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- Casa no Jardim Paulista aposta na integração como ponto de partida
Com projeto de Simone Saccab, a residência de 375 m² organiza seus espaços a partir de um núcleo social conectado, articulando interiores, área externa e paisagismo em uma linguagem contemporânea Texto: Denise Delalamo Comunicação Fotos: Evelyn Müller Graças a grandes aberturas e esquadrias com trilhos embutidos, que eliminam barreiras visuais e aproximam o verde, a área gourmet e a piscina se integram aos ambientes sociais do pavimento térreo. Foto: Evelyn Müller A residência, com aproximadamente 375 m² distribuídos entre pavimentos e rooftop, passou por uma reforma completa para se alinhar ao estilo de vida de um casal jovem, que buscava modernização, praticidade e acolhimento. O ponto de partida foi a criação de um núcleo social integrado — cozinha, sala de jantar e área gourmet — pensado como o verdadeiro coração da casa. A partir dessa diretriz, layout, circulação e paisagismo foram organizados para privilegiar o convívio e o uso cotidiano. É nesse cenário que a área externa ganha protagonismo — e a piscina se torna o elemento que conduz toda a narrativa. Com parede de vidro e desenho preciso, ela ultrapassa a função de lazer e assume presença arquitetônica, combinando transparência, leveza e impacto visual. O revestimento contínuo da linha Beaches, da Cristal Pool, na cor Bora-Bora, intensifica essa experiência ao criar uma superfície suave e uniforme, inspirada na textura da areia. O resultado é uma lâmina d’água em tom azul claro, de aparência cristalina, que evoca paisagens tropicais e convida ao relaxamento. Muito usada em piscinas que remetem a praias tropicais, a linha Beaches, da Cristal Pool, também se adapta a geometrias retilíneas. Aqui, faz o par perfeito com a parede de vidro, combinando transparência e impacto visual. Foto: Evelyn Müller Sem rejuntes, o revestimento reforça a continuidade visual e valoriza o desenho da piscina, especialmente em contraste com a transparência da parede de vidro, que amplia a percepção de profundidade e revela o movimento da água. Ao redor, o espelho d’água, as passarelas flutuantes e a escada de acesso — revestidos com o mesmo material — contribuem para uma leitura coesa, em que os limites se dissolvem e a água passa a costurar todo o espaço. Embora remeta ao imaginário das praias paradisíacas, a linha Beaches também se adapta a geometrias mais rigorosas. Aqui, o traço retilíneo da piscina evidencia como o revestimento monolítico pode valorizar os planos arquitetônicos com elegância, equilibrando naturalidade e sofisticação. Assinado pela arquiteta Simone Saccab, do escritório Si Saccab Architecture & Interior Design, o projeto se apoia na relação contínua entre arquitetura e paisagem. A integração entre interior e exterior, já sugerida na área da piscina, se estende aos ambientes sociais por meio de grandes aberturas e esquadrias com trilhos embutidos, que eliminam barreiras e permitem que o verde faça parte da experiência cotidiana. Nos interiores, a materialidade acompanha essa mesma lógica. Texturas naturais e uma paleta neutra criam uma base serena, enquanto a marcenaria em tons claros, combinada a elementos mais escuros e ao uso pontual de pedras, traz profundidade e acolhimento. No hall de entrada, a nova porta e os revestimentos conferem uma chegada mais marcante. Já na área gourmet, os acabamentos e o desenho do piso dialogam com o paisagismo e reforçam a atmosfera descontraída do espaço. No pavimento íntimo, o piso de madeira original foi restaurado, trazendo conforto e continuidade aos ambientes. A configuração foi adaptada para abrigar três suítes amplas, incluindo um quarto preparado para o futuro bebê, além de banheiros completamente atualizados. No rooftop, o clima é de refúgio. O ofurô existente foi mantido e integrado a novos usos, como sauna e área gourmet compacta, criando um espaço voltado a momentos mais íntimos, com lareira, mobiliário confortável e atmosfera acolhedora. Ao articular arquitetura, interiores e paisagismo em uma linguagem