Casa Corcovado leva a bossa carioca à Bienal de Arquitetura Brasileira
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Assinado por Paula Martins, projeto traduz o jeito de viver do Rio em um apartamento sensível, com curadoria de Belchior Almeida e paisagismo de Albite Coutinho.
Texto: Redação Habitare Fotos: Rafa Renzo

A arquiteta Paula Martins apresenta na Bienal de Arquitetura Brasileira, a Casa Corcovado, um projeto que traduz, em linguagem contemporânea, a essência da bossa carioca. Selecionado entre 27 propostas que representam os estados brasileiros no Pavilhão das Culturas Brasileiras, o espaço integra o pavilhão da Mata Atlântica e transporta para São Pauloa atmosfera leve, afetiva e sofisticada do Rio de Janeiro.
Inspirado na história de Laís e Vinícius, cariocas que vivem fora da cidade natal, o projeto parte da ideia de que a arquitetura pode encurtar distâncias por meio da memória e da experiência sensorial. Pensada como cenário para o cotidiano, a Casa Corcovado valoriza o prazer de estar, seja ao receber amigos, cozinhar ou simplesmente desacelerar. O espaço se organiza em dois eixos: na área social, tons de verde e azul evocam a relação entre mar e floresta; já na área íntima, cores quentes criam uma atmosfera acolhedora e de descanso.

A narrativa ganha profundidade com a curadoria de Belchior Almeida, que articula arte, objetos e memórias em uma composição marcada por contrastes e afetos. O paisagismo de Albite Coutinho reforça a conexão com a natureza, enquanto estampas, texturas e materiais diversos trazem ritmo e identidade ao ambiente. Mais do que um projeto expositivo, a Casa Corcovado se afirma como um espaço de pertencimento, onde arquitetura, cultura e memória se encontram para traduzir o jeito único de habitar do Rio.























