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- Livre e Leve
18 de novembro de 2016 - Texto: Sandro Prezotto | Fotos: Fabiana Santa Joaquim Residência se apoia em linhas retas e volumes bem definidos. Livre e leve, em linguagem contemporânea, independente de modismos Para o projeto dessa residência, localizada em Sorocaba (SP), a equipe do escritório F:Poles – Arquitetos Associados teve como ponto de partida uma pesquisa detalhada sobre todas as necessidades e anseios de seus clientes, um casal jovem com dois filhos, priorizando os detalhes que definiram o conceito principal do trabalho. O foco principal dos profissionais é criar uma proposta funcional, por meio de uma linguagem contemporânea, buscando sempre uma obra arquitetônica concisa e independente de modismos. “Neste projeto, em específico, a nossa premissa foi liberar ao máximo o pavimento térreo e concentrar todos os ambientes íntimos no piso superior” , declarou o arquiteto Fernando Poles. “Podemos perceber claramente essa definição ao analisar externamente a volumetria do imóvel, onde notamos que o bloco íntimo, um elemento mais pesado, repousa sobre uma estrutura mais leve e livre” , acrescentou. Segundo Fernando, esse formato surgiu naturalmente, de forma orgânica. “Penso que o mais complexo, quando iniciamos um projeto, é justamente organizar todas as necessidades dos moradores e aplicá-las ao desenho, respeitando seu partido e a nossa forma de projetar, mas é algo que acontece de maneira intuitiva” . O que se destaca é um grande volume central, onde foram ambientados o living, home e sala de jantar, emoldurado por extensos panos de vidro, que se abrem completamente para a área da piscina, transformando o espaço em um elegante vão livre. As linhas retas são quebradas somente pela elegante escada em balanço, com guardacorpo em vidro, que leva aos ambientes íntimos. A ampla varanda, revestida com painel de madeira, garante os momentos de relaxamento e bem-estar. “Em nossos projetos, procuramos sempre usar poucos acabamentos, tanto interna quanto externamente. Neste projeto não foi diferente. Os materiais selecionados foram, basicamente, a pintura branca, o tecnocimento, a madeira e a pedra portuguesa” . O projeto de luminotécnica elaborado pelos profissionais possibilitou uma interação constante do imóvel com a luz, seja natural ou artificial. “Dessa forma, consideramos de total importância pensar e projetar os efeitos que essa luz terá na arquitetura. Isso permite, inclusive, criar sensações completamente distintas durante o dia e à noite” . O desenho da fachada, livre e leve, segundo Fernando Poles, não costuma ter um planejamento específico. “Ele acontece junto com as outras definições do projeto e acaba sendo o resultado de todo o pensamento” . Para trazer mais vida e cor para dentro da residência, por meio dos panos de vidro, os jardins e as áreas externas também contaram com um completo projeto de paisagismo, elaborado por José Henrique Dionísio . F: Poles – Arquitetos Associados – www.fpoles.com.br
- Enogastronomia: Temporada de Alcachofra
10 de novembro de 2016 - Texto Tiana Ribeiro | Fotos Vinni Del | Assistentes de Fotografia José Victor Castedo e Raiza Holtz Aproveitamos a Temporada de Alcachofra do Vila Florinda e buscamos uma variação de cardápio para esta edição Queremos incentivar você, leitor, a fazer aí no seu espaço gourmet uma receita descomplicada, com ingredientes de fácil acesso e que vai fazer o maior sucesso entre os seus convidados! Depois, corra até o Vila Florinda pra conferir se sua receita ficou igual! Ou mesmo para experimentar as muitas outras delícias que eles têm a oferecer, sempre harmonizadas com excelentes vinhos sugeridos pelo arquiteto e sommelier Rubens Cardieri, que foi o nosso colaborador nesta editoria enogastronômica. Agradecimento: Camicado Carpaccio de Salmão Ingredientes 1 filé de salmão alto; 1 maço de dill grande; 1 colher rasa de chá de pimenta do reino; Sal a gosto; Modo de Preparo Compre, já limpo, a banda de salmão de cerca de 4 kg (para que seja alto).Retire a parte mais alta do filé e a parte mais fina perto do rabo, para