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Casa na Fazenda da Grama ganha novo deck para receber — e traduz a força das paletas quentes em madeira, couro e tons terrosos
Casas28 de abril de 2026

Casa na Fazenda da Grama ganha novo deck para receber — e traduz a força das paletas quentes em madeira, couro e tons terrosos

Fotos: Thiago Travesso

Projeto de Romário Rodrigues Arquitetos amplia a área externa e renova a ambientação com design brasileiro, arte e uma cartela “muddy” que aquece o morar Texto: Redação Habitare Fotografia: Thiago Travesso Receber bem faz parte do cotidiano — e, nesta casa na Fazenda da Grama, no interior de São Paulo, isso se transforma em diretriz de projeto. Assinada pelo escritório Romário Rodrigues Arquitetos, a intervenção teve duas frentes complementares: nos interiores,...

Projeto de Romário Rodrigues Arquitetos amplia a área externa e renova a ambientação com design brasileiro, arte e uma cartela “muddy” que aquece o morar Texto: Redação Habitare Fotografia: Thiago Travesso Receber bem faz parte do cotidiano — e, nesta casa na Fazenda da Grama, no interior de São Paulo, isso se transforma em diretriz de projeto. Assinada pelo escritório Romário Rodrigues Arquitetos, a intervenção teve duas frentes complementares: nos interiores, uma ambientação cuidadosa, sem grandes mudanças estruturais; do lado de fora, uma atuação completa que redesenhou a área de lazer com expansão do deck coberto (cerca de 160 m²) e reforma da piscina. O ponto de partida não foi um moodboard, mas um acervo: obras de arte de grande formato nas paredes e uma escultura em mármore na galeria conduziram a composição dos ambientes e deram o tom do projeto — uma casa que funciona também como galeria, onde cada peça encontra respiro e presença sem competir. Paleta quente e muddy: o acolhimento vem do tom certo Em sintonia com uma das tendências mais fortes do morar contemporâneo — paletas quentes e terrosas, com tons muddy —, o projeto trabalha uma base neutra menos frio hospital: off-whites mais quentes, areia, linho e cinzas suaves, aquecidos por materiais com textura e memória. A madeira natural aparece como elemento estruturante (forros, esquadrias e a nova cobertura externa), enquanto o couro envelhecido e a madeira escura entram como contraponto, trazendo profundidade cromática — da família do caramelo ao marrom — e reforçando a sensação de casa vivida. A vegetação e o jardim, sempre presentes através dos grandes panos de vidro, completam a paleta com verdes densos, quase oliva, que dialogam naturalmente com os terrosos. Ambientação interna: personalidade sem reforma pesada Com a arquitetura já definida, o desafio nos interiores foi dar calor e identidade a partir de curadoria. A intervenção interna foi direcionada à ambientação, sem grandes mudanças estruturais, mas com o olhar atento de quem sabe que mobiliário, curadoria e composição de texturas são capazes de transformar completamente a experiência de um espaço, explica Romário. Além do design autoral, entram na cena objetos trazidos de viagem e peças afetivas — principalmente nas áreas íntimas — incorporados com cuidado para que a casa ganhe camadas e história, mantendo unidade estética. A circulação também vira narrativa: a galeria com piso de pedra, seixos brancos, obras nas paredes e escultura em mármore costura o living às áreas íntimas com um ritmo quase expositivo, poético. Área externa: continuidade visual e um espaço que sempre esteve ali Do lado de fora, a proposta foi criar uma extensão real da casa — funcional para receber, mas com a mesma linguagem do interior. A resposta veio com uma nova cobertura em madeira ripada, de pé-direito duplo, que conversa diretamente com o forro interno e garante continuidade visual entre living e deque. O resultado

Projeto
Romário Rodrigues Arquitetos
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