contínua, o projeto constrói uma experiência fluida, em que cada elemento se conecta ao outro. Nesse conjunto, a piscina se destaca como síntese da proposta — um gesto arquitetônico que traduz, em forma e sensorialidade, o desejo por um morar mais integrado, leve e sofisticado. Cristal Pool Site: https://www.cristalpool.com.br/ E-mail: comercial@cristalpool.com.br Telefones: (11) 4382-4101 | (11) 4382-4104 Endereço: Av. Moacir da Silveira, 21 – Santana de Parnaíba/SP Redes sociais: Facebook | Instagram | LinkedIn | Youtube Imprensa Denise Delalamo Comunicação Atendimento – Ana Sant’Anna: ana.santanna@denisedelalamocomunicacao.com.br Atendimento – Roberta Cardoso: roberta@denisedelalamocomunicacao.com.br
- O que a arquitetura das lojas faz para influenciar decisões sem você perceber
De entradas sensoriais a provadores estratégicos, o design dos espaços comerciais influencia diretamente a forma como as pessoas consomem Texto: Máxima SP Fotos: Divulgação Entrar em uma loja e sentir que tudo faz sentido, mesmo sem saber explicar exatamente por quê, costuma ser resultado de um projeto bem estruturado. No varejo, a arquitetura e o design de interiores deixaram de cumprir apenas uma função estética e passaram a atuar como ferramentas estratégicas, capazes de conduzir o olhar, o tempo de permanência e até as decisões de compra. Cada decisão projetual, da entrada ao caixa, é pensada para orientar a jornada do cliente dentro do ambiente. “Arquitetura comercial é estratégia. Nada é posicionado de forma aleatória. Layout, iluminação, materiais e circulação são definidos para direcionar o olhar, estimular sensações e, principalmente, influenciar o comportamento de compra”, explica a arquiteta e designer de interiores Rose Chaves. Um exemplo clássico está logo na entrada de supermercados, onde áreas com flores, hortifruti ou produtos frescos funcionam como um “respiro sensorial”. A proposta é criar uma primeira impressão positiva e acolhedora, ativando percepções que impactam a experiência ao longo de toda a loja. A trilha sonora, embora muitas vezes associada ao comportamento, também integra o projeto sensorial do ambiente. Em conjunto com o espaço físico, ela ajuda a modular o fluxo. Músicas mais calmas tendem a desacelerar o percurso, enquanto ritmos mais rápidos favorecem uma circulação ágil, algo que pode ser decisivo dependendo da proposta do estabelecimento. Nos provadores, o impacto do projeto se torna ainda mais evidente. “O desenho do espaço interfere diretamente na decisão de compra. Iluminação adequada, proporção, conforto térmico e escolha de materiais criam um ambiente favorável à experimentação. Quando esses elementos não são bem resolvidos, o cliente tende a encurtar a permanência e até desistir da compra”, detalha Rose. Esse raciocínio se estende a diferentes segmentos. Em redes de fast food, por exemplo, a arquitetura privilegia layouts mais abertos, cores estimulantes e mobiliário com ergonomia que incentiva a rotatividade. Já em lojas de alto padrão e hotéis, o caminho é oposto. Iluminação indireta, isolamento acústico e materiais mais sofisticados são usados para prolongar a permanência e reforçar a percepção de valor. A circulação também é cuidadosamente desenhada. Percursos mais fluidos ou com pontos de desaceleração, como vitrines, ilhas de exposição e mudanças de piso, direcionam o olhar e influenciam o tempo dedicado a cada produto. Para a especialista, o projeto vai muito além da estética. “Quando falamos de arquitetura comercial, estamos falando de uma ferramenta de negócio. O espaço precisa traduzir o posicionamento da marca e, ao mesmo tempo, conduzir a experiência do cliente de forma estratégica”, afirma. Ela destaca ainda que nem sempre o conforto é o objetivo principal. “Existe uma leitura muito clara de intenção por trás de cada projeto. Em alguns casos, o ambiente é pensado para acolher e prolongar a experiência. Em outros, o desconforto controlado, seja por meio do mobiliário, da temperatura ou da dinâmica, pode ser utilizado para estimular decisões mais rápidas e aumentar a rotatividade”, conclui.
