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- Tito Bertolucci: o olhar que ajudou a construir a cena da arte urbana brasileira
Colecionador e empreendedor cultural, ele criou espaços que se tornaram referência na promoção, formação e preservação da arte de rua. Texto: Ju Vilela Press Fotos: Denise Andrade Tito Bertolucci está entre um dos mais importantes colecionadores de arte urbana da atualidade. Seu interesse pelas artes começou ainda criança, em viagens que realizava com o pai pela Europa e onde conheceu inúmeros museus. A lembrança de quando viu pela primeira vez obras como “Guernica” de Pablo Picasso, no museu Reina Sofia, em Madrid, assim como as obras de Michelangelo no museu do Louvre, em Paris, lhe abriu o olhar para o que seria, ainda sem saber, uma paixão para os próximos anos de sua vida. Tito formou-se publicitário pela PUC/SP e, já inserido no mercado de trabalho, usou sua bagagem cultural no departamento de marketing na Lorenzetti onde trabalhava com merchandising, desenvolvendo ações para pontos de vendas e outras estratégias voltadas para vendas e comunicação visual. Nesse período, seu contato com criativos o impulsionou ainda mais para o mundo das artes e do qual não saiu mais. Apaixonado por surf, nessa mesma época conheceu um tipo de arte específico chamado ‘Surf Art’, estilo já difundido na Califórnia, Indonésia e no Havaí. Um caminho sem volta! Em 2009, Tito começou a pesquisar mais e mais essa arte. Assim nasceu, no mesmo ano, sua primeira galeria, a Alma do Mar, um espaço totalmente dedicado à arte voltada para a cultura do surf, onde alguns artistas eram, entre outros, também surfistas. Chamada Galeria Alma do Mar, que era próxima ao Beco do Batman, um dos endereços mais emblemáticos em arte urbana na cidade de São Paulo, proporcionou ao jovem galerista ter contato com outros artistas e suas artes. Ali encontrou sua verdadeira paixão: o street art. Tito passou a fazer murais com esses artistas e a organizar exposições, ao mesmo tempo em que deu início ao colecionismo, adquirindo de uma só vez 13 obras de uma galeria vizinha, focada em grafite. Os trabalhos de Enivo, Marina Zumi, Ricardo Akemi, Mundano, entre outros, compuseram sua primeira coleção. Algum tempo depois, Tito encerra as atividades da Alma do Mar e abre sua primeira galeria focada em street art na Galeria Ouro Fino, na Rua Augusta. A Blaze Gallery, aberta em 2015, exibiu cerca de oito mostras de street art e, sempre adquirindo obras, Tito percebeu que precisava de um espaço maior, que abrigasse suas cerca de 200 obras. Em 2016, surge a Alma da Rua I que já nasceu grande e onde Tito vendia apenas obras próprias. A partir daí começaram a acontecer exposições e, com a abertura de outra unidade, também no Beco do Batman, a Alma da Rua II, passou a concentrar as mostras de arte com períodos expositivos e com obras, a maioria inéditas, para atender um calendário com cronograma anual. A Alma de Rua I, segue em funcionamento como um local direcionado para abrigar mostras com obras de acervo. Hoje, os espaços ‘Alma da Rua’ são considerados locais abrangentes, com foco em grafite e pixação. São centros geradores e articuladores de arte urbana, que fomentam diversos tipos de manifestações culturais e atividades, através da reflexão, formação, produção e a história da arte presente nas ruas.
- Teresa Simões assina o Qalb Boutique Café na CASACOR São Paulo 2026
Com 313 m², o espaço permanência e convivência é destinado a encontros, pausas e experiências gastronômicas e sensoriais Texto: Ale Gusmão Comunicação Fotos: Carolina Mossin A CASACOR São Paulo retorna ao Casarão do Parque da Água Branca entre os dias 2 de junho e 9 de agosto. Com o tema "Mente e Coração", a edição de 2026 propõe reflexões sobre o morar contemporâneo e convida arquitetos, designers de interiores e paisagistas a desenvolverem espaços voltados ao acolhimento, ao bem-estar e à conexão humana, em resposta às transformações e desafios da vida contemporânea. Estreante na mostra, o escritório Teresa Simões Arquitetura assina o Qalb Boutique Café, concebido como um espaço de permanência e convivência, destinado a encontros, pausas e experiências gastronômicas e sensoriais. Além do uso comercial, o espaço de 313 m² propõe momentos de contemplação, acolhimento e desaceleração, setorizado em hall de entrada, salão principal, adega, espaço de transição entresalas, Sala dos Arcos e cozinha de apoio operacional. “O ponto de partida foi a ideia do coração como centro sensível e mutável, associado à desaceleração e ao acolhimento. A inspiração surgiu da relação entre silêncio, permanência e experiência emocional nos espaços, aliada à arquitetura original do casarão do Parque da Água Branca”, conta Teresa. O projeto reinterpreta elementos clássicos do edifício de forma contemporânea, especialmente por meio dos arcos, das superfícies curvas e da materialidade natural, representada pelo Quartzito Luise Blue, aplicado no balcão e nas paredes; pelo piso da Portinari, inspirado no travertino; e pelos painéis de madeira da Duratex. “Minha primeira experiência na CASACOR tem sido marcada pela intensidade do processo criativo e executivo, além da troca com fornecedores, profissionais e equipes envolvidas na mostra”, compartilha a arquiteta. A paleta do café é composta principalmente por tons de bege, dourado e bordô, equilibrando serenidade, sofisticação e intensidade, com pintura em efeito velvet da Coral. No mobiliário, destaque para a Poltrona Imperfectio, da Boca do Lobo, utilizada como elemento escultórico de contraste material e formal dentro do ambiente. A curadoria de arte inclui flores maximizadas em relevo, de Elisa Monde; a tapeçaria Véu, de Lorena Bruno; obras de Odamar Versolatto; e peças da Igaleria, que representa diversos artistas contemporâneos. “A expectativa para a abertura é apresentar um espaço que proporcione acolhimento, permanência e conexão emocional, criando uma experiência memorável para os visitantes”, conclui. Sobre Teresa Simões Arquitetura Com mais de 40 anos de atuação em arquitetura e interiores, Teresa Simões desenvolve projetos residenciais e comerciais com forte identidade autoral, equilibrando sofisticação, funcionalidade e sensibilidade estética. Formada pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo em 1985, está à frente do escritório Teresa Simões Arquitetura, com atuação em São Bernardo do Campo, São Paulo, Alphaville e Lisboa. Seus projetos já foram publicados em veículos especializados e reconhecidos por premiações no Brasil e no exterior.www.teresasimoes.com.br@arq.teresasimoes Sobre a CASACOR A CASACOR São Paulo, a mais completa plataforma cultural de arquitetura, paisagismo e design de interiores das Américas. O evento reúne, anualmente, renomados arquitetos, decoradores e paisagistas e em 2026 chega à sua 39ª edição em São Paulo, no Parque da Água Branca. Instagram: @casacor_oficial | @casacor_sustentavel Facebook: facebook.com/casacor_oficial Youtube: www.youtube.com/casacoroficial Twitter: twitter.com/casacor Telegram: t.me/casacoroficial WhatsApp: whatsapp.com/channel/0029Va6nnYPAYlUPPSrquW2m Site: www.casacor.com.br SERVIÇO - CASACOR São Paulo 2026 Onde: Parque da Água Branca - Rua Dona Ana Pimentel, s/n portaria G4 do PAB Quando: de 02 de junho a 09 de agosto de 2026 Horário de funcionamento do evento: Terça a domingo das 11h às 22h Horário bilheteria: Terça a domingo* das 11h às 20h15 *fechamento da bilheteria física 15 minutos após o último horário. A visita poderá acontecer até às 22h.