deixá-lo o mais uniforme possível .Desfolhe o dill, ficando somente com a parte bem fininha.Abra três folhas de alumínio maiores que o filé, uma em cima da outra, e sobre elas o filé de salmão.Espalhe uniformemente a mistura de temperos sobre o filé e enrole como um rocambole, dobrando as pontas do papel alumínio, com uma bala cilíndrica.Congele e depois corte fininho, colocando diretamente nos pratos. Molho de mostarda Misture estes ingredientes: 1 ½ colher de sopa de suco de limão; 3 ½ colheres de sopa de mostarda dijon; 9 colheres de sopa de creme de leite; 1 colher de chá rasa de sal; Pimenta do reino a gosto; Finalização Mix de folhasPalmito pupunha em cubosTomatinho peraFundo de 2 alcachofras (cozidos e levemente temperados com sal e azeite)Sobre o carpaccio, distribua os ingredientes e finalize regando com o molho de mostarda. Riff Pinot Grigio Delle Venezie Alois Lageder foi apontado como um dos produtores de Pinot Grigio, favorito nos melhores restaurantes dos Estados Unidos. É elaborado em um estilo fresco e cativante, que agrada a todos, com notas florais e de frutas brancas. Sua ótima acidez limpa o palato, deixando o branco vivo e marcante. Harmonizações: Pratos elaborados com cogumelo, peixe, frutos do mar, aves. Risoto de Alcachofra & Camarões Ingredientes para 4 porções 220 g de arroz arbóreo; 12 camarões grandes sem cabeça e sem casca, limpos; 1 cebola grande e 2 dentes de alho; 1 colher de sopa de azeite; 1 tomate maduro sem pele e sem semente; ½ litro de vinho; 6 fundos de alcachofras; 120 g de manteiga gelada; Sal e pimenta do reino a gosto; Modo de Preparo Caldo de camarão Torre as cabeças e as cascas do camarão com um fio de azeite. Refogue metade da cebola, tomates contados e, finamente, dois dentes de alho.Molhe com 1,5 litros de água e deixe ferver por 30 minutos. Adicione uma pitada de sal depois de coar. Base do risoto Coloque numa panela o arroz com um fio de azeite. Adicione a cebola picada bem fina e deixe-a suar. Adicione concha por concha o caldo e mexa o arroz para que cozinhe por igual, em fogo médio, adicionando o caldo aos poucos quando quase seco, por 15 minutos.Adicione os camarões, os fundos da alcachofra em cubos, a manteiga gelada e cortada em pequenos cubos e mexa o tempo todo em fogo mais baixo. Neste momento, finalizar com ciboulette picada. Recheie os corações de alcachofras já limpas com o risoto e decore com os camarões. Para cozinhar a alcachofra: Corte sempre o talo antes de cozinhar.Cozinhe em água ou no vapor sobre água fervente.O tempo de cozimento é aproximadamente de 10 a 15 minutos, variando de acordo com a qualidade e o tamanho da alcachofra.Para saber se a alcachofra está cozida, retire uma das suas folhas. Ela deverá sair com facilidade. Experimente também a polpa. Se ela estiver macia, o cozimento está terminado. Flying Solo Grenache/Syrah O Flying Solo é uma saborosa combinação de Grenache e Syrah, repleto de notas de fruta. Um tinto muito saboroso e fácil de gostar. Harmonizações: muito bem com pizzas, massas e até alcachofra! Petit Gateau de Chocolate Ingredientes 1 petit gateau; 1 bola de sorvete de creme; 1 colher de sopa de calda de chocolate; Ingredientes do petit gateau 1200 g de chocolate meio amargo; 4 colheres de sopa de açúcar; 200 g de manteiga derretida; 8 ovos inteiros + 8 gemas; 7 colheres de sopa de farinha de trigo ou até dar o ponto; Conhaque; Modo de Preparo Derreta o chocolate em banho-maria.Bata a manteiga com o açúcar e acrescente os ovos e as gemas um a um.Acrescente o chocolate derretido a essa mistura e logo depois a farinha peneirada e o conhaque.Misture sem bater e coloque em forminhas untadas com manteiga e açúcar.Cozinhar em forno a 200ºC por 7 a 8 minutos.Desenforme e sirva ainda quente. Montagem Arrume, em um prato quadrado, o petit gateau assado, o sorvete de creme e finalize a decoração com a calda chocolate. Licor 43 Notas suaves de caramelo, baunilha e mel. É um licor espanhol feito de frutas cítricas do Mediterrâneo com infusão de ingredientes botânicos que apresenta diferentes níveis de sabores característicos. Harmonizações:Perfeito para sobremesas.
