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Refúgio naturalista na serra: paisagismo transforma casa de campo em Teresópolis

  • há 5 horas
  • 2 min de leitura

Biólogo e paisagista Julio Sousa cria microcenários contemplativos e áreas de convivência integradas à paisagem montanhosa da Região Serrana do Rio de Janeiro


Texto: Redação Habitare Fotos: Anita Soares



Em meio às montanhas de Teresópolis (RJ), um projeto de paisagismo residencial assinado pelo biólogo e paisagista Julio Sousa ressignifica a experiência de morar no campo ao transformar o terreno em um grande jardim de permanência, encontro e contemplação. Inspirado pela estética toscana e por uma leitura naturalista da paisagem, o projeto estabelece uma conexão sensível entre a arquitetura colonial da residência e o entorno exuberante da serra. Caminhos orgânicos estruturam a circulação e incentivam o uso cotidiano dos espaços externos, convidando moradores e visitantes a explorar o jardim em diferentes momentos do dia.



A proposta foi organizada a partir da criação de microcenários com atmosferas e funções distintas, interligados por percursos de transição que conduzem o olhar e o corpo pela propriedade. Lounge do fogo, área da piscina, trilhas verdes e uma ponte ornamental que leva a uma ilha no lago compõem a narrativa paisagística, promovendo imersão e fluidez. O lounge, envolvido por capins-do-Texas que atuam como barreira visual e térmica, destaca-se como ponto estratégico de convivência, sobretudo nos dias frios, reforçando o caráter acolhedor do projeto.



A seleção botânica privilegia espécies resilientes e de baixa manutenção, adaptadas ao clima serrano, como hortênsias, lavandas, alecrins, dionelas, gardênias e oliveiras, entre outras. Maciços floridos emolduram caminhos e acessos, enquanto a área da piscina recebe paginação que cria continuidade visual até o fogo de chão. Ilhas sensoriais próximas à residência ampliam a experiência do jardim por meio de aromas e texturas, fortalecendo a proposta de um espaço que estimula os sentidos.



Executado em 30 dias, o paisagismo foi planejado para garantir fácil manutenção e longevidade do desenho, com ciclos trimestrais de cuidado. O resultado é um refúgio naturalista que integra ambientes internos e externos, traduzindo em forma, cor e vegetação uma atmosfera de paz, liberdade e harmonia com a paisagem serrana.





 
 

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