- Amanhecer no Campo leva o tempo desacelerado ao quarto de bebê na CASACOR São Paulo 2026
Assinado pelo TT Interiores, ambiente de 21 m² propõe um refúgio emocional para a infância, com mural pintado à mão e soluções pensadas para atravessar o tempo Texto: DaTa Studio de Comunicação Fotos: Maura Mello O escritório TT Interiores, comandado pelas sócias Tássia e Thaisa Pereira, faz sua estreia na 39ª edição da CASACOR São Paulo com Amanhecer no Campo, quarto de bebê de 21 m² que transforma a atmosfera das casas de campo em um refúgio contemplativo para a infância e para quem cuida. O projeto interpreta o tema da mostra, “Mente e Coração”, a partir de uma ideia central: criar um ambiente onde a rotina do cuidado encontre respiro. A inspiração nasce do instante do amanhecer, quando a luz muda a paisagem e inaugura outro ritmo. No quarto, essa imagem ganha força no mural pintado à mão pela artista Camila Lemes, peça central da narrativa visual do espaço. A obra retrata o despertar no campo e cria um ponto de contemplação logo na entrada, conduzindo o olhar para uma cena de suavidade construída sem recursos infantis óbvios. “O Amanhecer no Campo nasceu da imagem do despertar, desse momento em que tudo parece recomeçar com calma. Queríamos criar um quarto de bebê com atmosfera de acolhimento, mas com uma linguagem capaz de atravessar o tempo”, afirma Tássia Pereira. A planta foi organizada para acompanhar diferentes momentos da maternidade e da infância. O ambiente reúne área de repouso com berço, espaço de acolhimento com poltrona e daybed, trocador integrado e marcenaria dedicada à organização. Essa divisão orienta a rotina sem fragmentar visualmente o quarto, mantendo a circulação leve e a leitura contínua do espaço. “Pensamos em um ambiente que acolhe a criança e, ao mesmo tempo, ampara quem cuida. A distribuição, os materiais e o mobiliário foram escolhidos para tornar a rotina mais fluida, preservando a permanência estética do projeto”, completa Thaisa Pereira. Um dos gestos mais marcantes do projeto está no uso da madeira escura em um quarto de bebê. Em vez da paleta previsível associada ao universo infantil, Tássia e Thaisa optam por tons profundos, capazes de trazer densidade visual e uma leitura contemporânea ao ambiente. A escolha reforça a intenção de criar um quarto que acompanhe o crescimento da criança e siga pertinente além dos primeiros anos. A atmosfera de campo aparece de forma reinterpretada. O teto em madeira, inspirado nos celeiros, cria sensação de abrigo e aproxima o ambiente de uma memória rural sem recorrer à literalidade. A janela azul preservada emoldura a paisagem externa do Parque da Água Branca e estabelece um diálogo direto entre o interior do quarto e o entorno da mostra. O alto nível de personalização é outro ponto decisivo do projeto. O papel de parede da coleção Amanhecer no Campo, desenvolvido por TT Interiores para a Muskinha, conta com um estudo exclusivo de estampa, ritmo visual e composição de tonalidades. A composição reforça a narrativa do amanhecer e trabalha a mistura de materiais como parte da experiência sensorial do espaço. O enxoval também foi desenhado especialmente para o ambiente. A escolha das peças acompanha a proposta afetiva do quarto e contribui para uma leitura mais atemporal da infância. Em vez de uma decoração marcada por excesso temático, o projeto constrói uma atmosfera de permanência, onde a delicadeza aparece nos detalhes. As texturas orgânicas ampliam a sensação de acolhimento. Fibras naturais e tecidos de toque suave entram como escolhas conscientes para humanizar o espaço, criando uma atmosfera envolvente sem exagero. O mobiliário combina apuro técnico e funcionalidade, com peças pensadas para se manterem pertinentes em diferentes fases da infância. A sustentabilidade aparece como prática de permanência. O TT Interiores preservou elementos originais do espaço, como o piso e a janela, entendendo que aproveitar o que já existe também é uma forma de reduzir descartes e valorizar a história do ambiente. A escolha de materiais duráveis amplia essa lógica, aproximando o projeto de uma arquitetura mais consciente e menos orientada por tendências passageiras. Dentro da mostra, Amanhecer no Campo contribui para ampliar a leitura do quarto infantil como espaço de experiência para toda a família. O ambiente foi pensado para o bebê, mas reconhece a presença dos cuidadores como parte essencial da rotina. A poltrona, o daybed e a organização dos usos reforçam essa permanência, trazendo para o projeto uma ideia de cuidado que envolve corpo, tempo e vínculo. Sobre TT Interiores Fundado e conduzido por Tássia Pereira e Thaisa Pereira, o TT Interiores soma 15 anos de atuação em projetos residenciais e comerciais. O escritório desenvolve projetos autorais de interiores, com atuação que integra conceito, detalhamento técnico e gerenciamento completo de obra. Sua abordagem une planejamento e escuta, sempre com atenção à forma como as pessoas vivem seus espaços. No projeto, o quarto de bebê assume o papel de território afetivo da casa. Um lugar pensado para receber a vida que chega com conforto e apoiar os gestos cotidianos de quem cuida. O resultado é um ambiente de início de vida, com calma e permanência, como convém aos melhores amanheceres. A CASACOR São Paulo 2026 será realizada no Parque da Água Branca, de 2 de junho a 9 de agosto de 2026. Com o tema “Mente e Coração”, a mostra propõe uma reflexão sobre o lar como espaço de reencontro com a mente, consigo e com o próprio propósito. Serviço CASACOR São Paulo 2026 Período: 2 de junho a 9 de agosto de 2026 Local: Parque da Água Branca Horário: das 11h às 22h Informações à imprensa DaTa Studio de Comunicação Bruna Rodrigues: bruna@datastudiocomunicacao.com.br Dani Guapo: dani@datastudiocomunicacao.com.br Taís Lopes: tais@datastudiocomunicacao.com.br
- Notas em linhas: Rafaella Manso transforma memória familiar em percurso sensorial na CASACOR São Paulo 2026