- Casa em Cascata, na região sul de Hesse (Alemanha)
9 de outubro de 2016 - Texto: Sandro Prezotto | Fotos: Kristof Lemp O belo projeto residencial em cascata combina uma espaçosa sala de estar com uma atmosfera aconchegante causada por alternadas alturas de teto O terreno é localizado em uma área cujo desenvolvimento aconteceu nos anos 80 ao sul do Hessian Ried. O desejo dos clientes consistia em ter um ambiente social sem barreiras em um único nível, decisão que levou os arquitetos do escritório Helwig Haus + Raum Planungs GmbH a criar sequências espaciais interessantes. A casa é configurada como uma cascata feita de cubos, agrupados em torno da sala de jantar como o ponto central e mais alto (5 m). O efeito é espalhado gradualmente nos outros cômodos com pés-direitos mais baixos. As claraboias presentes criam um dinâmico e diferente jogo de luzes em todos os horários do dia. Esse recurso eliminou a necessidade de abrir a casa para o espaço público ao sul, o que manteve a privacidade do proprietário. As portas de vidro internas permitem vislumbrar através das salas de jantar e estar até o jardim, enquanto se caminha pela casa. Ao centro, a sala de jantar está equipada com uma grande mesa de madeira de boas-vindas, para toda a família se reunir. A combinação de cores claras e linhas retas enfatizam o estilo moderno e minimalista da construção. Por sua profissão, que envolve serviços de construção, o cliente desejava opções de tecnologia sofisticada por toda a casa. O arquiteto cumpriu esta tarefa com a instalação de um sistema ASHP (bomba de calor ar-água) para aquecer os quartos na estação fria e refrescá-los nos dias quentes. Toda casa também recebeu aquecimento no piso, além de um sistema que permite regular a proteção solar e iluminação de todo o projeto. Outra ferramenta especial foi instalada na porta de entrada. Caso ninguém responda à campainha, o sistema redireciona a imagem de vídeo da câmera como uma chamada para um smartphone. www.helwig-architekten.de
- Ribbon Chapel
22 de outubro de 2016 - Texto: Fabio Romele | Fotos: Nacasa & Partners Inc. Ribbon Chapel é composta por espirais que se entrelaçam, nos perguntando O que é um casamento? Um matrimônio… senão um enlace! Pois foi assim que o arquiteto Hiroshi Nakamura , da NAP Architects , concebeu em 2013 essa capela para casamento em espiral, nos jardins do hotel resort Bella Vista Sakaigahama, em Onomichi, Hiroshima. O belo prédio, que lembra fitas entrelaçadas, está no meio de uma colina com vista panorâmica para o Mar do Japão. Entrelaçando duas escadas em espiral, percebemos um edifício livre, de composição inédita, que arquitetonicamente encarna o ato do casamento de uma forma pura. Ao juntarem-se as duas escadas em espiral, de modo que uma apoia a outra, produziu-se uma estrutura freestanding. Assim como duas vidas, que passam por voltas e mais voltas antes de unirem-se como uma só, as duas espirais conectam-se perfeitamente na sua cimeira de 15.4m para formar uma única fita. No centro do movimento há uma capela, onde as pessoas que têm apoiado a noiva e o noivo estão esperando. O corredor da capela olha para uma árvore-símbolo existente. O altar está diante da árvore e 80 lugares estão posicionados com vista para o mar, através das árvores. Normalmente, um edifício é composto por elementos distintos: teto, parede e chão. Aqui, no entanto, as escadas entrelaçadas, atuam como telhados, beirais, paredes e pisos para produzir os espaços do edifício. As escadas mudam de largura de acordo com a localização e função, como no topo, onde o casal se encontra. O exterior do edifício é finalizado em painéis verticais de madeira, pintados de branco e liga de zinco de titânio, um material resistente aos danos causados pela brisa do mar. O modelo de construção de capelas de casamento tem seguido uma configuração de rota. A noiva caminha pelo corredor com o pai e, depois da cerimônia, o mesmo corredor se torna a via de saída para os noivos. No processo de andar por este caminho, cada passo desperta memórias e emoções. Nesta capela, a cerimônia também toma forma com os noivos subindo as escadas separadamente para, na parte superior, pedir a permissão de Deus para se juntarem como um só e declararem o seu casamento. Os dois, que viveram vidas separadas, em seguida, caminharão de volta para baixo da escada juntos. O edifício simples é composto apenas de caminhos, ao longo dos quais paisagens de mar, montanhas, céu e ilhas distantes aparecem e desaparecem sucessivamente. Ribbon Chapel, embora seja apenas um pequeno prédio, que se esforçou para acomodar as emoções da noiva e do noivo e os pensamentos dos celebrantes, alargando o corredor para um comprimento total de 160m e ampliando o leque de experiências. Arquiteto Fabio Romele – www.fabioromele.com
- Jantar Harmonizado com Cervejas Especiais
