Cabana metálica se integra à paisagem na Cuesta de Botucatu e propõe refúgio focado na experiência
- há 1 hora
- 3 min de leitura
Assinado pela arquiteta Juliana Fabrizzi, o conjunto de cabanas em Bofete (SP) aposta em estrutura leve, implantação precisa e materiais naturais para criar um espaço para desacelerar em meio à natureza.
Texto: Duetto Comunicação Fotos: Daniel Santo

Entre as curvas da Cuesta de Botucatu, no interior de São Paulo, um conjunto de cabanas projetado pela arquiteta Juliana Fabrizzi propõe uma arquitetura voltada à experiência do lugar. Implantado em um terreno rural em Bofete, o projeto foi concebido como um refúgio para hospedagem de curta duração, pensado para quem busca desacelerar e se reconectar com o ambiente natural.
Desde o início, a proposta partiu de um desejo claro dos proprietários: criar um espaço simples, acolhedor e integrado ao entorno. “O pedido era para criar um espaço onde as pessoas pudessem relaxar, ouvir o vento, acordar com a luz natural e viver sem pressa”, explica a arquiteta. A solução arquitetônica se estrutura a partir de um sistema metálico aparente, pintado de preto. A escolha permitiu uma obra mais limpa, rápida e eficiente, fator determinante diante do acesso restrito ao terreno.

Entre as curvas da Cuesta de Botucatu, no interior de São Paulo, um conjunto de cabanas projetado pela arquiteta Juliana Fabrizzi propõe uma arquitetura voltada à experiência do lugar. Implantado em um terreno rural em Bofete, o projeto foi concebido como um refúgio para hospedagem de curta duração, pensado para quem busca desacelerar e se reconectar com o ambiente natural.
Desde o início, a proposta partiu de um desejo claro dos proprietários: criar um espaço simples, acolhedor e integrado ao entorno. “O pedido era para criar um espaço onde as pessoas pudessem relaxar, ouvir o vento, acordar com a luz natural e viver sem pressa”, explica a arquiteta. A solução arquitetônica se estrutura a partir de um sistema metálico aparente, pintado de preto. A escolha permitiu uma obra mais limpa, rápida e eficiente, fator determinante diante do acesso restrito ao terreno.

Grandes aberturas conectam interior e exterior e funcionam como quadros naturais, enquanto a planta organiza os espaços de forma simples e eficiente, com área social integrada, dormitório e dois terraços, um voltado ao convívio e outro mais íntimo.
No campo das estratégias sustentáveis, o projeto privilegia escolhas de baixo impacto, como o uso de materiais locais, a exemplo do eucalipto tratado da Embrapem, além da redução de movimentação de terra. O fechamento metálico aliado ao lambri de madeira contribui para o conforto térmico e acústico, respondendo às variações climáticas da região.

A materialidade reforça o diálogo entre técnica e natureza. A estrutura metálica contrasta com elementos como madeira, pedra, linho e palha. “O preto cria profundidade e permite que a construção se integre visualmente à paisagem, sem competir com ela”, afirma Juliana.

O paisagismo, assinado pela Cuesta Jardins, complementa essa leitura com o uso de espécies como lavandas e capins, reforçando a integração das cabanas ao entorno. Internamente, o projeto valoriza materiais com textura e história, além do reaproveitamento de peças garimpadas pelos próprios moradores, como banheiras e cubas antigas, muitas delas posicionadas em áreas externas.
Para esse projeto, Juliana Fabrizzi propõe uma forma de habitar pautada pela experiência sensorial. “Aqui, a arquitetura não busca protagonismo. Ela serve como suporte para uma vivência mais conectada com o tempo e com a paisagem”, finaliza.
Sobre Juliana Fabrizzi

Juliana Fabrizzi formou-se em 2000, e desde o início de sua carreira buscou resgatar a essência da arquitetura: projetar espaços únicos, que reflitam o universo e a identidade de quem os vivenciará.
Libertando-se de padrões estéticos e práticas comerciais presentes no mercado, seu compromisso é ir além da arquitetura, atuando em parceria com os clientes e garantindo que o processo de trabalho seja transparente e prazeroso.
Com vasta experiência em projetos residenciais e comerciais, as obras do escritório surpreendem pela capacidade de transitar entre diferentes estilos e composições, resultando em espaços autênticos e cheios de vida, que expressam com assertividade os projetos de vida de quem neles viverá.





