percurso inicia-se com a gaúcha Heloísa Crocco, que traduz o tempo em linguagem gráfica ao revelar as texturas intrínsecas de madeiras reaproveitadas. A imersão prossegue com a pesquisa morfológica de Advânio Lessa, cujas esculturas nascem de uma colaboração simbiótica com a morfologia da floresta. A investigação sobre o ciclo de vida e o descarte ganha contornos líricos na obra de Rodrigo Bueno, que utiliza resíduos urbanos como suporte para uma "arqueologia do cotidiano". Por fim, a marcenaria é dissecada como linguagem por Vitor Mazon, que na série Paisagens Ásperas subverte o uso utilitário da lixa em colagens que convidam à reflexão sobre a beleza do gesto de construir. Ainda no conjunto, obra produzida em aquarela especialmente por Marina Salles para o espaço. O Home Office Entre Veios consolida-se como um testemunho de que a beleza reside no encontro entre o gesto humano e a fibra vegetal. Aqui, a artesania não é apenas técnica, mas o fio condutor que costura o espaço: ela nasce no rigor da marcenaria, flui para a curva do mobiliário e repousa nas obras de arte. É um convite para silenciar o tempo, sentir o rastro da mão no talhe da madeira e reconhecer que, neste diálogo entre o homem e a natureza, o design e a marcenaria se tornam legado. Sobre a CASACOR A CASACOR São Paulo é a mais completa plataforma cultural de arquitetura, paisagismo e design de interiores das Américas. O evento reúne, anualmente, renomados arquitetos, decoradores e paisagistas e em 2026 chega à sua 39ª edição em São Paulo, no Parque da Água Branca. Instagram: @casacor_oficial | @casacor_sustentavel Facebook: facebook.com/casacor_oficial Youtube: www.youtube.com/casacoroficial Twitter: twitter.com/casacor Telegram: t.me/casacoroficial WhatsApp: whatsapp.com/channel/0029Va6nnYPAYlUPPSrquW2m Site: www.casacor.com.br Serviço - CASACOR São Paulo 2026 Onde: Parque da Água Branca - Rua Dona Ana Pimentel, s/n portaria G4 do PAB Quando: de 02 de junho a 09 de agosto de 2026 Horário de funcionamento do evento: Terça a domingo, das 11h às 22h Horário bilheteria: Terça a domingo*, das 11h às 20h15 *Fechamento da bilheteria física 15 minutos após o último horário. A visita poderá acontecer até às 22h. Bilheteria digital: https://appcasacor.com.br/events/sao-paulo-2026 Valores ingressos: De terça a domingo e feriados - R$141,00 (inteira) e R$ 70,50 (meia entrada) Compra de ingresso de meia-entrada:- Idoso a partir de 60 anos;- Estudante apresentando o documento válido com foto ou recibo de pagamento;- PNE (portador de necessidade especiais) e seu acompanhante (conforme lei 12.933/13);- Professor da rede pública e privada, apresentando documento válido com foto.* Promoção de pré-venda não válida para meia entrada* Comprovação de meia-entrada será exigida na porta. Importante: Gratuidade de entrada para crianças com idade comprovada de até 10 anos.1 (um) CPF pode comprar no máximo 10 ingressos.Venda Grupo: Compras acima de 10 ingressos ou por CNPJ, envie e-mail parabilheteriacasacor@abril.com.br

  • CASACOR São Paulo | Panapaná Estúdio celebra 10 anos de trajetória com ambiente que propõe troca, energia e desconexão.

