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Casa com cor e identidade: arquiteta troca minimalismo frio por projetos que resgatam memória e referências brasileiras
Casas28 de abril de 2026

Casa com cor e identidade: arquiteta troca minimalismo frio por projetos que resgatam memória e referências brasileiras

Texto: Assessoria de Imprensa Criativos · Fotos: Dander Freitas

Após anos de domínio da arquitetura minimalista e corporativa, cresce a valorização de projetos afetivos, com destaque para a arte e o artesanato. Texto: Assessoria de Imprensa Criativos Fotos: Dander Freitas Imagem por Dander Freitas Sua casa tem ‘cara de casa’? A pergunta pode soar simples à primeira vista, mas tem atravessado discussões importantes no campo da arquitetura contemporânea. Após anos de predominância do minimalismo e do modernismo, marcado por linhas retas, excesso de...

Após anos de domínio da arquitetura minimalista e corporativa, cresce a valorização de projetos afetivos, com destaque para a arte e o artesanato. Texto: Assessoria de Imprensa Criativos Fotos: Dander Freitas Imagem por Dander Freitas Sua casa tem ‘cara de casa’? A pergunta pode soar simples à primeira vista, mas tem atravessado discussões importantes no campo da arquitetura contemporânea. Após anos de predominância do minimalismo e do modernismo, marcado por linhas retas, excesso de vidro, metal e paletas frias, cresce um movimento que propõe uma revisão desse modelo. Antes, ambientes amplos, organizados e visualmente “limpos” eram sinônimos de sofisticação. Inspiradas por referências do alto padrão norte-americano, as casas adotaram uma linguagem próxima à de escritórios e clínicas. O resultado: casas impecáveis, mas que deixam pouco espaço para a espontaneidade do dia a dia. Nos últimos anos, no entanto, esse modelo passou a dar lugar a abordagens mais sensíveis e conectadas com a realidade. Arquitetos e designers têm apostado em projetos que valorizam a vivência, memória e a construção afetiva dos espaços. Surge, assim, a ideia da ‘casa com cara de casa’, conceito que resgata o cotidiano e às vivências como parte fundamental da estética do lar. Imagem por Dander Freitas Ainda que de forma gradual, a arquiteta e gestora do escritório BESPOKE Dela, Rafaela Giudice, acompanha de perto a mudança no olhar arquitetônico e revela que a busca por referências externas, vindas de diferentes capitais e regiões do Brasil, tem despertado um novo repertório entre moradores e profissionais. “Existe uma discussão grande na arquitetura sobre esse momento em que as casas se dizem ser ‘minimalistas’, onde a cor é um problema, com poucos objetos e mobiliário; onde a busca da perfeição parece ser sinônimo de deixar tudo intacto. E agora a gente volta a falar de casas com vida, com história. Eu sempre digo que uma casa nunca está pronta, mesmo que a obra tenha sido entregue. Tem sempre algo para fazer, para mudar, para testar, algum objeto novo. A vida é muito dinâmica e orgânica – e a casa precisa representar isso”, explica. Nesse cenário, mais do que inserir elementos típicos nos projetos, a proposta é desenvolver um olhar mais atento e sensível. Segundo Rafaela, elementos pessoais ganham protagonismo e passam a compor os ambientes de forma mais livre, como objetos trazidos de viagens, móveis antigos, peças herdadas e itens colecionados ao longo do tempo. Imagem por Dander Freitas A arquiteta destaca que há também um certo cansaço em relação à padronização estética. A ideia de que a sofisticação está diretamente ligada a ambientes rígidos e altamente controlados começa a perder força, abrindo espaço para escolhas mais autênticas e conectadas com a realidade de quem habita os espaços. “É uma casa que não é toda nova, que tem coisas antigas, que foi sendo construída ao longo do tempo, com cores, vivacidade e aconchego. Isso traz identidade”, diz Rafaela. Es

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