- Entre acolhimento e personalidade: o consultório em Moema que ressignifica o espaço terapêutico
Assinado por Ana Weege Arquitetura, o projeto Al. Maracatins transforma um consultório de 50 m² em um ambiente sensível, acolhedor e cheio de identidade, com soluções acústicas e atmosfera residencial para receber pacientes e encontros especiais. Texto: Revista Habitare Fotos: Rafael Renzo Em Moema, o projeto do consultório Al. Maracatins, assinado por Ana Weege Arquitetura, propõe uma nova leitura para espaços terapêuticos: ambientes que acolhem com delicadeza, personalidade e sofisticação, distanciando-se da estética convencional dos escritórios tradicionais. Com aproximadamente 50 m², a reforma foi desenvolvida para atender aos desejos de uma jovem psicóloga que buscava um espaço confortável, afetivo e visualmente marcante. Desde o início, o principal pedido da cliente era criar áreas independentes para recepção e atendimento, garantindo privacidade e conforto acústico sem perder a integração espacial necessária para eventos e encontros ocasionais. A solução encontrada pelo escritório partiu de um elemento central do projeto: as portas divisórias acústicas, desenhadas para separar os ambientes de maneira eficiente e elegante. Associadas aos painéis curvos, elas ajudam a construir a fluidez visual e a atmosfera acolhedora que permeia todo o espaço. O conceito buscou equilibrar serenidade e identidade. Tons claros e neutros predominam na composição, enquanto pontos de cor aparecem de maneira sutil, preservando a essência vibrante característica do escritório. A intenção foi criar uma sensação mais próxima da experiência de estar em casa do que em um consultório convencional — um ambiente que transmite segurança e conforto sem estimular permanências prolongadas. Entre os destaques do projeto está a mesa de atendimento desenhada exclusivamente pela equipe de arquitetura para o espaço. A peça combina tampo em madeira maciça de Imbuia com base laqueada e revestida em couro, traduzindo o cuidado artesanal presente nos detalhes do projeto. Outro ponto especial é o tapete da coleção assinada pelo escritório para a Punto&Filo. A reforma também incluiu intervenções técnicas importantes, como a instalação de infraestrutura hidráulica na varanda para viabilizar a área da copa. Nos acabamentos, destacam-se o MDF Duratex no padrão Nogueira Flórida, o piso amadeirado e a curadoria cuidadosa de iluminação, mobiliário e objetos decorativos que reforçam a atmosfera sensível e contemporânea do ambiente.
- Dia das Mães ao ar livre: 3 parques em São Paulo para celebrar com estilo e leveza
Se a ideia é fugir do almoço tradicional e transformar o Dia das Mães em um dia inteiro fora de casa, São Paulo ajuda. Entre clima de praia, pedaladas longas e momentos de pausa, alguns parques viram praticamente extensões do estilo de vida da cidade. Texto: Revista Habitare Fotos: Divulgação Aqui vai um roteiro mais direto — com o “clima certo” de cada lugar — e algumas dicas para aproveitar melhor. ☀️ Clima de praia em plena cidade + dia inteiro em movimento Parque Villa-Lobos O Villa Lobos é aquele tipo de lugar que, em dia de sol, quase faz você esquecer que está em São Paulo. Tem gramado amplo, gente deitada na canga, crianças correndo, bicicletas cruzando o parque e um ritmo que mistura descanso com energia — um pouco de praia, um pouco de cidade. Aqui o Dia das Mães pode ser exatamente isso: um dia inteiro ao ar livre, sem roteiro rígido, alternando pausa e movimento. O que fazer por lá: Montar um piquenique simples nos gramados, sem muita produção. Aproveitar o dia entre sol, sombra e descanso sob as árvores. Pedalar pelas ciclovias internas com calma, em família ou entre amigos. Alternar o ritmo: enquanto alguns descansam, outros exploram o parque de bike ou patinete. Estender o programa até a área gastronômica do entorno e transformar o almoço em continuação do passeio. Dica: O Parque Villa Lobos funciona melhor quando o dia não é dividido em atividades separadas, mas vivido em fluxo. Vá cedo para garantir bons espaços na sombra e deixe o roteiro se montar sozinho — ele muda naturalmente entre momentos de relax e movimento, como um domingo bem vivido. 🌿 Para quem quer desacelerar de verdade Parque Ibirapuera O Parque Ibirapuera é o oposto do agito: aqui o ritmo é outro. É o lugar ideal para quem quer baixar a velocidade, caminhar, conversar e simplesmente estar. Projetado por Oscar Niemeyer e com paisagismo de Roberto Burle Marx, ele combina natureza, cultura e arquitetura em doses equilibradas. O que fazer por lá: Caminhadas longas sem pressa. Piquenique mais tranquilo, em áreas sombreadas. Visita à Oca ou ao Museu de Arte Moderna de São Paulo. Pausas para sentar e observar o movimento. Dica: Leve algo simples: o charme aqui não é a produção do piquenique, mas o tempo que você se permite ficar. 