Texto: Tiana Ribeiro | Fotos: Vinni Del Poço | Assistente de Fotografia: Raiza Holtz Nossa agradável noite foi na Beer Caps, com Rogério Bonilha e Branca Vieira nos apresentando uma centena de variedade de cervejas e quitutes A primavera traz o calor gostoso e aquela vontade de sair de casa, ver jardins, flores, sorrisos abertos e, o mais gostoso, sentar num boteco, na beira de uma calçada, para tomar uma cervejinha gelada! Foi pensando nisso que preparamos este Editorial, com base em saborosíssimas receitas de botecos, fáceis de preparar, que renderão horas de muitas risadas, boa cerveja e bons amigos. Nossa agradável noite foi na Beer Caps, com a simpatia de Rogério Bonilha e Branca Vieira nos apresentando uma centena de variedade de cervejas e quitutes. A produção do ambiente ficou por conta do arquiteto Fabiano Puglia. A Chef Ana Paula Bernecker nos apresentou a refrescante Salmão com Guacamole, Escondidinho de Charque e Batata Baroa e, o mais surpreendente, Dadinhos de Tapioca com Queijo de Coalho, regados a melaço e Pimenta! – quem diria, a pimenta já está invadindo o espaço das sobremesas! Aprecie sem moderação as nossas dicas. Corte o abacate, retirando o caroço e amasse com um garfo. Junte o suco de limão, misture bem e reserve na geladeira.Retire a pele e as sementes dos tomates e corte-os em cubos pequenos, junte as cebolas e o alho, também picadinhos. Junte tudo ao abacate, misture bem, tempere com o coentro picado, a pimenta picadinha, sal e regue com azeite até o momento de servir.Mantenha gelado. Montagem Em uma taça , monte o Guacamole e guarneça com fatias de salmão defumado, sour cream, caviar e folhas de dill.Acompanhe com Nachos ou torradas. Burgman Casa Nova Cerveja puro malte leve tipo lager A Burgman Casa Nova é uma lager que tem nos lúpulos sua alma. Produzida com a mistura de variedades tradicionais alemãs e novidades do novo mundo, presenteia o cervejeiro com um amargor limpo, sutil e refrescantes. No aroma, a variedades neozelandesa Motueka empresta junto com os lúpulos alemães aromas cítricos e herbais bem evidentes. Carnes brancas e peixes são uma boa opção para saborear com a Casa Nova. Teor alcoólico 5,0 %. Escondidinho de Charque & Batata Baroa Ingredientes 1kg de carne seca (charque traseiro) 100 ml de azeite extravirgem 2 cebolas médias em rodelas finas 2 dentes de alho picados 1 pimenta dedo-de-moça sem sementes picada sal e pimenta do reino salsinha e cebolinha picadas 1kg de batata baroa 100g de manteiga com sal 600ml de leite fervendo 200g de parmesão ralado grosso 200 ml de creme de leite fresco sal Carne de Charque Corte a carne em cubos e dessalgue por uma noite, trocando a água 3 vezes.Depois da terceira troca, leve a carne à panela pressão e cozinhe por 40 minutos até ficar macia. Desfie ou processe grosseiramente. Deixe esfriar e reserve.Em outra panela, coloque o azeite, refogue a cebola, o alho e acrescente a carne desfiada. Coloque a pimenta dedo-de-moça, pimenta do reino e corrija o sal.Finalize com a salsinha e cebolinha picadas. Reserve. Batata Baroa Coloque as batatas em água fervente até ficarem macias. Escorra.Ainda quente, passe-as pelo espremedor. Volte ao fogo e acrescente a manteiga, o leite, o parmesão, o creme de leite fresco e misture tudo até ficar homogêneo. Corrija o sal. Montagem Em pequenos ramekins, faça uma montagem alternada começando com a carne de charque, em seguida o requeijão cremoso e o purê de batata baroa. Finalize com o queijo parmesão. Leve ao forno a 180ºC para gratinar. Delicie-se. Bamberg Rauchbier Cerveja escura puro malte tipo rauchbier A Bamberg Rauchbier é uma cerveja defumada, de baixa fermentação, tradicional da cidade de Bamberg, Alemanha. Sua receita e ingredientes têm origem nesta cidade. Harmoniza com pratos da culinária brasileira, tais como: feijoada, churrasco e carne seca. Temperatura ideal de consumo: 6ºC a 10ºC Teor alcoólico: 5,2% Dadinho de Tapioca, Coco & Queijo Coalho Ingredientes 250g de tapioca granulada; 250g de queijo de coalho; 500ml de leite quente; Sal; 100g de coco seco ralado; 100g de açúcar; Melaço de cana; Molho de pimenta Chipotle e Maracujá. Modo de Preparo Misture o queijo ralado e a tapioca e junte ao leite bem quente, mexendo sempre para não formar grumos.Acrescente o coco ralado, o sal e o açúcar e continue mexendo até a mistura começar a firmar.Despeje em uma assadeira forrada com plástico (para facilitar o desenformar) e cubra com papel filme. Deixe resfriar em temperatura ambiente e leve à geladeira por pelo menos 3 horas.Corte em cubos e frite por imersão a 180ºC até dourar.Sirva com o melaço de cana e molho de pimenta Chipotle e Maracujá. Irresistível… Zebu Cerveja escura tipo stout Uma cerveja única de sabor encorpado e qualidade superior. A cerveja Zebu é uma tipo Stout (cerveja forte escura). Elaborada com seleção de maltes com notas de torrado, possui espuma densa e cremosa com amargor suave, resultado da utilização de lúpulos de primeiríssima qualidade. Acompanha sobremesas. Chef Ana Paula Bernecker – anapaulabernecker@hotmail.de
