Peças versáteis ajudam a otimizar espaços, equilibrar layouts e complementar sofás, cadeiras, poltronas e até mesmo camas

Como usar bancos na decoração?
Texto: Revista Habitare · Fotos: Isadora Costa
Durante muito tempo, os bancos ocuparam um lugar secundário dentro da decoração. Normalmente associados a funções práticas e discretas, apareciam como peças complementares, quase sempre utilizadas apenas quando faltavam assentos.
Porém, o olhar sobre esse móvel já começou a mudar. Com a valorização de interiores mais integrados, flexíveis e multifuncionais, os bancos passaram a ganhar protagonismo justamente por oferecerem versatilidade sem excesso visual.
Mais leves do que sofás, poltronas ou cadeiras tradicionais, eles ajudam a criar ambientes visualmente mais fluidos, favorecem a circulação e oferecem diferentes possibilidades de uso dentro da mesma casa.
Essa transformação fez com que o banco deixasse de ser apenas um móvel de apoio para assumir maior destaque na composição dos ambientes, tanto do ponto de vista funcional quanto estético.
“O banco tem profundidade reduzida, o que o torna o melhor aliado de espaços pequenos e áreas de circulação. Funciona incrivelmente bem em salas, halls e até mesmo corredores”, afirma o designer Felipe Zorzeto.
Inspirado no mobiliário modernista, o banco ELLA, desenhado por Zorzeto, aposta em um desenho puro e delicado, marcado pelo equilíbrio entre estrutura e superfícies, com pés em madeira maciça torneada.
Já o banco e banquinho DÃO seguem um caminho mais geométrico e monolítico, produzidos em compensado e MDF usinado revestido com lâmina natural de madeira.
Versátil, discreto e funcional, o banco prova que nem sempre os móveis de maior impacto são os mais volumosos.
Sobre Felipe Zorzeto: designer, arquiteto e urbanista, natural de São Paulo e criado em Brasília, dedica-se ao design de mobiliário desde 2018, com a fundação do estúdio Felipe Zorzeto Design.