🏃♀️ Energia urbana e esporte Parque Linear Bruno Covas Na margem do Rio Pinheiros, o Parque Bruno Covas é o lado mais ativo do Dia das Mães. Ciclovias extensas, pistas de caminhada e áreas abertas criam um cenário perfeito para quem gosta de movimento contínuo. O que fazer por lá: Pedalar ou correr ao longo do rio. Fazer pausas nos decks e mirantes. Levar algo leve para comer entre atividades. Aproveitar o pôr do sol com vista urbana aberta. Um dia das mães com o ritmo da cidade Entre clima de praia no Villa-Lobos, desaceleração no Ibirapuera e energia no Bruno Covas, São Paulo mostra que o Dia das Mães pode ser menos sobre um único programa e mais sobre viver a cidade em diferentes velocidades — do descanso ao movimento, sempre ao ar livre. Serviços ☀️ Parque Villa-Lobos 📍 Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 2001 – Alto de Pinheiros, São Paulo – SP, 05317-020 🌿 Parque Ibirapuera 📍 Av. Pedro Álvares Cabral – Vila Mariana, São Paulo – SP, 04094-050 🚴♀️ Parque Bruno Covas 📍 Rua Caio Prado, 230, Consolação, São Paulo - SP, 01303-001
- Dia das Mães em São Paulo: restaurantes para celebrar em família — inclusive com crianças e pets
De brunchs iluminados a quintais urbanos e restaurantes com áreas verdes, selecionamos endereços em São Paulo onde gastronomia, arquitetura e acolhimento transformam o domingo em experiência. Texto: Revista Habitare Fotos: Divulgação O Dia das Mães ganhou novos significados em São Paulo. Mais do que um almoço tradicional, muitas famílias buscam hoje espaços confortáveis, amplos e capazes de reunir diferentes gerações — das crianças aos avós, sem esquecer os pets. A arquitetura desses lugares acompanha esse novo comportamento: jardins urbanos, iluminação natural, áreas externas, espaços kids e ambientes mais acolhedores passaram a fazer parte da experiência gastronômica. Para quem prefere um almoço rodeado de verde, Fazenda Churrascada combina clima de fazenda contemporânea, espaços amplos e atmosfera perfeita para famílias grandes. Entre os destaques do menu, a costela premium assada lentamente virou um dos pratos mais pedidos da casa, servida com acompanhamentos generosos e perfeita para compartilhar. Já Bonitakafé aposta em uma experiência mais leve e urbana. Cercado por vegetação, luz natural e interiores minimalistas, o espaço é ideal para mães que preferem brunchs tranquilos. O avocado toast com ovos pochê e salmão defumado resume bem a proposta contemporânea e fresh da casa. Para famílias que gostam de um almoço sofisticado, Corrientes 348 segue como um clássico paulistano. O ambiente elegante, os salões amplos e o conforto do espaço ajudam a transformar a celebração em uma experiência especial. Entre os cortes mais pedidos está o tradicional bife de chorizo, servido no ponto perfeito e acompanhado por clássicos da parrilla argentina. Outra boa opção é Quintal DeBetti, que mistura atmosfera casual, estética industrial contemporânea e mesas externas ideais para prolongar o domingo em família — inclusive com os pets. A casa ficou conhecida pelo brisket defumado e pelos cortes preparados lentamente na brasa, que ajudam a criar o clima descontraído do espaço. No fim, talvez o verdadeiro luxo do Dia das Mães esteja justamente nisso: encontrar lugares onde todos conseguem aproveitar juntos, sem pressa. Serviço Fazenda Churrascada 📍 Avenida Morumbi, 5594 — Morumbi — São Paulo/SP — CEP 05650-001 📞 (11) 2649-4388 Botanikafé 📍 Rua Padre Garcia Velho, 56 — Pinheiros — São Paulo/SP — CEP 05421-030 📞 (11) 2365-2056 Corrientes 348 📍 Rua Bela Cintra, 1073 — Jardins — São Paulo/SP — CEP 01415-907 📞 (11) 3083-2999 Quintal DeBetti 📍 Rua Gandavo, 447 — Vila Clementino — São Paulo/SP — CEP 04023-001 📞 (11) 2385-2173
- PITÁ ARQUITETURA REINVENTA SEU PRÓPRIO ESPAÇO NO CORAÇÃO DE SÃO PAULO
Transforma seu escritório em um organismo vivo, explorando texturas, soluções sustentáveis para o dia a dia, e a narrativa de um centro urbano Texto: Denise Delalamo Comunicação Fotos: João Prado Para a Pitá Arquitetura, um escritório com vida é primordial, afinal, é ali que as ideias nascem, se encontram e ganham forma. Desde o início, estar no coração da cidade sempre foi essencial, estar no centro histórico onde a vida pulsa, circula e se reinventa. E assim, em 2020, no auge da pandemia, o escritório assumiu um novo endereço no Edifício Itália, com 450m², em um dos prédios históricos mais famosos de São Paulo, que traduz em sua essência o espírito paulistano. Desde então, o escritório se tornou um espaço para experimentações e possibilidades, um verdadeiro laboratório de ideias, onde o design está vivo