- Casa Cruzada, na cidade de Murcia, no sudeste da Espanha
18 de outubro de 2016 - Texto: Fabio Romele | Fotos: David Frutos Ruiz Casa cruzada, cujo conceito se baseia em dois blocos de construção de brinquedo retangulares, colocados em ângulo, um em cima do outro A Casa Cruzada (Crossed House) é um trabalho do multipremiado arquiteto espanhol Manuel Clavel Rojo , da Clavel Arquitectos , cujo trabalho abrange grandes e pequenos projetos, com um princípio de união de que todos devem, de alguma forma, ter o potencial de criar uma cidade melhor. A Casa Cruzada tem vista para duas montanhas adjacentes: Sierra de la Pila e Valle de Ricote. O projeto surgiu a partir de uma ambiguidade: estar posicionado no local de uma futura área densamente construída e ao mesmo tempo desfrutar de pontos de vista inigualáveis. Para isso, procurou-se orientar o nível mais baixo da casa para a intimidade do jardim e conceder ao usuário, no nível superior, o deleite de seus pontos de vista, considerando a futura edificação e a influência da radiação solar. A solução dos arquitetos foi planejar a edificação em dois volumes retangulares de concreto, cruzados entre eles em 35º. O resultado é algo extraordinário: aparentemente intransigente no modernismo e no design, a Casa Cruzada é, no fundo, intensamente prática. Esta configuração conceitual é materializada por uma operação geométrica: a rotação de dois elementos, como se fossem dois blocos de brinquedo de construção que são empilhados e fáceis de transportar. Os volumes empilhados, de um comprimento de 20m e uma profundidade de cerca de 5m, são rotacionados de modo que os extremos fiquem voltados para as vistas mais favorecidas, afim de gerar balanços de cerca de 10m de comprimento. Estes braços de suporte (volumes), em conjunto com a rotação entre os dois volumes, proporcionam a necessária proteção solar à fachada e à piscina da residência. A força expressiva desta configuração formal, muito elementar, em princípio, é reforçada por uma sutil distinção entre os dois volumes: as bordas são arredondadas de acordo com a orientação das principais aberturas de cada nível reforçando desta forma o caráter autônomo dos volumes. Assim, no piso térreo, bordas arredondadas transversais enquadram a grande abertura para o sudeste. Tal tratamento no andar de cima é aplicado às bordas longitudinais emoldurando os pontos de vista dos quartos em cada extremidade do volume. Isto também reduz aparentemente a superfície de contato entre os dois volumes empilhados e reforça o caráter da sua forma geométrica. O contato com o solo é resolvido usando novamente o mesmo mecanismo de rotação. Desta vez, um terceiro volume, enterrado, correspondente à piscina, gira em relação aos dois volumes da casa para resolver a transição entre a terra de jardim e a habitação. Sem dúvida, um belíssimo projeto! www.facebook.com/clavelarquitectos
- Construção Sustentável
1 de outubro de 2016 - Texto: Sandro Prezotto Há alguns anos, o Brasil busca se transformar em referência mundial em construção sustentável, como mostra esta nossa entrevistada Várias iniciativas voltadas para a solução de problemas crônicos nas grandes cidades apontam para a consolidação de um novo paradigma na área. Esse mercado tem trazido à tona alguns temas, como eficiência energética, uso racional da água, técnicas construtivas inovadoras e novos materiais que favorecem o conforto e o bem-estar. Para saber mais sobre o tema construção sustentável, conversamos com a arquiteta urbanista Patricia O’Reilly . Graduada pela Universidade Belas Artes São Paulo, Patricia é titular do Atelier O’Reilly Architecture & Partners, com sede em São Paulo, escritório composto por uma equipe de profissionais especializados em arquitetura, urbanismo, paisagismo, meio ambiente, sustentabilidade e energia. Habitare: Como surgiu sua relação com a arquitetura sustentável? Patricia O’Reilly: Em uma sociedade em que o respeito pelo meio ambiente é indiscutível, penso que o arquiteto pode atuar no sentido de oferecer alternativas que garantem uma relação saudável e holística com a natureza e o entorno. Acredito que é possível gerir os recursos naturais por meio de um conceito contemporâneo de arquitetura que adquire sua forma pelo entendimento de estratégias sustentáveis capazes de atender às necessidades e desejos da sociedade ao mesmo tempo em que respeita a harmonia com o meio ambiente. H: Quando a sustentabilidade passou a fazer parte dos seus projetos? P: Em minha atuação profissional, sempre considerei os aspectos ambientais, sociais e econômicos ao desenvolver soluções e projetos. Atualmente, empreendedores e empresas estão atentos para a forma sustentável de fazer arquitetura, principalmente em função de uma necessidade global crescente, um pensamento que precisa integrar a edificação ao seu