De entradas sensoriais a provadores estratégicos, o design dos espaços comerciais influencia diretamente a forma como as pessoas consomem

O que a arquitetura das lojas faz para influenciar decisões sem você perceber
Texto: Máxima SP · Fotos: Divulgação
Entrar em uma loja e sentir que tudo faz sentido, mesmo sem saber explicar exatamente por quê, costuma ser resultado de um projeto bem estruturado. No varejo, a arquitetura e o design de interiores deixaram de cumprir apenas uma função estética e passaram a atuar como ferramentas estratégicas.
Cada decisão projetual, da entrada ao caixa, é pensada para orientar a jornada do cliente dentro do ambiente. “Arquitetura comercial é estratégia. Nada é posicionado de forma aleatória”, explica a arquiteta e designer de interiores Rose Chaves.
Um exemplo clássico está logo na entrada de supermercados, onde áreas com flores, hortifruti ou produtos frescos funcionam como um “respiro sensorial”.
Nos provadores, o impacto do projeto se torna ainda mais evidente. “Iluminação adequada, proporção, conforto térmico e escolha de materiais criam um ambiente favorável à experimentação”, detalha Rose.
Esse raciocínio se estende a diferentes segmentos. Em redes de fast food, a arquitetura privilegia layouts mais abertos e mobiliário que incentiva a rotatividade. Já em lojas de alto padrão, o caminho é oposto, prolongando a permanência e reforçando a percepção de valor.