e em constante transformação. Em 2025, um novo passo foi dado com a revitalização do escritório, novos ares para gerar novas ideias. Depois de anos transformando os espaços de seus clientes, a Pitá volta o olhar para dentro e ressignifica seu próprio ambiente de trabalho. A partir dessa ideia, um novo mundo de possibilidades surgiu, onde texturas, cores e formas se encontram com liberdade, utilizando o erro como parte do processo criativo. Um espaço onde é possível ousar, testar soluções e reafirmar a crença de que os detalhes mudam as experiências e a forma como dialogamos com o ambiente ao nosso redor. Logo na entrada, a recepção e o café são o cartão de visitas do escritório, a primeira impressão para todos que chegam ali. Eram importantes que fosse algo acolhedor, e refletisse as ideias e conexões ali criadas. Assim, o tapete da recepção que estava ali desde a primeira mudança e já tinha começado a se desgastar, foi transformado, e ganhou uma nova função. Em vez de descartá-lo, ele foi higienizado e transformado em novas almofadas para a cafeteria, refletindo as ideias de sustentabilidade e também em um gesto de ressignificação e de memória, que mantém viva a história do espaço enquanto assume uma nova função. Ainda na recepção, o antigo mural de folhagens deu lugar a uma nova estampa criada por um artista e arquiteto da própria Pitá, trazendo uma atmosfera renovada, mas ainda carregada de identidade. Detalhes do revestimento novo aplicado, e uma ecobag feita com o tecido Entrando para o escritório, muitas salas são usadas para criar ideias e desenvolver assuntos, assim, para melhorar a funcionalidade da principal sala de reunião uma transformação foi planejada, tornando o ambiente capaz de contar histórias enquanto se reinventa ao longo do tempo. Em parceria com a Tramari, um revestimento de parede feito em tecido de duas camadas foi desenvolvido, com detalhes que revelam paisagens do cotidiano de São Paulo: os prédios do centro, o pipoqueiro da esquina, os totens do metrô República, os postes clássicos da Avenida São Luís, entre outros elementos que constroem a paisagem urbana da cidade. O tecido é interativo, e pode ser cortado revelando novas imagens, permitindo que a sala esteja sempre em transformação. Amigos, clientes e fornecedores são convidados a interagir com o espaço, criando suas próprias composições e permitindo que uma conexão aconteça. Além do aspecto poético, o revestimento funciona como uma poderosa solução acústica, pois toda a sala é isolada por uma camada de espuma que bloqueia os sons da rua e da área de trabalho externa, melhorando o desempenho de quem está dentro. Foto da sala de reunião principal, com o revestimento aplicado/créditos: João Prado Uma sala de reunião menor, ao lado, também revela detalhes que encantam. Uma luminária antiga garimpada em uma feira de antiguidade, atrai todos os olhares para cima. A partir dela, o teto se torna protagonista do espaço, inspirados nos tetos ornamentados dos teatros clássicos, como o Theatro Municipal de São Paulo, os arquitetos desenvolveram, em colaboração com a Porú, uma pintura que transforma a superfície em cenário. A intervenção conecta o projeto à tradição de compreender a arquitetura como expressão e palco um teto que agora emoldura as ideias e conversas que ali acontecem. O escritório conta ainda com outra sala de reunião marcada por uma vista privilegiada para a Avenida São Luís. Neste ambiente, inspiração está focada na água e na vegetação, são elementos que resistem, mesmo quando escondidos pela urbanização. O novo papel de parede representa o traçado original dos rios do centro de São Paulo, hoje soterrados e retificados. De longe, vemos um desenho fluido; de perto, percebemos que os rios são formados por estampas de folhas brasileiras: pau-brasil, palmito-jussara, aroeira-pimenteira e copaíba. Um lembrete sutil das camadas naturais que sustentam a cidade e permanecem por toda parte. Por fim, o hall dos banheiros, também ganha uma nova identidade, onde foi possível experimentar e ousar. Apenas com o uso de cores e texturas simples, a atmosfera é completamente redesenhada, evidenciando como pequenas decisões podem transformar a percepção de um ambiente. Cada tom e contraste ali foi pensado para despertar sensações e reforçar a ideia de que o cotidiano também pode ser poético. Mais do que um ambiente de trabalho, o novo escritório da Pitá Arquitetura se consolida como um organismo vivo, que respira ideias e conceitos. A criatividade e a capacidade de adaptação se destacam como as raízes do projeto. A sustentabilidade também está presente, ressignificando objetos para novos usos. Assim, o escritório vira um laboratório de ideias criativas, sem medo de errar.