    Texto: Duda Comunicação Fotos: Camila Santos/MCA Estúdio Em 2026, ano em que celebra 10 anos de atuação, o Panapaná Estúdio participa pela segunda vez da CASACOR São Paulo, maior mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo das Américas, realizada entre 2 de junho e 9 de agosto, no Parque da Água Branca, em São Paulo. Nesta edição, o escritório apresenta a Galeria Elo, ambiente de 86 m² desenvolvido a partir do tema “Mente & Coração”, que propõe transformar a circulação da mostra em uma experiência acolhedora e sensorial para os visitantes. O espaço funcional, nasce como um lugar de transição e pausa. Um convite à desaceleração em meio ao fluxo intenso da mostra e da vida contemporânea. A proposta une diferentes usos: banheiros, fraldário e uma galeria comercial integrada a café, livraria, cozinha show e bar externo, em uma composição contínua, onde o percurso se torna experiência. Para isso, os materiais escolhidos são fundamentais na construção dessa atmosfera. Revestimentos em tons de cobre e bronze aquecem o ambiente, enquanto texturas naturais reforçam a sensação de conforto e acolhimento. O cobre também surge como elemento simbólico, representando troca, energia e conexão, conceitos que permeiam toda a proposta do espaço. Já o mobiliário, as tapeçarias e os objetos decorativos trazem referências do modernismo brasileiro. A iluminação indireta cria um clima intimista, enquanto as paredes texturizadas conferem profundidade e reforçam a sensação de abrigo. Entre os destaques da Galeria Elo estão a escultura de piso assinada por Luiz Martins, a bancada em quartzito Excalibur desenhada pelo próprio escritório e o espelho em nogueira criado por Ana Weege, com iluminação integrada e conexão com automação residencial. A tecnologia aparece de forma discreta, com soluções inteligentes que tornam o espaço mais funcional e confortável, além de um aroma exclusivo desenvolvido especialmente para o ambiente. A sustentabilidade também é um dos pilares do projeto. O espaço utiliza revestimentos produzidos com fibra de bambu, tintas à base de água, materiais de fácil montagem e peças decorativas feitas com materiais reciclados. Nos banheiros, louças e metais contribuem para a redução do consumo de água, enquanto a iluminação em LED automatizada garante maior eficiência energética. Para finalizar, o projeto também contempla soluções voltadas à redução de impactos ambientais e ações de compensação da pegada de carbono. Sobre o Panapaná Estúdio Formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pelas Belas Artes, a arquiteta Isadora Araujo construiu sua trajetória unindo técnica, sensibilidade e pesquisa voltada ao mercado imobiliário. Especializada em retrofit e reformas de imóveis antigos, encontrou na transformação de espaços existentes sua principal área de atuação, desenvolvendo projetos que equilibram memória, funcionalidade e identidade. À frente do Panapaná Estúdio, que em 2026 completa 10 anos de atuação, acompanha cada projeto de forma próxima e personalizada, desde a concepção até a execução da obra. Seu trabalho é marcado pelo cuidado com os detalhes, pela valorização das histórias dos imóveis e pela criação de ambientes contemporâneos conectados ao estilo de vida de cada cliente. O nome do escritório faz referência ao termo “panapaná”, usado para definir um coletivo de borboletas, símbolo de transformação, leveza e renovação. Essa ideia se reflete nos projetos do estúdio, que busca criar espaços acolhedores, autênticos e cheios de personalidade. Informações para a imprensa Regiane Leal (11) 96295-3197