Ambiente de 74 m² parte de um piano de 1951, pertencente à avó da arquiteta, para construir uma narrativa sobre silêncio, afeto e pertencimento Texto: DaTa Studio de Comunicação Fotos: Henrique Padilha Domingo, 16h. As primeiras notas ao piano marcavam um ritual familiar para Rafaella Manso. A mãe acompanhava os movimentos das pequenas mãos no teclado, enquanto a presença da avó e o som do violino do avô completavam a cena. Essa lembrança íntima, ligada à música e à origem, orienta "Notas em Linhas", ambiente de 74m² assinado pela Rafaella Manso Arquitetura para a CASACOR São Paulo 2026. O projeto ocupa lounge e circulação vertical, mas se afasta da lógica de um espaço convencional. A proposta é construir um percurso imersivo em que silêncio, luz natural e memória conduzem o visitante a uma experiência de pausa. Em um mundo marcado pelo excesso de estímulos, Rafaella concebe o ambiente como um “deserto intencional”, expressão que sintetiza a busca por respiro, contenção e escuta interna. “Notas em Linhas" nasce de uma memória muito pessoal, mas fala de algo que reconheço como coletivo: a necessidade de voltar para aquilo que nos sustenta. O piano da minha avó deixou de ser um objeto e passou a ser um portal de afeto, uma forma de transformar história em arquitetura”, afirma Rafaella Manso. O tema “Mente e Coração” aparece no projeto a partir de uma dualidade complementar. A mente se manifesta na atmosfera de desaceleração, construída por tons neutros, superfícies suaves e iluminação difusa. O coração surge como ruptura e presença, materializado em um tablado de mármore vermelho que concentra a intensidade visual do ambiente. Sobre ele repousa o piano de 1951, presente recebido pela avó da arquiteta aos 12 anos. A cor vermelha introduz pulso em meio à base silenciosa do projeto. Em contraste com a paleta de tonalidades terrosas e desérticas, o mármore marca o ponto vital do espaço. O piano, por sua vez, deixa de ser entendido pela função e assume o papel de memória viva, uma âncora afetiva que sustenta toda a narrativa. A área de lounge, com aproximadamente 30m², foi pensada como lugar de permanência e contemplação. Já a escada, com cerca de 44m², ultrapassa sua função prática e se transforma em eixo narrativo. Ao subir, o visitante é naturalmente conduzido a reduzir o ritmo, observar o vitral e perceber a incidência da luz ao longo do percurso. “O projeto parte desse equilíbrio entre contenção e emoção. Quis criar um espaço em que a arquitetura ajudasse o visitante a desacelerar, mas que revelasse, em determinado ponto, uma força emocional inevitável. A mente silencia, o coração desperta, e as linhas conduzem esse encontro”, explica a arquiteta. As linhas são o elemento condutor do projeto. Inspiradas na ideia de partitura, elas aparecem no desenho do tapete, no tablado de mármore e no móbile suspenso no vão da escada. Essa presença cria ritmo e continuidade, guiando o olhar sem transformar o espaço em uma narrativa literal sobre música. O vitral surge como um dos elementos centrais da experiência. Seu desenho geométrico parte da sequência de Fibonacci e da proporção áurea, princípios associados à estrutura musical. A partir dessa relação, luz, forma e ritmo passam a compor uma leitura sensorial do espaço, especialmente no percurso da escada. A intervenção também nasce do respeito ao bem tombado. O piso em granilite foi preservado, assim como as molduras de gesso originais, que orientaram o desenho do novo forro. Em vez de sobrepor uma nova linguagem ao espaço existente, Rafaella propõe uma continuidade contemporânea, revelando a arquitetura original e ampliando sua presença. O trabalho artesanal reforça a densidade do projeto. Tapeçaria, vitral, macramê, forro e molduras em gesso aparecem como elementos que carregam tempo, cuidado e permanência. No ambiente, o fazer manual entra como parte da narrativa, ligado à memória e à ideia de origem que atravessa toda a proposta. A sustentabilidade é trabalhada de forma técnica e integrada, desde a escolha de materiais com menor impacto ambiental até a avaliação da cadeia produtiva do ambiente. A especificação prioriza fornecedores com processos responsáveis, materiais de origem controlada, linhas recicláveis e soluções ligadas à durabilidade. O projeto conta ainda com consultoria técnica da Sustentech para a Avaliação do Ciclo de Vida, metodologia que mensura impactos ambientais desde a origem dos materiais até sua aplicação no espaço. A partir dessa análise, foi prevista a compensação das emissões geradas, com objetivo de alcançar a certificação de Carbono Neutro. No projeto, sustentabilidade, memória e experiência se encontram em uma arquitetura que desperta emoção. Entre o respiro proposto pelo ambiente e a força afetiva do piano, Rafaella Manso constrói um espaço em que a casa deixa de ser cenário e volta a ser lugar de pertencimento. Serviço CASACOR São Paulo 2026 Período: 2 de junho a 9 de agosto de 2026 Local: Parque da Água Branca Horário: das 11h às 22h Informações à imprensa DaTa Studio de Comunicação Bruna Rodrigues: bruna@datastudiocomunicacao.com.br Dani Guapo: dani@datastudiocomunicacao.com.br Taís Lopes: tais@datastudiocomunicacao.com.br
- Spa Raízes propõe uma experiência de pausa e reconexão na CASACOR São Paulo 2026
