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Projeto de revitalização transforma casa de 245 m² no interior de São Paulo

A reforma, assinada pela arquiteta Vivi Cirello, preservou a estrutura original dos anos 1980 e incorporou novos elementos que ampliam o conforto e a qualidade de vida


Texto: Redação Habitare Fotos: Renato Navarro



Construída no final da década de 1980, a residência de 245 m² localizada em Cabreúva, no interior de São Paulo, passou por um processo de revitalização assinado pela arquiteta Vivi Cirello. A reforma teve como foco a atualização estética e funcional da casa, além do fortalecimento da relação com a paisagem natural da região, especialmente a vista para a Serra do Japi.



Entre as principais intervenções está a criação de uma nova fachada, marcada por uma laje em plano reto que funciona como mirante e confere uma leitura contemporânea ao conjunto. O elemento se destaca ao ser envolvido pelas diversas águas do telhado original, estabelecendo um diálogo entre a arquitetura existente e as novas soluções. A escolha dos materiais também foi determinante para o resultado final, combinando pedra madeira, porta de madeira ripada, pergolado com pintura em tom marrom e piso em pedra portuguesa.



A reforma incluiu ainda a implantação de uma área gourmet completa, integrada à área externa e à piscina. No espaço, os materiais assumem papel de destaque: cerâmicas decoradas dispostas de forma central simulam um tapete, enquanto o revestimento da piscina reproduz o aspecto da madeira. O forro de palha contribui para a integração do pergolado à antiga área da churrasqueira, criando continuidade visual e maior sensação de aconchego. Já as paredes de tijolinhos existentes foram pintadas de branco, valorizando a textura original, e o forno de pizza recebeu revestimento azul, criando um ponto de contraste no ambiente.



A área externa foi organizada a partir da piscina, projetada para atender tanto adultos quanto crianças. Segundo a arquiteta, a dimensão do espelho d’água foi um pedido da cliente, ex-atleta e praticante assídua de natação, que desejava incorporar o esporte à rotina doméstica. A proposta do projeto priorizou a criação de espaços abertos, conectados visual e fisicamente à paisagem, ampliando a sensação de bem-estar e qualidade de vida.



Definido por Vivi Cirello como um projeto de arquitetura biofílica, o trabalho buscou maximizar a integração com a natureza e valorizar o entorno verde. A decisão de preservar e adaptar a estrutura existente, em vez de demolir e reconstruir, permitiu a redução de custos e contribuiu para uma abordagem mais sustentável, reforçando o compromisso do projeto com o uso consciente de recursos e a preservação ambiental.

 
 

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