  • Como deixar a casa mais aconchegante velas e difusores aromáticos

    Com a chegada do outono, fragrâncias quentes e envolventes transformam o lar em um refúgio sensorial Texto: Index Comunicação Fotos: Divulgação O outono é marcado pela queda de temperatura, chuvas mais frequentes e dias mais curtos, com menor presença do sol. É o período que antecede o inverno e que, geralmente, convida a momentos mais introspectivos. Encontros com amigos em bares e restaurantes a céu aberto diminuem e dão lugar a programas em ambientes cobertos, agradáveis e que transmitem uma sensação de conforto. Nesse contexto, a casa também passa a ocupar um papel ainda mais especial, tornando-se um verdadeiro refúgio de aconchego. Para reforçar essa atmosfera, velas e difusores aromáticos são grandes aliados, ajudando a aquecer os sentidos e a preparar tanto o ambiente quanto o estado de espírito para a chegada do inverno. Fragrâncias com especiarias e notas amadeiradas, como cedro e sândalo, são ótimas escolhas para esse momento. Aromas com toques de âmbar, combinados a especiarias como canela e cravo, também contribuem para essa sensação acolhedora. Já notas gourmand, como baunilha, chocolate e caramelo, são ideais para quem busca um clima ainda mais envolvente e reconfortante. Veja abaixo a seleção de velas para criar um clima de aconchego em casa: Tania Bulhões Casa das Orquídeas Difusor para Ambiente 290ml | R$ 395,00 O Difusor de Varetas é uma das formas clássicas de perfumar e decorar o ambiente, sendo um objeto de design exclusivo que, além de perfumar o ambiente, é também um item de decoração para deixar a casa mais aconchegante e sofisticada. Vela Cacaueiro 220g | R$ 420,00 O cacaueiro, matéria-prima do chocolate, ganha uma releitura em Toile de Jouy, fiel ao estilo francês que retrata cenas do cotidiano no campo. Um campo imaginado entre pés de cacau, chocolates e memórias à mesa, onde cada detalhe evoca tradição e memória afetiva. Devido ao processo de produção artesanal dos copos das velas, podem ocorrer variações de cor entre as peças. Figo Negro Vela Porcelana Preta 220g | R$ 340,00 Uma fragrância intensa e marcante, com o que há de mais nobre no universo da perfumaria. As notas frescas e verdes do figo combinam harmoniosamente com um leve toque floral e um fundo quente de madeiras ambaradas, provocando uma explosão de sensações. L’Occitane au Brésil Vela Perfumada Bem-Estar Relaxante 170g | R$ 129,90 Esta Vela Perfumada, traz uma fragrância que abre com o frescor do Capim-limão e frutas cítricas, unidos a um corpo floral aromático composto pela serenidade da Lavanda e rusticidade do Pinho. Uma composição envelopada por um fundo confortável e aveludado, com Notas atalcadas e Musk, despertando sensações confortantes. L’Occitane en Provence Difusor De Ambiente Lavanda Musk 240mL |R$ 539,00 Abrace um momento de serenidade com este difusor, onde a elegância da lavanda se encontra com a suavidade dos almíscares brancos. Uma mistura suave, criada para trazer conforto e tranquilidade à sua casa. A fragrância abre com um acorde luminoso. No coração, lavanda atalcada e flor de laranjeira se fundem em um casulo de almíscares brancos. Como uma brisa em um campo de lavanda, esta fragrância é um verdadeiro convite ao relaxamento e à descontração. Trussardi Vela Perfumada 200ml La Lucce |R$ 195,93 A Vela Perfumada La Lucce 200ml é uma celebração sensorial do espírito natalino, trazendo uma fragrância cuidadosamente criada para evocar memórias aconchegantes e familiares. Com nuances cítricas frescas de bergamota e tangerina, combinadas com a doçura suave da avelã, esta vela cria uma atmosfera de renovação e conforto. As notas de corpo de castanha, frésia, noz-moscada e canela adicionam um toque de calor e especiarias, enquanto as notas de fundo de baunilha, fava tonka, sândalo, patchouli e musk completam a experiência com uma base rica e envolvente. Kit 3 Velas Perfumadas La Lucce |R$ 354,90 O Kit com 03 Velas Perfumadas La Luce convida a celebrar momentos com elegância e sensorialidade. Com fragrância que combina notas de bergamota, tangerina e avelã, evoluindo para castanha, noz-moscada e canela, e finalizando com baunilha, patchouli e musk, as velas criam uma atmosfera sofisticada, acolhedora e perfeita para noites especiais. Ideal para decorar a casa com charme e iluminar jantares, encontros e celebrações, o kit traz não apenas perfume, mas também beleza e significado. Um presente memorável para si ou para alguém especial, com um toque festivo. Difusor de Aromas 200ml T Originale | R$ 309,90 O difusor de aromas da tradicional fragrância Originale de 200ML oferece uma experiência de personalidade e elegância. Com notas de bergamota, noz-moscada, cardamomo e uma base de cedro, sândalo, âmbar e patchouli, sua fragrância é sofisticada e duradoura. Embalado em novas embalagens com cores tradicionais da marca, adiciona estilo e refinamento ao ambiente. Difusor de Aromas 200ml T Calabria | R$ 206,43 O difusor de aromas Calabria de 200ML apresenta uma fragrância ensolarada e sofisticada, começando com a vivacidade da bergamota e o calor da pimenta. No coração, pimentas de Szechuan e rosa se misturam com vetiver, enquanto as notas de base revelam uma fusão elegante de patchouli, cedro e gerânio. Ideal para ocasiões especiais ou uso diário, o aroma cria uma atmosfera marcante e convidativa. Óleo Difusor 200ml Sicilia | R$ 309,90 O Difusor de Ambiente Sicília carrega o espírito vibrante da costa italiana em cada detalhe. Com notas de limão siciliano, laranja amarga (zagara di Sicilia) e folhas frescas de manjericão, sua fragrância revela um frescor cítrico e aromático, como uma brisa que atravessa os campos ensolarados e o litoral da ilha. Perfeito para perfumar salas, lavabos ou áreas de convivência com leveza contínua e elegância, transforma o ambiente em um cenário mediterrâneo de bem-estar e vitalidade. Uma fragrância para quem busca leveza com sofisticação.