Assinado por Marcos Serrano Miralles Arquitetura, ambiente de 60 m² transforma o banheiro em um refúgio sensorial inspirado pela força simbólica das raízes Texto: DaTa Studio de Comunicação Fotos: Divulgação Na CASACOR São Paulo 2026, Marcos Serrano Miralles Arquitetura apresenta o Spa Raízes, ambiente de 60 m² que propõe uma leitura ampliada do banheiro. O espaço deixa de ser tratado como área de passagem para assumir o papel de refúgio, onde o ritual do banho conduz o visitante a uma relação mais lenta com o próprio corpo e com o tempo. O projeto interpreta o tema da mostra, “Mente e Coração”, a partir da ideia de retorno. Em meio ao ritmo acelerado da vida urbana, Marcos propõe um ambiente de recolhimento, inspirado na força simbólica das raízes. A raiz aparece como imagem de origem e sustentação, mas ganha forma na materialidade do espaço, da paginação do piso à luz filtrada pelo forro. As obras de arte ampliam essa leitura ao longo do percurso. “O Spa Raízes nasceu como um convite à pausa. Eu queria criar um ambiente em que o cuidado cotidiano saísse do automático e ganhasse presença. A raiz aparece como metáfora daquilo que nos sustenta em silêncio, da memória que atravessa o tempo e segue conduzindo nossa forma de viver”, afirma Marcos Serrano Miralles. A inspiração encontra eco em referências literárias como Cora Coralina e Araceli Sobreira Benevides, que aproximam a raiz da ideia de ancestralidade e vínculo com a terra. No projeto, essa leitura se afasta da citação literal e se traduz em escolhas de projeto. O resultado é um spa de atmosfera orgânica, em que materiais reaproveitados e desenho fluido constroem uma paleta próxima dos tons minerais. A banheira de imersão da Vallvé, em resina verde translúcida, ocupa lugar central na experiência. A peça substitui a lógica funcional do banho por uma relação tátil e contemplativa, com uma superfície que chama o olhar pela cor e pelo toque. Sua presença reforça a proposta de transformar o banheiro em um espaço de permanência. As pedras naturais assumem papel estrutural na narrativa. O piso geral e o detalhe da parede dos lavatórios utilizam mármore travertino nacional proveniente de lotes de jazida destinados ao reuso. A paginação orgânica, de desenho rústico, foi criada especialmente para o ambiente e resulta em uma superfície única, com irregularidades que valorizam a origem do material. Nos lavatórios, os espelhos orgânicos foram concebidos em escala maior a partir de duas pedras da própria paginação. A solução amplia a leitura da matéria e cria continuidade visual entre parede e espelho. O projeto evita tratar a pedra como fundo neutro e a coloca como elemento ativo da experiência. A madeira aparece em duas leituras da Predilecta. A Nogueira Thar valoriza portas e gabinetes com presença mais densa, enquanto o off white equilibra a composição. Nos detalhes, a palha natural em formato de linhão rústico aproxima a marcenaria de uma textura mais tátil, reforçando a sensação de abrigo. No forro, lâminas acústicas de espuma reestruturada, produzidas a partir de material reciclado de garrafas PET, criam uma superfície de movimento orgânico. A solução desenha efeitos de luz e sombra ao longo do dia e melhora a experiência acústica do spa. O material reciclado ganha presença sofisticada sem perder sua função técnica. “O tema Mente e Coração nos levou a pensar em uma arquitetura que aquieta sem apagar a emoção. Tudo foi desenhado para conduzir o visitante a uma relação mais íntima com o próprio tempo, em um espaço onde a matéria ajuda a organizar a experiência”, completa o arquiteto. As áreas de descanso reforçam a dimensão sensorial do projeto. O sofá orgânico da 789 Design foi posicionado para a contemplação do jardim à frente do Coletivo Aizò, criando uma relação direta entre interior e paisagem. Diante dos lavatórios, uma chaise de grandes proporções, lançamento da 789 Design, amplia a ideia de permanência por meio do desenho orgânico e da composição têxtil. A arte ocupa lugar central no Spa Raízes. A peça Raízes, de Sandra Pedro, aproxima argila branca e terracota em uma composição moldada manualmente. Palavras como pausa e memória aparecem queimadas uma única vez, em um gesto que dialoga com a terra como origem e reforça o caráter contemplativo do ambiente. O trabalho de Gilberto Salvador acrescenta outra camada simbólica ao spa. Ícone da pintura brasileira, o artista traz uma obra ligada à liberdade, tema recorrente em sua produção. A referência à fase dos zíperes aparece como imagem de abertura e reconstrução, em sintonia com a proposta de um espaço que convida o visitante a se desprender do excesso. A coleção Raízes, de Paula Amaral, nasce do tear manual e se conecta ao olhar autoral da artista. As curvas das peças exploram ritmo e equilíbrio, criando composições têxteis que dialogam com o conceito de pertencimento. No ambiente, a arte têxtil amplia a presença do gesto manual e reforça a ideia de continuidade. A sustentabilidade atravessa o projeto por meio de decisões materiais. O uso de travertino nacional reaproveitado, a escolha de espuma reestruturada no forro e o sistema de reuso de água aproximam o spa de uma prática orientada pela permanência. A consciência ambiental aparece integrada ao desenho, sem assumir caráter decorativo. Ao propor um banheiro com áreas de descanso e relaxamento, incluindo opções infantil e acessível para PCD, o Spa Raízes amplia a noção de bem estar a partir do uso. A experiência sensorial convive com a funcionalidade, criando um espaço capaz de acolher diferentes formas de permanência. Com 26 anos de atuação, Marcos Serrano Miralles desenvolve projetos orientados pela escuta ativa e pela tradução da identidade de seus clientes em soluções viáveis, com presença autoral. À frente do escritório que leva seu nome, mantém o desenho à mão como ponto de partida criativo, mesmo incorporando tecnologia e práticas sustentáveis ao desenvolvimento dos projetos. Seu método proprietário, Circuito Serrano, organiza as etapas do trabalho com foco na qualidade das entregas e na construção de relações duradouras. No Spa Raízes, essa visão ganha forma em uma arquitetura de pausa. A matéria conduz o visitante para dentro de um tempo próprio, em que o banho deixa de ser passagem e se torna permanência. A CASACOR São Paulo 2026 será realizada no Parque da Água Branca, de 2 de junho a 9 de agosto de 2026. Com o tema “Mente e Coração”, a mostra propõe uma reflexão sobre o lar como espaço de reencontro com a mente, consigo e com o próprio propósito. Serviço CASACOR São Paulo 2026 Período: 2 de junho a 9 de agosto de 2026 Local: Parque da Água Branca Horário: das 11h às 22h Fornecedores iGaler!a | @igaleria681 Cia das Fibras 789 Design Celmar Informações à imprensa DaTa Studio de Comunicação Bruna Rodrigues: bruna@datastudiocomunicacao.com.br Dani Guapo: dani@datastudiocomunicacao.com.br Taís Lopes: tais@datastudiocomunicacao.com.br
