Assinado pela arquiteta Cilene Lupi, o projeto do Vila Dalí transforma arquitetura, luz e memória em uma experiência sensorial, onde o rústico contemporâneo acolhe e convida à permanência.

Um refúgio toscano em meio à cidade
Texto: Revista Habitare · Fotos: Rafael Renzo
Ao cruzar a entrada do Vila Dalí, a cidade parece ficar para trás. A arquitetura conduz o olhar e os sentidos para uma atmosfera que remete às pequenas vilas da Toscana, onde o tempo desacelera e cada elemento convida à permanência. Concebido pela arquiteta Cilene Lupi, o projeto revela uma narrativa construída por texturas, luz e memória, transformando o restaurante em um cenário de encontros e afetos.
O ambiente foi desenhado para traduzir o desejo da chef e proprietária de criar um espaço romântico, contemporâneo e profundamente acolhedor. A rusticidade aparece de forma elegante nos materiais naturais, nos acabamentos artesanais e na paleta de tons terrosos.
A iluminação desempenha um papel essencial nessa composição. Pendentes distribuídos com delicadeza dialogam com a vegetação e desenham um refinado jogo de luz e sombra, criando pequenas ilhas de intimidade.
A arquitetura explora com sensibilidade o pé-direito duplo, o teto retrátil e a adega, criando uma varanda que aproxima interior e exterior.
Um dos aspectos mais marcantes está na capacidade de ressignificar objetos cotidianos. Bicicletas tornam-se elementos cenográficos, xícaras de café ganham nova vida como luminárias, arcos iluminados emolduram passagens.
Além do salão principal, o Vila Dalí abriga uma delicada loja de confeitaria na entrada, um bar, espaços reservados para eventos e um gazebo que já recebeu celebrações de casamento.