  • Tássia e Thaisa Pereira: As irmãs gêmeas que chegam à CASACOR no ano dos 15 anos do TT interiores

    Convidadas para a CASACOR São Paulo 2026 no ano em que o completa 15 anos, as irmãs gêmeas vivem um marco de consolidação profissional à frente de uma marca construída entre criação e gestão Texto: Redação Habitare Fotos: Clozi Comunicação e Imagem A história do TT Interiores começa com uma relação anterior ao próprio escritório. Irmãs gêmeas, Tássia Pereira e Thaisa Pereira transformaram a convivência de uma vida inteira em uma forma particular de empreender. O que nasceu como parceria familiar ganhou estrutura, equipe, método e presença no mercado de interiores ao longo de 15 anos. A entrada de Thaisa no escritório aconteceu a partir de um convite de Tássia. Na época, ela vinha de outra formação, em Administração de Empresas, e questionou como poderia contribuir em uma área que ainda desconhecia por dentro. A resposta da irmã foi direta: o escritório precisava de uma visão de negócio para crescer com consistência. “A Tássia me convidou para entrar no escritório porque enxergava a importância de uma gestão estruturada para o crescimento do negócio. Eu vinha da Administração de Empresas e entendi que meu papel seria somar visão estratégica a uma área essencialmente criativa. Com o tempo, aprendi que um bom administrador precisa conhecer profundamente aquilo que administra”, afirma Thaisa Pereira. Essa complementaridade se tornou parte da identidade do TT Interiores. Tássia trouxe a relação mais próxima com a criação e com o universo do projeto. Thaisa passou a fortalecer a operação, a gestão e a condução estratégica da empresa. Com o tempo, as fronteiras entre as funções ficaram mais fluidas, porque o escritório se desenvolveu a partir de decisões compartilhadas e de uma confiança construída muito antes da rotina profissional. Com 15 anos de atuação, o TT Interiores consolidou presença em projetos residenciais e comerciais, mantendo um traço que as sócias consideram essencial: a participação direta no processo. Mesmo com uma estrutura mais madura, Tássia e Thaisa seguem próximas das decisões de projeto e do acompanhamento das obras. Para elas, alto padrão envolve resultado, mas começa na forma como o caminho é conduzido. A força do escritório está justamente nesse equilíbrio entre autoria e entrega. O trabalho reúne projetos sob medida e gerenciamento completo de obras, com atenção à forma como os ambientes serão vividos depois da entrega. A sofisticação, na leitura das irmãs, está menos ligada ao efeito imediato e mais à permanência das escolhas ao longo do tempo. A vivência como gêmeas imprime uma dinâmica própria ao negócio. Há intimidade para discordar com franqueza e leitura rápida para ajustar rotas sem transformar diferenças em ruído. Esse vínculo deixou de ser detalhe biográfico e se tornou parte da cultura da marca. No TT Interiores, a relação familiar aparece como uma força de condução, especialmente nos momentos em que o projeto exige decisão precisa. Ao longo dos anos, as duas também perceberam que o crescimento do escritório acompanhou o amadurecimento da vida pessoal. A maternidade, as experiências acumuladas e a convivência com diferentes famílias ampliaram a forma como enxergam o morar. Projetar interiores, para elas, significa entrar em um território íntimo, onde rotina e afeto influenciam diretamente as escolhas de projeto. “A jornada do TT acompanha a jornada das nossas vidas. Com o passar dos anos, começamos a entender melhor o ser humano, a casa das pessoas e aquilo que realmente tem valor dentro de um projeto”, afirma Tássia Pereira. É nesse momento de maturidade que chega o convite para a CASACOR São Paulo 2026. A participação acontece no ano em que o escritório completa 15 anos e marca uma nova etapa para a dupla. Para Tássia e Thaisa, estar na mostra representa reconhecimento, mas também a oportunidade de apresentar uma síntese do olhar que construíram ao longo da trajetória. A participação na mostra reforça um ponto central da trajetória das irmãs: a capacidade de sustentar sonho com processo. Aos 15 anos, o TT Interiores chega a essa nova fase com a maturidade de quem aprendeu a crescer sem se afastar da essência que deu origem ao escritório. Em um mercado cada vez mais orientado por imagem, elas apostam em presença e cuidado na condução dos projetos.