- Felipe Saurin estreia na mostra da CASACOR São Paulo 2026
Com living “Arquivo Vivo” inspirado na atmosfera de Nova York dos anos 1960 e 1970 Texto: New Image + ID Assessoria Fotos: MCA Estúdio Entre memórias, luzes e referências que atravessam décadas, Felipe Saurin faz sua estreia na CASACOR São Paulo 2026 com um ambiente que revela muito mais do que estética. Em “Arquivo Vivo”, living de 68 m² criado para a mostra, o arquiteto transforma lembranças, sensações e repertórios culturais em uma narrativa espacial que equilibra razão e emoção, em sintonia com o tema desta edição, “Mente e Coração”. A primeira participação de Felipe na CASACOR marca também um momento simbólico em sua trajetória profissional. O projeto parte de três cenários culturais de Nova York, cidade que marcou o início de sua carreira, e propõe um ponto de transição em que a elegância estruturada dos anos 1960 se dissolve na liberdade dos anos 1970. Pensado como uma experiência imersiva, o ambiente conduz o visitante por diferentes atmosferas, contrastes e sensações. A entrada, escura e espelhada, faz referência ao Studio 54: brilho, reflexo e a ideia de libertação estética. Ao atravessar a cortina, o espaço se abre em luz natural, revestido em madeira e com proporção modernista, remetendo aos interiores de escritórios sofisticados dos anos 60, como os retratados em Mad Men. Essa base mais rígida é suavizada por uma abordagem sensorial inspirada em Halston: texturas, luz difusa, superfícies contínuas e percursos fluidos. Soma-se a isso a influência do apartamento de Yves Saint Laurent em Paris, principal referência no desenvolvimento sensorial das cores presentes no projeto. A materialidade combina madeira quente, mobiliário baixo e modulação racional com elementos mais expressivos, como o tapete em estampa animal, veludos escuros e geometrias marcantes (losangos, planos inclinados e espelhos). A biblioteca integrada aos painéis amadeirados, executados em altura mais baixa que o pé-direito, reforça a sensação de acolhimento e escala humana, enquanto a obra em inox em formato de losango e a lareira retangular desenhadas pelo escritório ampliam a força gráfica da composição. O rigor das linhas é equilibrado por elementos mais expressivos, como o tapete de tigre inspirado nas estampas de Luigi Bevilacqua e o bar revestido em pergaminho, referência ao trabalho sofisticado de Jacques Adnet. Veludos escuros, espelhos e geometrias marcantes completam a atmosfera do ambiente. A sustentabilidade aparece na valorização da luz natural e na escolha de materiais duráveis e atemporais, como madeira e fibras naturais. Dentro desse contexto, o tema aborda a mente como estrutura e racionalidade do espaço, e o coração como experiência sensorial e expressão. “Participar da CASACOR sempre foi um sonho muito presente para mim, desde criança. Poder viver isso agora, logo no início da minha trajetória, é uma realização enorme. Me sinto muito honrado e feliz por fazer parte de uma mostra tão importante e espero que as pessoas consigam entrar nesse universo que tentei criar, entendendo as referências e vivendo essa experiência de forma sensorial”, afirma Felipe Saurin. Sobre: Arquiteto e designer, Felipe Saurin desenvolve projetos guiados pelo estilo de vida de cada cliente, criando ambientes com conforto, identidade e personalidade. Seu trabalho se destaca pela mistura de épocas, cores e texturas, especialmente influenciado pelas décadas de 1950 a 1970, sempre buscando unir sofisticação, conforto e acolhimento. Contato: Felipe Saurin Instagram: @felipesaurin Contato Imprensa New Image ID email: jornalismo@newimageid.com.br whats: 11 99997-7438 instagram: newimageidassessoria
- Casa Coral Celeiro Alvorada traduz memória e pertencimento em projeto de Nildo José na CASACOR São Paulo 2026
Com uma abordagem fluida e intrínseca sobre o que realmente importa, ambiente da Tintas Coral na mostra é marcado por tons versáteis Texto: Denise Delalamo Comunicação Fotos: MCA Estúdio A Coral, patrocinadora e tinta oficial da CASACOR São Paulo, ao lado de Nildo José e da NJ+ Arquitetura, em sua sétima participação no evento, apresenta a Casa Coral Celeiro Alvorada, uma homenagem à brasilidade interiorana. O nome do espaço nasce da ideia de “celar”, guardar aquilo que importa, e também do próprio Parque da Água Branca, que tem suas origens ligadas à agricultura e ao agronegócio e que está celebrando 30 anos de tombamento. Conectada a essa história e sendo reforçada pelo tema “Mente e Coração” dessa edição, a Coral dá continuidade à narrativa que começou ano passado, em um projeto que aborda a relação entre memória, afeto e permanência. A mostra de arquitetura, decoração e paisagismo será realizada de 2 de junho a 9 de agosto, no Parque da Água Branca, em São Paulo. Em homenagem ao pai, o arquiteto Nildo José criou um espaço que percorre a saudade e a celebração de uma vida. Referências à fazenda e ao campo aparecem de forma sutil, trazendo a ideia de um modo de viver mais simples, conectado ao tempo, à paisagem e às origens. O projeto entende a arquitetura como suporte para aquilo que permanece, não apenas nos objetos, mas também nas lembranças. Para criar essa atmosfera, foi elaborada uma paleta de cores que possui referência nas obras do artista e pesquisador Dalton Paula, com tons que não assumem apenas o papel estético, mas também cultural e emocional. “Pensamos em um ambiente que fala sobre identidade, pertencimento e continuidade. A Casa Coral Celeiro propõe um olhar sensível para as memórias, os vínculos e aquilo que realmente permanece ao longo do tempo”, comenta Nildo José. Em um ambiente que traduz uma relação muito emocional com o morar, a Coral propõe um passeio por cores que trazem identidade. “As cores deixam de ser apenas acabamento e passam a construir conexões e acolhimento. A proposta também reforça como os efeitos especiais e as texturas ganham cada vez mais protagonismo nos projetos