- REFÚGIO AFETIVO E CONTEMPORÂNEO
MARIANA MONNERAT ASSINA PROJETO QUE AMPLIA E TRANSFORMA APT DE 53 m² NO LEBLON Texto: Angela Falcão Comunicação Fotos: Lilia Mendel Localizado no Leblon, no Rio de Janeiro, a reforma deste apartamento, assinada por Mariana Monnerat, procurou resgatar as memórias do morador, valorizar o design autoral brasileiro e criar ambientes integrados, leves e funcionais em apenas 53,7 m². Três anos depois da primeira parceria, quando o morador vivia de aluguel e buscava apenas pequenas intervenções, ele retornou ao escritório com o desejo de transformar o imóvel recém-adquirido em um lar definitivo, capaz de refletir sua identidade em cada detalhe. “Desde o primeiro projeto, já existia uma linguagem muito clara: o azul, os azulejos e a atmosfera leve. Esses elementos sempre fizeram parte da história dele e foram fundamentais para o conceito da nova casa”, explica Mariana Monnerat. Com três meses de projeto e seis meses de obra, a reforma foi pensada para ampliar a sensação de espaço e valorizar a luz natural. As paredes entre cozinha e sala foram demolidas, criando uma área social integrada, mais fluida e acolhedora. Um dos quartos foi incorporado ao estar, dando origem à nova sala de TV, enquanto o lavabo foi redesenhado a partir da hidráulica existente, otimizando prazos e custos. “A ideia foi fazer uma obra inteligente, aproveitando ao máximo a estrutura original do apartamento, sem abrir mão do conforto e da estética”, afirma Mari. A marcenaria sob medida ganhou protagonismo e organizou a área social, integrando bar, cervejeira e o acesso à lavanderia de forma elegante e funcional. O tanque em pedra reforça a proposta de unir praticidade e sofisticação nos ambientes de serviço.“Neste projeto, a marcenaria foi pensada como parte da arquitetura. Ela conecta os espaços, resolve funções e ainda valoriza a identidade do morador”, destaca a arquiteta. No décor, a curadoria priorizou o design brasileiro, peças autorais, arte contemporânea e objetos carregados de memória afetiva. Cada elemento foi escolhido para construir uma atmosfera leve, personalizada e atemporal, reforçando a relação emocional do cliente com o espaço. O projeto reúne peças assinadas por Gustavo Bittencourt, Sergio Rodrigues, Ricardo Fasanello, Estúdio Campana, Casa na árvore e Paola Vilas, além de cerâmicas do Estúdio Heloisa Galvão. Além disso, trabalhos e objetos de arte de Sangwon Sung, Brendon Reis e Ohtake. “Mais do que criar um apartamento bonito, nosso objetivo foi traduzir quem ele é hoje, respeitando sua história e acompanhando seu momento de vida”, resume Mariana. O resultado foi um lar compacto, bem resolvido e cheio de personalidade, que demonstra como boas soluções de projeto podem transformar metragem reduzida em ambientes confortáveis, elegantes e acolhedores.