  • Jardim Respiro: jardim da CASACOR São Paulo 2026 convida o visitante a desacelerar e reconectar-se com a natureza

    Assinado pelas paisagistas Ana Lui e Karen Marini, espaço de aproximadamente 300 m² une naturalismo contemporâneo, espécies nativas brasileiras, experiências sensoriais e sustentabilidade na principal mostra de arquitetura, design e paisagismo das Américas. Texto: Bat Comunicação Fotos: Felipe Cuine A paisagem como refúgio, pausa e pertencimento. Essa é a proposta de “Jardim Respiro”, ambiente assinado pelas paisagistas Ana Lui e Karen Marini para a CASACOR São Paulo 2026. Com cerca de 300 m², o jardim de entrada da mostra propõe uma experiência imersiva que equilibra sensibilidade, contemplação e consciência ecológica, convidando o visitante a desacelerar logo nos primeiros passos dentro do evento. Inspirado no tema da edição — “Mente e Coração” — o projeto nasce como um território de transição entre o ritmo acelerado do mundo externo e a atmosfera sensível da mostra. A proposta parte do naturalismo contemporâneo e valoriza espécies nativas brasileiras pouco exploradas no paisagismo ornamental, reforçando um olhar mais identitário, ecológico e conectado à biodiversidade nacional. “O jardim foi pensado para ser sentido antes mesmo de ser compreendido. Queríamos criar uma experiência emocional, capaz de despertar pertencimento, memória e conexão genuína com a natureza”, afirma Ana Lui. O percurso orgânico conduz o visitante por diferentes estímulos sensoriais. Um espelho d’água percorre o espaço em níveis variados, enquanto volumes vegetais em diferentes alturas criam movimento e profundidade. A presença de uma árvore nativa com folhagem prateada — semelhante à oliveira, mas genuinamente brasileira — questiona padrões estéticos importados e valoriza a potência da flora nacional. O paisagismo do ambiente “Jardim Respiro” valoriza a biodiversidade brasileira por meio de espécies nativas e de forte apelo sensorial, reforçando o conceito de naturalismo contemporâneo presente no projeto. Entre as escolhas botânicas estão a Orelha de Onça, com suas folhas aveludadas e táteis; o Tataré, de presença escultórica em sua copa e troncos. O jardim também abriga o exuberante Lírio do Amazonas, a delicada Justicia carnea, além das floridas Tríalis e Ruelias rosa e roxa, que garantem cores ao longo de todo o ano. Vindas de biomas como Mata Atlântica, Cerrado, Amazônia e Caatinga, as espécies criam uma composição orgânica, viva e resiliente, conectando sofisticação, natureza e experiência sensorial. Outro destaque do ambiente é o meliponário integrado ao jardim, que vai além da função ecológica. O espaço propõe experiências de degustação de mel e aproxima o público do universo das abelhas nativas sem ferrão, reforçando temas como coletividade, regeneração ambiental e educação ecológica. “As abelhas representam inteligência coletiva, equilíbrio e continuidade da vida. Inserir o meliponário no projeto foi uma forma de traduzir, de maneira sensível, a relação entre natureza, cuidado e futuro”, destaca Karen Marini. A materialidade do ambiente também reforça o conceito do projeto. Decks orgânicos estruturam o percurso, enquanto a iluminação em espectro âmbar cria uma atmosfera acolhedora e reduz impactos sobre a avifauna. O espaço ainda conta com mobiliários exclusivos desenvolvidos especialmente para o ambiente, esculturas inspiradas em favos de mel, espelhos que ampliam as paisagens e projeções audiovisuais que transitam entre memória, natureza e urgência climática. Sustentabilidade e tecnologia aparecem de forma integrada em soluções como irrigação inteligente, iluminação LED eficiente, uso de materiais recicláveis e monitoramento das colmeias e da umidade do solo. O projeto também preserva a drenagem natural existente e prioriza espécies que favorecem polinizadores e biodiversidade. Mais do que um jardim contemplativo, “Jardim Respiro” propõe uma reflexão sobre formas mais sensíveis e regenerativas de habitar o mundo. A CASACOR São Paulo 2026 será realizada no Parque da Água Branca, de 2 de junho a 9 de agosto de 2026. A mostra deste ano traz como tema “Mente e Coração”, uma reflexão sobre o lar como espaço de reencontro com a mente. Ao nos conectarmos com nós mesmos e com o nosso propósito, abrimos caminhos para nos conectar com o mundo e regenerá-lo. Reconhecida como a principal mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo das Américas, a CASACOR reúne anualmente profissionais de diferentes áreas criativas em ambientes que traduzem tendências, comportamento, inovação e novas formas de morar e viver.