contemporâneos, trazendo profundidade e personalidade aos espaços”, afirma Priscila Perez, Gerente de Cores e Relacionamento de Tintas Decorativas da AkzoNobel, fabricante da Coral. “Esse é mais um grande projeto onde conseguimos mostrar como a cor em paredes e tetos muda a atmosfera de um ambiente. É exercitar nosso olhar e vivenciar como a cor se adapta aos mais variados estilos”, completa. Cores sóbrias marcantes Logo na entrada do ambiente de 213 m², o visitante encontra uma galeria em tom Azul Imponente, pintada com Coralit Total Base Água, pensada como uma antessala. A composição reúne mesa em quartzito Breccia Luna, banquetas revestidas em tecido Quaker e abajur de Sergio Rodrigues. É nesse primeiro percurso que o conceito começa a se revelar, marcando um novo capítulo do escritório, com uma presença mais intensa das cores e uma atmosfera mais envolvente. Na paleta, uma mistura de marrom, caramelo, roxo e verde-água, equilibrados por iluminação indireta. O tom Caramelo Suave ganha o efeito de pedras naturais do novo produto Coral Granos, no acabamento médio, nas paredes e, pela primeira vez na CASACOR, aplicado também no teto. O piso de tijolos e as vigas aparentes em madeira tonalizada reforçam as referências às construções rurais. A cor Montanha Distante, aplicada no Decora Matte, aparece no rodapé, no roda-teto e no volume curvo do espaço, criando continuidade visual entre os ambientes. Já dentro do espaço, o pé-direito duplo e as grandes janelas valorizam a entrada de luz natural e a vista para as árvores do parque, aproximando o interior da paisagem externa. Imponente, a grande estante de livros se torna o principal elemento arquitetônico do projeto. Estruturada como uma biblioteca com 4.000 exemplares, ela organiza o fio condutor do espaço: nos primeiros nichos, fotografias, poemas e objetos afetivos revelam memórias e referências pessoais; ao longo de sua extensão, os livros preenchem as prateleiras e reforçam a ideia de permanência, conhecimento e acolhimento. Integrada a ela, a cozinha e a sala de jantar aparecem de forma sutil, inseridas no vão central da composição, criando um contraste entre a imponência da marcenaria e a atmosfera íntima do ambiente. Cortando a estante, a escada helicoidal no tom berinjela Tapeçaria Renascentista, pintada com Coralit Total Base Água, conecta o térreo ao mezanino e funciona como um elemento escultórico dentro da composição. No living central, madeira, pedra, fibras e texturas artesanais reforçam a atmosfera orgânica e autenticidade do projeto. O sofá marrom desenhado pelo NJ+ divide a cena com uma cadeira e poltronas – uma delas inspirada em selas equestres. O tapete e a mesa de centro completam a composição, marcada pela mistura de design autoral, conforto e referências afetivas com obras de arte assinadas por Portinari, Lorenzato e Barrão. Ao pé da escada, uma chaise com linhas limpas, acompanhada por uma luminária criada em parceria com a Bertolucci, configura um canto de leitura acolhedor e intimista. Diante das grandes janelas, uma namoradeira ganha destaque. A lareira escultural em travertino bruto a mão inspirada no trabalho do artista uruguaio Gonzalo Fonseca, foi feita exclusivamente para a Casa Coral e recebe detalhes que lembram o universo da fazenda, como pássaros, ferrão de gado e símbolos ligados às memórias do pai de Nildo. Integrado à peça, o bar também foi moldado em travertino. Ao lado, uma Jasmim Manga no ambiente aproxima ainda mais a natureza do interior da casa. Na continuidade do living, uma parede curva conduz à área íntima. O espaço reúne uma cama, painel pintado com Decora Matte na tonalidade Saibro, poltrona e obras de arte de David Almeida e Lorenzato, compondo um ambiente idealizado para transmitir calma, conforto e acolhimento. Uma área de trabalho com cadeira assinada pela jovem designer Luisa Moyses completa o espaço. O banheiro, que segue a paleta de cores de toda a Casa Coral e configurado para favorecer a ventilação natural, novamente traz a presença do verde exterior para dentro do projeto, que também conta com uma acolhedora banheira diante da janela, em um convite à contemplação e relaxamento. As escolhas da Casa Coral Celeiro Alvorada Para compor o projeto, a Casa Coral Celeiro Alvorada reúne marcas, artistas e designers que reforçam a narrativa afetiva e a materialidade do ambiente. A marcenaria da Evviva estrutura a grande biblioteca integrada à cozinha, enquanto o piso de tijolos Brick Mattone Castagna 9x36 da Lepri e as pedras da Granos Granito, executadas pela Sólida Mármores, ampliam as referências às construções rurais e à atmosfera acolhedora da casa. No mobiliário, peças de Sergio Rodrigues, Percival Lafer, Claudia Moreira Salles, De Padova, Carlos Motta, Irmãos Campana, Lina Bo Bardi e Etel dialogam com a produção de Aldi Flosi e com as obras de arte assinadas por Portinari, Lorenzato, Barrão e David Almeida, reforçando o equilíbrio entre memória, design autoral e brasilidade. Serviço: Nildo José Arquitetura NJ+ Arquitetura @nildosjose_arquitetura
- Estúdio Musgo assina Refúgio Fleury na CASACOR SP
Texto: Ale Gusmão Assessoria Fotos: Denilson Machado Na edição deste ano da CASACOR São Paulo, o paisagista Denis Bessa, à frente do Estúdio Musgo, assina o Refúgio Fleury, ambiente de 226m² situado na passagem entre os dois prédios principais da mostra. A posição define o projeto: com dezenas de ambientes de cada lado, o espaço foi concebido para oferecer uma pausa no percurso, um lugar onde o visitante pudesse parar, respirar e absorver o que acabou de ver antes de continuar. O conceito parte de uma leitura do tema da mostra deste ano, Mente e Coração. Ao longo do percurso da mostra, a mente é continuamente estimulada por referências de arquitetura, interiores e design. O Refúgio Fleury propõe um ajuste nesse ritmo: um intervalo onde a experiência sensorial retoma espaço. “As plantas aromáticas, a textura dos materiais naturais, o som da água e a presença das árvores atuam em conjunto para devolver ao visitante uma percepção mais