- Sobrepor: a força da matéria no encontro entre arte e design
Série assinada por Domingos Tótora e Gabriel De La Cruz investiga a sobreposição como conceito construtivo e linguagem, revelando peças que equilibram materialidade, estrutura e expressão Tulha, Buffet Sobrepor, Cadeira Sobrepor, Série Sobrepor, Domingos Tótora e Gabriel De La Cruz A série Sobrepor marca o encontro criativo entre Domingos Tótora e Gabriel De La Cruz, reunindo um conjunto de peças que exploram, com profundidade, as relações entre matéria, forma e processo construtivo. Resultado de uma afinidade construída ao longo de anos de diálogo, a coleção nasce de uma visão compartilhada: o desenho como síntese e a matéria como protagonista. Em Sobrepor, forma e estrutura emergem diretamente das propriedades dos materiais, revelando um design essencial, onde cada elemento cumpre uma função clara e expressiva. O nome da série traduz seu próprio princípio construtivo. As peças são elaboradas a partir da sobreposição de camadas — tanto no aspecto físico quanto simbólico. De um lado, o acúmulo de matéria; de outro, o gesto preciso da subtração, que define limites, proporções e equilíbrio. Mesa Sobrepor, Série Sobrepor, Domingos Tótora e Gabriel De La Cruz A pesquisa material de Domingos Tótora parte do reaproveitamento de papelão descartado, combinado com terra e água, dando origem a uma massa densa e resistente, carregada de identidade. Produzido em Maria da Fé, o material reforça a conexão entre criação e território, incorporando tempo e origem à linguagem das peças. Em diálogo, Gabriel De La Cruz introduz o rigor do desenho como estrutura organizadora. A partir de um traço essencial, as peças articulam diferentes materialidades, como madeiras de demolição, criando composições que equilibram rusticidade e precisão. O resultado é uma série que transita entre arte e design, composta por mesas, cadeiras, bancos, buffets, luminárias e bar. Em todas as criações, a matéria revela suas imperfeições, texturas e transformações, assumindo um papel central na narrativa. Sobrepor não é apenas um exercício formal, mas uma investigação sensível sobre o tempo, o fazer manual e a potência dos encontros — entre materiais, processos e olhares.
- Instante: como o design brasileiro ressignifica o tempo em objetos poéticos
Inspiradas na canção “Roda Viva”, de Chico Buarque, as novas peças traduzem o valor do tempo em formas que unem delicadeza e movimento Texto: Denise Delalamo Comunicação Fotos: Márcio Fischer O tempo gira, avança, roda, escapa. É breve e, ao mesmo tempo, eterno. Desse sopro entre o efêmero e o permanente nasceu a coleção Instante, fruto da colaboração entre três nomes que traduzem diferentes dimensões do design brasileiro contemporâneo. Da dua.dsg vem o olhar autoral e digital, que transforma conceito em forma; da Una Ambientes, a tradição artesanal que molda a argila com sensibilidade e técnica apurada; e da By Poli, a experimentação e a inovação em resina de poliéster, trabalhada manualmente em cada detalhe. Juntas, as marcas dão corpo a uma coleção que une matéria e simbolismo, tecnologia e gesto, solidez e leveza. Vaso Tempo, parte da coleção Instante, fruto da colaboração criativa entre dua.dsg, Una Ambientes e By Poli Inspirados na potência poética da canção “Roda Viva”, de Chico Buarque, os vasos e centros de mesa refletem sobre a passagem do tempo, sua relação com a liberdade, a memória e o movimento. Se, nos anos 1960, a música ecoava a ausência de liberdade sob uma ditadura explícita, hoje sua melodia ressoa nas micro ditaduras invisíveis que permeiam a vida cotidiana — a obrigação de corresponder, justificar, explicar escolhas e desejos. A coleção surge, assim, como um manifesto silencioso, uma ode à reconexão com o que é verdadeiramente precioso. Cada peça é um suspiro de liberdade, um instante suspenso entre memória e movimento, um convite para brincar com o tempo e perceber que, embora efêmero, ele guarda em si toda a eternidade. O tempo como forma Instante apresenta três linhas de objetos autorais concebidos pelos designers Ále Alvarenga, Marina Grapiuna e Tetê Moreira, da dua.dsg; materializados em argila por meio de uma técnica egípcia milenar de fabricação, estudada, aprimorada e patenteada por Alessandra Busto, da Una Ambientes; e finalizados com a aplicação da resina de poliéster da By Poli, que acrescenta precisão, leveza e acabamento artesanal às peças. A colaboração entre as marcas traduz um encontro de saberes — design, argila e resina —, que se complementam em equilíbrio e expressão. São elas: Roda Pião – disponíveis em dois tamanhos, os centros de mesa, que combinam cerâmica revestida na textura Areia Oceano e hastes de resina transparente, evocam a infância, o brincar e o prazer de contemplar o tempo em movimento. Roda Pião, inspiradas pela força simbólica da música Roda Viva. Rodamoinho – disponíveis em três versões, os vasos e centros de mesa exploram