entorno para utilizar melhor os recursos naturais e os potenciais de cada empreendimento. H: Quais iniciativas com esse perfil você destaca? P: Atualmente estou desenvolvendo um projeto que se chama CASA 88°, um trabalho pioneiro em arquitetura sustentável holística, com uma equipe multidisciplinar, inovação tecnológica e grau máximo de eficiência em todas as fases de vida da edificação: projeto no papel, escolha de materiais, obra, uso com indicadores de desempenho mensuráveis, manutenção e retorno dos materiais à natureza. Outro projeto que estabelece um dos tripés da sustentabilidade, o social, como ponto fundamental é o Mirante do Gavião Amazon Lodge, que foi construído no coração da floresta amazônica em Novo Airão. H: O que foi privilegiado na CASA 88º? P: Concretizada pelas empresas consorciadas Atelier O’Reilly Architecture & Partners, Gaia Construtora, MADO Janelas & Portas e Rewood Madeira Laminada, a CASA 88º integra conhecimento e inovação tecnológica aos aspectos econômicos, ambientais, sociais e culturais. No projeto, localizado no condomínio Fazenda Boa Vista, valorizamos a utilização de materiais ecológicos, certificados e reciclados; reduzimos o impacto ao entorno e ao meio ambiente; melhoramos a eficiência térmica, acústica e energética para atingir excelência em desempenho, conforto e qualidade de vida aos moradores. A obra conta ainda com três câmeras de vídeo, que permitirão assistir ao vivo à construção em todas as suas etapas. H: Alguns empreendimentos buscam o selo sustentável para parecer bem aos olhos do público. O que você acha dessa tendência e até que ponto ela é verdadeira? P: Acredito que apenas por existir já impactamos o meio, portanto não há como falar em ser 100% sustentável. Sendo assim, sempre vamos buscar maximizar o impacto positivo e minimizar o impacto negativo, por exemplo, recuperando a mata nativa de um terreno. O custo depende do percentual de sustentabilidade desejado. É possível fazer uma construção sustentável em graus diferentes, de acordo com as necessidades de quem vai ocupar aquele espaço. Com o uso de recursos e tecnologias já disponíveis no mercado é possível inovar e ser sustentável unindo respeito ao meio ambiente e viabilidade econômica. H: Para o usuário comum, que recursos podem ser incluídos para contribuir com esse aspecto? P: Cada projeto tem suas características e especificidades. O ideal é criar soluções de acordo com as necessidades de cada empreendimento, seja este residencial, corporativo ou comercial. De qualquer modo, soluções em tecnologia e sistemas construtivos que possam viabilizar uso racional de água, materiais e energia devem sempre ser considerados por qualquer pessoa que busca por resultados sustentáveis em construções. H: Quais as oportunidades e desafios do segmento? P: Temos feito um trabalho importante e daqui para frente acredito que a sustentabilidade estará definitivamente presente em projetos de arquitetura e urbanismo exatamente por atender a uma necessidade crescente de empreendimentos que consideram aspectos ambientais, econômicos e sociais em equilíbrio. A grande oportunidade é que o próprio planeta já reclama visivelmente por soluções menos impactantes e, sendo assim, impulsiona os especialistas e a indústria a buscar soluções imediatas para uma construção sustentável. O maior desafio é alcançar um sobrecusto baixo em função da aplicação de estratégias sustentáveis, e consequentemente melhorar o tempo de amortização dos investimentos necessários para alcançar resultados realmente significantes. Um bom exemplo é a Casa 88°, que alcançou uma economia de 49% de energia, com um sobrecusto de 2% e uma amortização de 4 anos. Casa 88º www.casa88graus.com.br Atelier O’Reilly www.atelieroreilly.com.br
- Benedito Abbud, Arquiteto e Paisagista
19 de outubro de 2016 - Texto: Sandro Prezotto | Fotos: Divulgação Benedito Abbud projetou o Estádio Nacional de Brasília, que conta com uma solução inovadora para o aproveitamento de água da chuva Em conversa com a Revista Habitare, ele fala mais sobre esse tema, fundamental para o desenvolvimento de projetos que valorizam premissas de sustentabilidade na construção civil, além de outros trabalhos, que buscam resgatar a importância da presença do verde na paisagem urbana e viabilizar o uso racional dos recursos naturais. Habitare: Como surgiu sua relação com o paisagismo? Benedito Abbud: No primeiro ano da FAU-USP, comecei a estagiar no escritório de paisagismo do arquiteto Luciano Fiaschi. Nessa fase, descobri um novo universo e suas novas possibilidades. Fiz todo o meu curso de Arquitetura com foco nessa disciplina, tornei-me monitor e depois fiz pós-graduação, mestrado e me tornei professor dessa importante escola. Meu escritório de arquitetura paisagística conta hoje com aproximadamente 6 mil projetos em praticamente todos os estados do Brasil e alguns em outros países. Esses trabalhos abarcam