lenta e mais atenta do que está ao redor, propondo uma recalibração. O projeto foi desenvolvido a partir de recortes angulares. Os bancos imersos na vegetação têm forma triangular, assim como o espelho d'água, e a lareira escultórica, desenhada pelo próprio estúdio e revestida inteiramente em espelho, segue a mesma lógica poligonal. “Esta linguagem cria ritmo, conduzindo o olhar e estruturando a experiência do espaço de forma sutil e precisa”, comenta o profissional. Essa geometria se desdobra também no deck de madeira natural de garapeira, cujos recortes triangulares e poligonais reforçam a coerência visual do conjunto. A escolha das espécies partiu de duas diretrizes. A primeira foi a predominância de plantas nativas: 70% da vegetação é composta por espécies da flora brasileira. A segunda foi incorporar plantas aromáticas e medicinais como alecrim, lavanda, sálvia e capim-limão, que conduzem o visitante também pelo olfato e reforçam a conexão entre natureza e saúde. As estrelas do ambiente são as árvores. O jardim tem 15 sibipirunas, espécie nativa que atinge até seis metros de altura, cujas copas formam o teto vegetal do espaço. Duas sete-copas africanas foram escolhidas pela arquitetura ramificada e pela presença escultórica. É essa altura que define a experiência de entrada: ao cruzar o corredor entre os prédios, o visitante se depara com uma cobertura verde densa, diferente de qualquer outro ponto da mostra. O espaço ainda conta com jabuticabeiras complementando o grupo de espécies de copa alta. No estrato mais baixo, guaimbês, marantas, zebrinas, alocasias e philodendron completam o adensamento vegetal do ambiente. “Toda a vegetação está em vasos. O deck também foi especificado com procedência rastreada, com documentação que comprova a origem legal da madeira”, comenta Denis. O mobiliário ocupa o espaço em função do percurso. O sofá central está posicionado na área de maior fluxo, próximo a uma arquibancada voltada para o jardim oferecendo outro ponto de contemplação, enquanto espelhos assinados por Tomas Graeff ampliam a percepção espacial e criam jogos de reflexo entre a vegetação e a arquitetura. Duas obras de Moyses Mellin adiciona uma camada conceitual ao conjunto, conectando natureza, arte e a ideia de presença que orienta todo o projeto. Poltronas de Carlos Motta completam a área do lounge da lareira. O Refúgio Fleury é uma demonstração de como o paisagismo pode atuar como protagonista dentro de uma mostra. Em um percurso construído majoritariamente por ambientes fechados, o jardim de Denis Bessa introduz escala, altura, aroma e movimento, elementos que alteram a experiência do visitante de forma concreta. Sobre Denis Bessa Denis Bessa é paisagista e fundador do Estúdio Musgo, criado em São Paulo em 2023. Cresceu em família de jardineiros e floristas, acompanhou os pais no trabalho desde a infância e soube cedo que queria atuar com paisagismo de forma estruturada, com projeto e escritório. Para isso, combinou formação em administração com cursos técnicos em paisagismo no Brasil e em Lisboa. A transição veio gradualmente, com trabalhos para amigos durante a pandemia que foram se multiplicando, até que no início de 2023 ele abriu a Musgo. Em menos de três anos, o escritório foi convidado a assinar jardins em duas edições consecutivas da CASACOR SP antes de receber o convite para um ambiente próprio em 2025. A Musgo desenvolve projetos residenciais e corporativos com ênfase em vegetação nativas, a partir de um propósito claro: criar refúgios naturais em contexto urbano, espaços onde seja possível estar presente e fora do ritmo acelerado da cidade. https://musgo.eco.br/ https://www.instagram.com/musgo___/ Sobre a CASACOR A CASACOR São Paulo, a mais completa plataforma cultural de arquitetura, paisagismo e design de interiores das Américas. O evento reúne, anualmente, renomados arquitetos, decoradores e paisagistas e em 2026 chega à sua 39ª edição em São Paulo, no Parque da Água Branca. Instagram: @casacor_oficial | @casacor_sustentavel Facebook: facebook.com/casacor_oficial Youtube: www.youtube.com/casacoroficial Twitter: twitter.com/casacor Telegram: t.me/casacoroficial WhatsApp: whatsapp.com/channel/0029Va6nnYPAYlUPPSrquW2m Site: www.casacor.com.br SERVIÇO - CASACOR São Paulo 2026 Onde: Parque da Água Branca - Rua Dona Ana Pimentel, s/n portaria G4 do PAB Quando: de 02 de junho a 09 de agosto de 2026 Horário de funcionamento do evento: Terça a domingo das 11h às 22h Horário bilheteria: Terça a domingo* das 11h às 20h15 *fechamento da bilheteria física 15 minutos após o último horário. A visita poderá acontecer até às 22h. Bilheteria digital: https://appcasacor.com.br/events/sao-paulo-2026 Valores ingressos: De terça a domingo e feriados - R$141,00 (inteira) e R$ 70,50 (meia entrada) Compra de ingresso de meia-entrada - Idoso a partir de 60 anos - Estudante apresentando o documento válido com foto ou recibo de pagamento. - PNE (portador de necessidade especiais) e seu acompanhante (conforme lei 12.933/13) - Professor da rede pública e privada, apresentando o documento válido com foto. *Promoção de pré-venda não válida para meia entrada. *Comprovação de meia-entrada será exigida na porta. Importante: Gratuidade de entrada para crianças com idade comprovada de até 10 anos. 1 (um) CPF pode comprar no máximo 10 ingressos. Venda Grupo: Compras acima de 10 ingressos ou por CNPJ, envie e-mail para bilheteriacasacor@abril.com.br
- Casa da Marcenaria Brasileira | CASACOR São Paulo 2026