a cerâmica revestida na textura Recife e a resina de poliéster como base. São redemoinhos que materializam o fluxo contínuo do tempo, sempre em transformação. Tempo – disponíveis em duas versões, os vasos e centros de mesa cristalizam um instante, onde galhos carbonizados repousam eternos dentro de resina âmbar ou transparente, transformando a memória da natureza em poesia tangível. Centro de mesa Tempo, parte da coleção Instante, fruto da colaboração criativa entre dua.dsg, Una Ambientes e By Poli O manifesto do movimento Quando não se brinca com o tempo, ele congela, mas, ao permitir o jogo, percebe-se que a vida é feita de instantes fugazes e preciosos. Instante convida a viver o movimento, acolher a impermanência e descobrir no efêmero sua verdadeira beleza. Entre resina e cerâmica, transparência e textura, formas lúdicas e memórias suspensas, a coleção transcende o design e se transforma em poema silencioso, um convite à liberdade de existir, sentir e habitar cada momento. O tempo passa e, ainda assim, o instante, vivido em plenitude, permanece, girando leve e eterno, como um sussurro que habita o presente. Roda mundo, roda-gigante Rodamoinho, roda pião O tempo rodou num instante Nas voltas do meu coração Canção “Roda Viva”, de Chico Buarque SOBRE A DUA.DSG, UNA AMBIENTES E BY POLI A colaboração entre a dua.dsg, a Una Ambientes e a By Poli representa um encontro potente entre inovação e tradição no design brasileiro. De um lado, o olhar contemporâneo e autoral dos designers Ále Alvarenga, Marina Grapiuna e Tetê Moreira, que integram a dua.dsg, com criações concebidas digitalmente e guiadas por um repertório poético e simbólico. Do outro, a expertise da Una Ambientes, liderada por Alessandra Busto, reconhecida por sua técnica exclusiva de moldagem da argila, um processo de origem egípcia milenar, estudado, aprimorado e patenteado por ela. Somando-se a esse diálogo, a By Poli aporta sua reconhecida experiência em resina de poliéster, com acabamento manual e apuro estético, reforçando sua presença internacional e compromisso com a originalidade e sofisticação do design brasileiro. Juntas, as marcas desenvolvem peças que unem o barro ancestral, a precisão tecnológica e a versatilidade dos materiais contemporâneos, revelando um design que é, ao mesmo tempo, arte, ofício e narrativa. A parceria propõe novas formas de habitar, pensar e sentir o objeto, reafirmando o papel do design como expressão sensível da cultura brasileira. dua.dsg @dua.dsg www.duadsg.com/ Una Ambientes @unaambientes (18) 99788-7726 www.unavasos.com.br IMPRENSA Denise Delalamo Comunicação Atendimento: Isabela Oliveira Contato: (11) 97826-9130 E-mail: isabela@denisedelalamocomunicacao.com.br Atendimento: Roberta Cardoso Contato: (11) 98940-2370 E-mail: roberta@denisedelalamocomunicacao.com.br
- Entre o clássico e o contemporâneo, uma casa para viver e receber
Em Curitiba, projeto do Estúdio Elmor traduz o desejo por um lar acolhedor, com espaços integrados, materiais naturais e forte conexão afetiva Texto: Revista Habitare Fotos: Mahani Siqueira Localizada no bairro Santa Felicidade, em Curitiba, esta residência de 318,7 m² traduz com precisão o desejo dos moradores por uma casa acolhedora, funcional e com forte apelo afetivo. Assinado pelo Estúdio Elmor, o projeto parte de um conceito simples, porém potente: criar uma “casa com cara de casa”. Pensada para um casal com um filho pequeno, a residência foi desenhada para favorecer o convívio e os momentos compartilhados. Os espaços sociais se organizam de forma fluida, conectando living e cozinha em uma composição aberta que estimula encontros, conversas e experiências gastronômicas — um reflexo direto do estilo de vida dos moradores. A cozinha, aliás, ocupa papel central no projeto. A grande ilha funciona como elemento estruturador da circulação e ponto de encontro da casa, integrando preparo, convivência e acolhimento. Ao lado, o living se destaca pelo pé-direito generoso e pela lareira revestida em pedra, criando um ambiente íntimo e convidativo, especialmente nos dias mais frios da cidade. A linguagem arquitetônica equilibra tradição e contemporaneidade. A fachada apresenta linhas limpas, amplas aberturas e uma paleta material que privilegia o diálogo com o entorno natural, com destaque para o uso de madeira e pedra. Esse mesmo cuidado se estende aos interiores, onde materiais como madeira cumaru, peroba mica, mármore Paraná e basalto aparecem de forma sofisticada e atemporal. Além da estética, o projeto também incorpora soluções tecnológicas que ampliam o conforto da residência, como automação, aquecimento de piso e sistema de energia solar fotovoltaica — recursos que contribuem para eficiência e qualidade de vida. Mais do que uma construção, a casa revela uma narrativa afetiva: um espaço onde memória, rotina e arquitetura se encontram para criar uma morada única, pensada para crescer junto com a família.