  • Funcionalidade e leveza marcam reforma de apartamento pensado para nova rotina familiar

    Projeto valoriza integração dos ambientes e soluções inteligentes que equilibram estética, conforto e praticidade no dia a dia Texto: A4&holofote Comunicação Fotos: Felco Apartamento ganha leveza lúdica com uso de cores e espaços ampliados pela integração de ambientes - Foto: Felco Pensado para o casal Livia e Rafael, o projeto deste apartamento traz uma abordagem leve e realista sobre o morar contemporâneo, com foco na funcionalidade e no bem-estar da família. A proposta valoriza a integração dos espaços e evidencia como escolhas bem planejadas impactam diretamente na rotina, na organização e no conforto dos ambientes. O uso de cores traz um cenário alegre que se apresenta logo na entrada. A opção por azulejos amarelos, armário em cor-de-rosa e o granilite aplicado no piso deram um tom extrovertido ao espaço. A ideia de uma paleta expressiva foi replicada nos demais ambientes com soluções práticas e bem resolvidas. Amplas janelas potencializam a conexão com a área externa e entrada de luz natural - Foto: Felco A mudança para o novo imóvel aconteceu com a chegada do segundo filho e a intensificação do home office na rotina da família. Para atender às novas demandas, o apartamento passou por uma reforma conduzida pela designer de interiores Amanda Fraga, que priorizou a fluidez dos espaços. A cozinha foi integrada à sala, ampliando a área social, tornando-se o ponto central convivência. Piso em granilite demarca a área molhada da cozinha que ganha continuidade no piso de taco para abrigar a mesa de jantar - Foto: Felco Já os banheiros foram pensados como extensões funcionais do projeto, combinando praticidade, bom desempenho e estética. Na suíte, a escolha foi uma proposta mais leve, com cores que favorecem o relaxamento. A bancada de mármore recebe a cuba de apoio Celite Slim, de design leve e bordas finas, aliada à bacia Vip com caixa acoplada, compondo um ambiente confortável e contemporâneo. Banheiro das crianças teve espaço otimizado com soluções versáteis. A cuba Design D4 com Upper Deck foi instalada com a base aparente, criando um efeito visual de elevação - Foto: Felco Já o banheiro dos filhos, que também atende como social, foi adaptado a uma metragem mais compacta. A cuba de apoio Design D4 com Upper Deck, ideal para bancadas estreitas, e a bacia Vip convencional garantem eficiência e melhor aproveitamento do espaço, evidenciando como soluções inteligentes contribuem para o dia a dia. “São escolhas que realmente facilitam a rotina e fazem diferença no uso diário”, comenta Lívia. Mais do que destacar produtos, o projeto reforça a importância de escolhas que acompanham o estilo de vida dos moradores e facilitam o uso cotidiano. O resultado é um lar que traduz a personalidade da família, acolhe a rotina com os filhos e demonstra como a combinação entre design, funcionalidade e custo-benefício pode transformar a experiência de viver a casa. Sobre a Celite A Celite está presente na memória e na rotina dos brasileiros desde 1941, sendo uma das primeiras indústrias de louças sanitárias do país. Fundada em São Paulo como Porcelite, a empresa adotou o nome Celite em 1968, quando iniciou sua expansão para Minas Gerais com a inauguração de uma fábrica em Santa Luzia. Em 1982, com a aquisição do parque industrial de Recife/PE, transformou-se na mais moderna fábrica de louças sanitárias da América Latina. Em 1988, alcançou um marco importante na internacionalização ao fornecer produtos para a Vila Olímpica de Seul e exportar peças para Estados Unidos, Canadá e Europa. Em 1996, a Celite foi adquirida pelo grupo suíço Laufen, que, em 1999, passou a integrar a multinacional espanhola Grupo Roca, líder global em produção de louças sanitárias. A marca manteve seus investimentos em expansão de plataformas (em 2010 começou a atuar em metais sanitários e em 2014 em móveis para banheiros) e inovações como lançamento de cubas com bordas finas em Titanium®, metais coloridos com a tecnologia High Coat® e bacias sanitárias Rimless®. Ao longo dessa trajetória, a Celite acompanhou as mudanças do cotidiano, aprendendo com a história e projetando-se para o futuro. Atenta à realidade contemporânea, a marca compreende o comportamento dos brasileiros e combina um espírito jovem com a credibilidade conquistada ao longo dos anos. Essa trajetória de parceria e inovação permite à Celite democratizar a tecnologia e o design, consolidando-se como referência no mercado e estabelecendo novos padrões para o banheiro brasileiro.