diferentes escalas, desde o paisagismo residencial até o urbanismo de cidades com a visão do paisagismo. Em 2006, lancei o livro Criando Paisagens, que já vendeu quase 20 mil exemplares. H: Qual a importância do paisagismo e sua função para os diversos tipos de projetos? B: Com o crescimento contínuo das cidades, o paisagismo torna-se cada vez mais importante e valorizado. Na década de 80, criamos um novo conceito para os empreendimentos residenciais e vendemos para as incorporadoras a ideia de que o lazer seguro dentro dos condomínios era objeto de desejo dos compradores. Empreendimentos comerciais também começaram a se preocupar com sua aparência e nela incluímos verdadeiros oásis para que o local de trabalho se tornasse diferenciado e mais agradável. H: Destaque alguns dos principais projetos de sua autoria. B: Brascan Century Plaza (São Paulo), conhecido como Kinoplex; Parque Jefferson Perez (Manaus); Praça Victor Civita (Praça da Sustentabilidade, em São Paulo); Entorno do novo Estádio Nacional de Brasília; Master Plan da Vila dos Atletas (sede dos atletas para as Olimpíadas do Rio de Janeiro), primeira certificação LEED ND no Brasil. H: Quando as questões de sustentabilidade começaram a fazer parte dos seus projetos e qual a importância atual dela quando você começa a pensar em um novo projeto? B: Para mim, a preocupação com a sustentabilidade social veio até antes da ambiental. Sempre acreditei que o paisagismo pudesse melhor qualificar as áreas externas trazendo sombra, ventilação, minimizando a poluição, o ruído para as pessoas. É claro que tudo isso também contribui com o meio ambiente. Em 2006, preocupado com as enchentes de São Paulo, criei, juntamente com a ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), os pisos permeáveis para as calçadas, que levam a água das chuvas para a terra, alimentando o lençol freático. Em 2010, criei o Tec Garden para jardins sobre lajes, um sistema que reserva diretamente a água de chuva para irrigar os jardins por capilaridade, sem uso de energia ou bombas. Tudo isso, somado a muitos projetos com certificação LEED, fez com que ganhássemos o Prêmio Greening de 2013 como escritório sustentável do ano. H: Como o paisagismo pode ser usado em favor da população nas cidades? B: A vegetação traz muitos benefícios para as cidades, entre eles, destaco: Ameniza a temperatura reduzindo a amplitude térmica; Minimiza a poluição e as ilhas de calor; Harmoniza a paisagem construída das ruas; Traz conforto físico e psicológico, adequando a escala humana aos edifícios; Melhora o sombreamento, a ventilação e a brisa; Traz cores, aromas, frutas e beleza. H: Como foi o projeto do novo Estádio Nacional Mané Garrincha, de Brasília? B: Em parceria com a Fluxus Design Ecológico, elaboramos uma solução que combina sistemas urbanos de drenagem sustentável, integrando elementos como biovaletas e jardins de chuva, ao desenho paisagístico. Aproveitamos para projetar um novo parque esportivo como continuação dos espaços verdes já existentes: Parque da Cidade, o cemitério, Autódromo e a futura ampliação Norte do parque da cidade. Essa mancha horizontal de maciço arbóreo (mais o eixo monumental, vertical, que será revitalizado com um novo projeto paisagístico do escritório Burle Marx), desenhará uma nova cruz verde que reforçará a cruz urbana traçada pelo grande urbanista Lucio Costa. O projeto tem sido referenciado como um modelo de como implantar 7.000 vagas de veículos, sem impedir que toda gota de água de chuva que caia sobre o terreno seja reutilizada para os sanitários, irrigação, infiltração no lençol freático, tudo contribuindo para minimizar o microclima, extremamente seco, da capital federal. Foram utilizadas cerca de 5 mil árvores nativas com florações e frutificações diferenciadas, que vai melhor muito a paisagem desse trecho do Eixo Monumental. H: Qual a importância do LEED e de outras certificações para o meio ambiente? B: Embora a certificação ambiental seja muito importante e tenha ajudado a melhorar em muito a qualidade dos projetos, não podemos nos esquecer da sustentabilidade social. Sem as pessoas, as cidades não teriam sentido. O novo Plano Diretor de São Paulo, recém-aprovado, vai incentivar a criação de miniparques e áreas de fruição urbana. Recentemente, a Prefeitura paulistana aprovou a lei dos parklets e dos food trucks. Creio que todas essas medidas melhorarão muito a vida do paulistano. www.beneditoabbud.com.br
- Hotel Tierra Patagonia – O espírito do extremo sul