João Panaggio apresenta uma imersão na madeira como linguagem, memória e construção cultural Texto: Denise Delalamo Assessoria Fotos: Fabian Martinez Na CASACOR São Paulo 2026, o arquiteto João Panaggio apresenta a Casa da Marcenaria Brasileira, um ambiente de 250 m² que investiga a madeira como linguagem, memória e construção cultural. A proposta desloca o foco do material como acabamento para a madeira como estrutura narrativa — um elemento que organiza o espaço, o tempo e a experiência do visitante. Reconhecido por uma abordagem sensível aos processos construtivos e pela valorização do fazer artesanal, Panaggio estrutura o ambiente como uma travessia. Inspirado no tema “Mente e Coração”, o projeto convida o visitante a percorrer camadas de percepção onde gesto, técnica e matéria se entrelaçam. O percurso se inicia em um corredor estreito e quase bruto, que funciona como um rito de entrada. A madeira aparece em seu estado mais essencial, marcada pelo tempo e pelo processo, conduzindo o visitante a um deslocamento gradual de escala e percepção. A passagem desemboca em um espaço iluminado, onde o ato de criar se torna visível e a arquitetura assume o papel de ateliê expandido. Ao fundo, uma grande estante modular organiza o ambiente em uma lógica de repetição e encaixes. Mais do que um elemento de armazenamento, a peça estrutura o espaço como um grande sistema de ordenação, revelando a precisão e a disciplina do ofício da marcenaria brasileira. Em contraponto, uma escada helicoidal introduz movimento contínuo à composição. Escultural, ela reorganiza a circulação e transforma a madeira em gesto, sugerindo a passagem do tempo como parte fundamental do projeto. No mezanino, o percurso desacelera. O visitante passa a observar o conjunto em sua totalidade, reconhecendo a relação entre estrutura, proporção e detalhe construtivo. Entre as aberturas, peças verticais funcionam como dispositivos de exibição e organização, aproximando objeto, arquitetura e narrativa. O espaço é atravessado por uma curadoria de design brasileiro que reúne diferentes gerações e linguagens, criando um panorama histórico do fazer no país. Já a seleção de obras de arte amplia a leitura do ambiente, incorporando camadas de reflexão sobre matéria, tempo e permanência. Mais do que uma instalação, a Casa da Marcenaria Brasileira propõe uma experiência sobre o fazer arquitetônico. Um percurso em que a madeira deixa de ser superfície e passa a operar como linguagem estrutural — conectando tradição, invenção e futuro na arquitetura contemporânea brasileira.
- Rodra Arquitetura apresenta o espaço “Fantasia à Mesa” em sua segunda participação na CASACOR São Paulo.
Desenvolvendo um espaço com conceitos inspirados na arquitetura francesa e na corte de Maria Antonieta, Rodra deixa sua marca saindo da sua zona de conforto Texto: Denise Delalamo Comunicação Fotos: MCA Estúdio Em sua segunda participação na CASACOR São Paulo, o arquiteto Rodra Cunha, à frente do escritório RODRAARQ, apresenta o espaço “Fantasia à Mesa”. Um projeto que parte do tema “Mente e Coração” para construir uma narrativa sensorial entre memória, afeto e imaginação. Inspirado no universo visual do filme Maria Antonieta, de Sofia Coppola, o ambiente traduz, de forma autoral, a estética da corte francesa do século XVIII a partir de uma leitura contemporânea, lúdica e precisa. É onde o rococó deixa de ser referência literal e se transforma em linguagem leve, delicada e, ao mesmo tempo, provocativa. A mostra funciona entre os dias 2 de junho a 9 de agosto, no Parque da Água Branca, em São Paulo. Com 45 m², a sala de jantar se revela como um cenário onde o tempo parece suspenso. Cores, texturas e elementos desenhados pelo próprio arquiteto constroem uma atmosfera que transita entre o onírico e o real. No centro, a mesa assinada por Rodra funciona como eixo do projeto, não apenas como peça funcional, mas como gesto arquitetônico que organiza o espaço e convida ao encontro. Mais do que objeto, a mesa é pausa. Porque, no fundo, a sala de jantar nunca foi só sobre comer. É sobre presença. Sobre troca. Sobre aquilo que acontece quando o tempo desacelera. “A sala de jantar é um lugar de troca e presença. Um espaço onde o pensamento desacelera e o afeto ganha forma”, afirma o arquiteto. O teto assume papel protagonista, reinterpretando os ornamentos clássicos franceses com uma leitura contemporânea. As boiseries nas portas e rodapés reforçam essa construção, enquanto o lustre em vidro sobre a mesa adiciona brilho e leveza ao conjunto, evocando a sofisticação do período. Seguindo a ousadia típica que marca o trabalho do arquiteto, a by Kamy desenvolveu a pedido do profissional uma peça personalizada. Um tapete de visual clássico, o Aubusson, típico dos palácios da realeza francesa em meados do século 16, um encontro entre passado e futuro, mediado pelo olhar no presente do inquieto e irreverente arquiteto. Como contraponto, o projeto incorpora referências sutis ao Rio Grande do Norte, terra natal do arquiteto. Desenhos feitos à mão e elementos inspirados em suas raízes surgem de forma delicada, criando um diálogo entre o imaginário francês e a memória afetiva nordestina, uma marca recorrente na trajetória de Rodra. A luz natural, filtrada pela grande janela, revela um segundo momento do espaço: um ambiente mais íntimo, onde poltronas clássicas se entrelaçam com peças contemporâneas, criando uma transição sutil entre o lúdico e o presente. A curadoria de arte acompanha essa narrativa, com obras selecionadas para ampliar a experiência e aprofundar o caráter sensorial do projeto. Cada elemento contribui para criar um ambiente que não apenas representa uma estética, mas constrói uma atmosfera. Depois de anos de silêncio, o espaço volta a falar. O minimalismo cumpriu seu papel. Organizou, limpou, trouxe respiro. Mas agora, existe um desejo de mais. Mais gesto. Mais camada. Mais presença. O projeto revisita o coração, símbolo ancestral, e o traduz em matéria, forma e atmosfera. O resultado é um ambiente que equilibra rigor e delicadeza, tradição e experimentação, criando uma experiência que não se limita ao olhar, mas se estende ao sentir. “Fantasia à Mesa” nasce nesse momento de transição, onde o excesso deixa de ser ruído e passa a ser linguagem. É, acima de tudo, um convite: observar, desacelerar e habitar o espaço com presença. Arquitetura que ocupa, não que desaparece. Rodraarq @rodraarq CASACOR São Paulo/ 2026 Data: 2 de junho a 9 de agosto Local: Parque da Água Branca - Rua Dona Ana Pimentel Instagram: @casacor_oficial