  • Palacete contemporâneo no campo de Ourique em Lisboa

    Projeto de Andrea Chicharo integra paisagem, memória e design autoral Texto: Angela Facão Comunicação Fotos: Gui Morelli Assinado pela arquiteta Andrea Chicharo, o projeto de reforma deste apartamento duplex integrado o Palacete Estrela, um antigo edifício do sec XIX que passou por um retrofit criterioso e está localizado no bairro Campo de Ourique, em Lisboa. “Campo de Ourique é um bairro vivo, familiar e muito autêntico. Isso influencia diretamente a forma de morar e foi essencial para as decisões do projeto”, explica Andrea Chicharo. Com 300 m2 e quatro suítes, o apartamento alia memória arquitetônica, soluções contemporâneas e um generoso jardim com vista para Lisboa — um atributo raro em uma localização central da cidade. O imóvel foi projetado para um casal maduro, com filhos já casados, que desejava um espaço funcional, sofisticado para receber amigos. Com entrada pelo pavimento inferior, a planta se organiza a partir de uma ampla área social em formato de L, onde salas de estar e jantar se articulam de maneira fluida. Varandas, área externa e o jardim nos fundos ampliam a sensação de casa e reforçam ainda mais a relação entre interior e exterior, um dos eixos centrais do projeto. “Desde o início, quisemos valorizar essa condição especial do terreno. O jardim não é apenas um pano de fundo, ele participa ativamente da experiência cotidiana do apartamento”, explica Andrea Chicharo. A cozinha ocupa papel protagonista no imóvel. Sem a necessidade de áreas de serviço tradicionais, os moradores optaram por uma integração inteligente entre cozinha e salas. Portas de correr permitem total abertura ou privacidade, de acordo com o uso. Totalmente redesenhada, a cozinha tem marcenaria sob medida e acabamento laqueado em tom metálico champanhe (inspirado no alumínio bronze) que dialoga com o piso em pedra calcário Lioz (material clássico da arquitetura portuguesa). O projeto luminotécnico, desenvolvido em parceria com o escritório Donker & Guests, foi pensado como elemento essencial da arquitetura. A iluminação indireta, combinada a pontos focais e luminárias decorativas, valoriza volumes, texturas e materiais, criando diferentes atmosferas ao longo do dia. A transição entre cozinha e sala ganhou destaque com painéis deslizantes instalados do piso ao teto. A área social se divide em duas salas: uma mais intimista, voltada para o jardim, e outra que funciona como ambiente de TV. "Criamos um nicho laqueado sob medida e uma parede colorida, aplicada de forma pontual", diz Andrea. No pavimento superior, a planta foi completamente alterada. Dois quartos deram lugar a uma ampla suíte master e a um escritório. A suíte se abre para o jardim privativo por meio de portas tipo sacada, se conectando visualmente à paisagem urbana ao fundo. A curadoria de mobiliário privilegia peças atemporais, com forte presença do design italiano, enquanto a paleta cromática percorre verdes profundos, turquesa, rosados, terracota e nuances de abóbora, sempre aplicadas com sutileza. Segundo Andrea, a escolha dialoga com a fachada rosada do edifício, especialmente nas áreas externas e varandas. “Nada aqui foi escolhido por acaso. O projeto é resultado de muitas camadas: arquitetura original, design contemporâneo e a história dos moradores”, resume Andrea Chicharo. Informações para a imprensa: Angela Falcão Comunicação (21) 98112-3636 angelafalcao@angelafalcao.com.br

  • Com atmosfera vibrante, estilo descolado e rooftop com vista panorâmica, TRIBE Belo Horizonte Savassi marca estreia da bandeira no Brasil

