Em 200m², o projeto preserva o sistema construtivo original, incorpora elementos industriais e cria um ambiente iluminado e acolhedor que conecta arquitetura, natureza e alimentação saudável

Marcos Serrano Miralles assina retrofit que transforma casa dos anos 70 no restaurante Fresh&Co.
Texto: Redação Habitare · Fotos: Douglas Camargo
O novo projeto do restaurante Fresh&Co. leva a assinatura de Marcos Serrano Miralles, que imprime no espaço sua visão sensível e contemporânea sobre bem-estar, funcionalidade e memória afetiva. Em 200m², o arquiteto cria uma atmosfera que vai além da estética: é uma experiência que conecta arquitetura e alimentação saudável de forma coerente e inspiradora. O imóvel que hoje abriga o restaurante era originalmente uma casa construída nos anos 70. O projeto partiu de um intenso processo de retrofit, no qual o profissional buscou preservar elementos da construção original e reinterpretá-los dentro de uma linguagem atual. Essa abordagem valoriza a história do espaço e cria um diálogo entre passado e presente. Conhecido por valorizar materiais naturais e soluções que priorizam conforto ambiental, Marcos parte da essência do Fresh&Co., comida saudável e descomplicada, para conceber um ambiente leve, iluminado e acolhedor. A iluminação e ventilação natural são protagonistas do projeto. A luz do dia percorre os salões e ressalta texturas, enquanto as aberturas garantem circulação de ar e conforto térmico. Tons quentes, elementos naturais e design com personalidade se combinam em uma linguagem atual, que também dialoga com referências do estilo industrial presentes na decoração. Logo na entrada, uma porta de correr divide os salões e recebe um mural assinado pelo artista Guilherme Tonelli, criando um ponto focal que expressa identidade e arte logo no primeiro contato com o espaço. Na fachada, o arquiteto trabalha volumes e texturas com uma parede externa em cobogó de cimento da Leroy Merlin, que filtra a luz e cria jogos de sombra ao longo do dia, e uma parede de ripas de madeira que acrescenta ritmo e identidade visual. Já na área interna, o jardim vertical assinado por Roberta Walter, da Terra Fofa Paisagismo, amplia a sensação de frescor e aproxima o cliente da natureza, reforçando o conceito saudável da marca. O salão principal, com cadeiras pretas e mesas de madeira, ganha um canto alemão que favorece encontros e permanência. A iluminação com varal de lâmpadas cria um clima descontraído no período noturno, equilibrando funcionalidade e charme. Durante o processo de reforma, o arquiteto também decidiu valorizar elementos estruturais da casa original. Em alguns pontos, os tijolos foram mantidos aparentes, revelando o sistema construtivo da década de 1970 e convidando o visitante a perceber a história da edificação como parte da experiência do espaço. A escolha criteriosa de materiais reforça a assinatura do arquiteto. O piso da Portinari garante unidade visual e resistência, enquanto o azulejo Mica no balcão de atendimento adiciona textura e delicadeza. As bancadas com cortiça trazem aconchego