27 de junho de 2016 - Texto: Tiana Ribeiro | Fotos: Divulgação O Hotel Tierra Patagonia combina luxo e arquitetura orgânica numa das paisagens mais encantadoras do sul do Chile, o Torres del Paine Apresento-lhes aqui um dos hotéis mais fantásticos que já vi, combinando luxo e arquitetura orgânica, um ambiente quentinho e aconchegante a nos receber após horas de caminhadas pelas deslumbrantes paisagens da Patagônia, uma língua de terra espremida entre os oceanos Atlântico e Pacífico. O hotel está localizado na extremidade sul do Chile, dentro do Parque Nacional Torres del Paine, que foi declarado Reserva da Biosfera pela UNESCO em 1978. No fim do mundo, ou quase. A arquiteta chilena Cazú Zegers , especializada em arquitetura orgânica, assina o projeto junto com Rodrigo Ferrer e Roberto Benavente . “Minha primeira reflexão foi como construir um prédio neste lugar sem prejudicá-lo e, se possível, potencializar o lugar com o edifício. Passamos o dia percorrendo o lugar, fazendo desenhos e entendendo como era a região. Havia pequenos morros e muitas formas desenhadas pelo vento. Percebi que a energia mais forte ali era a desse elemento natural e que o hotel teria que ser concebido a partir de formas que o vento desenha” , diz Cazú. O resultado se concretizou em apenas dois andares: visto de fora ele parece camuflar na paisagem, humildemente, apenas contemplando o cenário à sua frente: o lago Sarmiento e o maciço Torres del Paine, o mesmo cenário que podemos ver de todos ambientes internos, salas de descanso e leitura, restaurante, piscina, spa e até dos seus 40 quartos, que, aliás, não têm TV! – pra quê? Tudo nele foi pensado para incluir sem agredir, aproveitando todos os materiais que a região oferece, até porque a cidade mais próxima dali está a mais de uma hora, fazendo com que os 300 operários envolvidos na obra tivessem que ficar em um acampamento, enfrentando frio e vento de até 120 km/h, inclusive, esquentando a água para fazer o concreto a fim de evitar fissuras. Sua estrutura é de concreto armado, com teto em vigas de pinho laminado e tábuas de lenga (uma madeira típica da região). A cobertura térmica do Tierra Patagonia, feita em poliestireno expandido, possibilita uma temperatura mais agradável em seu interior, chegando a uma diferença de 9 graus. Toda a terminação é em lenga lavada para conseguir a coloração prateada característica das madeiras desgastadas pela água, como fica no inverno. No interior também há muita madeira nos móveis, pisos, vigas, suportes e até troncos da lenga em estado bruto, rendendo homenagem aos mapuche, povo originário do local. O projeto de decoração, assinado pelas designers Alexandra Edwards e Carolina Delíano , inclui peles e tecidos fabricados com lã das ovelhas e com desenhos tehuelches (de indígenas que ali viviam). Há uma enorme canoa kaweskar (também nativos) que flutua sobre o espaço que divide áreas de convívio com os quartos ou spa, nos convidando a uma viagem de relaxamento. Uma grande lareira no centro da área de convívio nos mantém aquecidos enquanto apreciamos as belezas do entorno, programamos os passeios do dia seguinte ou mesmo nos deliciamos com a alta gastronomia servida com pratos típicos da região e enobrecidos pelos toques do chef do Tierra Patagonia. O sistema é all inclusive , com extensa lista de vinhos, bebidas típicas – não deixe de experimentar o Pisco Calafate, o tradicional Pisco Sour com licor de Calafate, frutinha vermelha da região. Há ainda um menu vegetariano disponível diariamente. O Uma Spa oferece banhos a vapor, sauna, piscina aquecida, hidromassagem, cascata e uma jacuzzi ao ar livre, além dos tratamentos e massagens relaxantes. Só pelo hotel já vale a viagem. Mas a filosofia do Tierra Hotels pede mais: “Heredamos una tierra sagrada y la cuidamos para sea un legado. Sé parte de este viaje.” , então ele nos oferece inúmeras excursões para integração e exploração do meio, desde as mais leves até longas caminhadas de um dia inteiro, a pé, a cavalo, de bicicleta, tudo conforme o fôlego aguenta. As visitas são a montanhas, pampas, florestas, geleiras, rios, lagos e cachoeiras, todas elas acompanhadas por experientes guias, ensinando-nos a identificar pássaros, plantas e animais – há guanacos e ovelhas por todos os lados –, além de nos paparicar com lanchinhos e calafatinhas (cerveja!) quando a caminhada exige um pouco mais de esforço. “Fizemos tudo para que as pessoas tivessem a chance de realmente vivenciar o lugar. O hotel acaba servindo como um apelo sensível para o homem contemporâneo, urbano, que está superdomesticado e, por isso, não pode estar sempre à intempérie, possa curtir de maneira confortável essa natureza mística e poderosa do Torres del Paine” , diz a arquiteta Cazú Sengers. O hotel só funciona de setembro a abril, quando as temperaturas são mais amenas. Para chegar lá, voamos até Santiago (quatro horas) e depois para Punta Arenas (quatro horas e meia). Lá uma van já nos esperava, com lanchinho e tudo, para mais quatro horas e meia de estrada. É, o fim do mundo é longinho, mas garanto que vale a pena conhecer! Fui e voltei com as energias renovadas, guardando na lembrança imagens e sensações de um dos lugares mais bonitos do planeta. Hotel Tierra Patagonia – www.tierrahotels.com – telefone 0800.761.1627 (número no Brasil)