    Vibrante, contemporâneo e com três espaços gastronômicos que celebram a culinária moderna, o tribe belo horizonte savassi apresenta um jeito arrojado de vivenciar um hotel. Texto: Assessoria de Imprensa Accor Américas Fotos: Divulgação A capital mineira celebra a inauguração oficial do TRIBE Belo Horizonte Savassi, representando a estreia da marca no Brasil. O mais novo hotel da Accor, líder mundial em hospitalidade, chega ao país com design autêntico e focado em experiências. O empreendimento está estrategicamente localizado na histórica Praça da Liberdade, um dos principais polos culturais e turísticos da cidade. Projetado para os viajantes contemporâneos que buscam funcionalidade, estilo e vivências únicas, TRIBE se posiciona dentro da categoria midscale do Grupo, entregando conforto com design ousado, operação ágil e um DNA urbano e criativo. A marca, criada em 2017 em Perth, já está presente em destinos como Paris, Londres, Milão, Bangkok e Amsterdã. Após sua estreia nas Américas em 2024, com uma unidade em Medellín, TRIBE agora faz check-in em Belo Horizonte para iniciar sua expansão no Brasil. “Estamos trazendo para o Brasil uma marca de hotel que rompe com os padrões tradicionais do segmento hoteleiro de médio porte, uma proposta que une hospitalidade e originalidade, com grande potencial de desenvolvimento no país”, explica Roberta Vernaglia, SVP de Marketing & Digital Strategy da Accor Américas, para a divisão Premium, Midscale & Economy. Lobby e academia do hotel Espaços icônicos Com 79 apartamentos, o TRIBE Belo Horizonte Savassi combina acabamentos sofisticados com espaços otimizados, que tornam a operação mais conectada e dinâmica. A recepção é integrada ao Broa Coffee Shop, onde o café é feito por baristas com grãos selecionados. No rooftop do hotel, o bar Coreto oferece drinks excepcionais em uma vista panorâmica da cidade. “A proposta é que todos os espaços do hotel se tornem verdadeiros pontos de encontro, lugares vivos, ideais para eventos que promovam conexões genuínas, autênticas e criativas. Isso está totalmente alinhado ao conceito de TRIBE, que valoriza a formação de tribos globais, pessoas que se reúnem em torno de interesses, experiências e estilos de vida em comum”, complementa Roberta. Um dos grandes atrativos do TRIBE é o restaurante Trintaeum, comandado pela chef Ana Gabi, que já está em operação desde dezembro de 2024 e foi considerado um dos 100 melhores restaurantes do Brasil. A casa apresenta uma releitura contemporânea da gastronomia tradicional, promovendo uma verdadeira imersão nos sabores. O hotel ainda se posiciona como um hub criativo, onde arte, design arrojado e gastronomia se entrelaçam em uma ambientação inspiradora. Uniformes informais, serviços Grab&Go e espaços multifuncionais traduzem a proposta da marca: uma nova hotelaria urbana, pensada para quem vive, trabalha e se conecta em movimento. Restaurante Trintaeum SOBRE TRIBE De Perth a Paris, os hotéis TRIBE trazem uma nova e ousada energia para locais em todo o mundo. Nascida na Austrália em 2017, como uma visão de Mark e Melissa Peters, a marca TRIBE foi criada sabendo que muitos viajantes atualmente desejam hotéis com design despojados a preços acessíveis. Definida pela forma como as pessoas querem viver e viajar, TRIBE se concentra nas coisas que realmente importam: hotéis contemporâneos, funcionais e voltados para o design, que oferecem aos hóspedes tudo o que eles precisam e nada do que não precisam. TRIBE está presente em mais de 10 países, com 20 hotéis abertos e mais de 30 hotéis em vários estágios de desenvolvimento, incluindo os carros-chefes em Belo Horizonte e Auckland. TRIBE faz parte da Accor, um grupo de hospitalidade líder mundial que conta com mais de 5.600 propriedades em mais de 110 países e é uma marca participante do ALL, programa de fidelidade que oferece acesso a uma ampla variedade de recompensas, serviços e experiências. tribehotels.com | all.com | group.accor.com Serviço TRIBE Belo Horizonte Savassi Rua da Bahia 2200, Lourdes, Belo Horizonte - MG Contatos de imprensa AND, ALL – Assessoria de Imprensa Accor Américas accor@andall.ag

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