21/06/2018 — Texto: a4&holofote Comunicação | Fotos: Divulgação

32ª edição da mostra paulistana traz o tema “Casa Viva”.

Com o tema “Casa Viva”, a maior e mais completa mostra de arquitetura, decoração, design e paisagismo das Américas traz, mais uma vez, renomados profissionais para surpreender os visitantes. O evento de São Paulo, principal edição de CASACOR, acontece no Jockey Club São Paulo, com 10 semanas de duração, de 22 de maio a 29 de julho. Apresentando 82 ambientes em 17 mil m², a expectativa é receber mais de 110 mil visitantes, num crescimento de público de 10%.

A edição destaca a harmonia com a natureza, a convivência e a confraternização, num estilo de vida rodeado de verde e de memórias afetivas. Neste ano, a CASACOR São Paulo recebe de volta grandes nomes da arquitetura, do design e paisagismo como Arthur Casas, Debora Aguiar, Fernando Brandão, Rosa May, Naomi Abe, João Armentano, Roberto Migotto e Tenório Estúdio.

Voltam também os profissionais que fizeram história no ano passado: Alexandre Furcolin, Bia Abreu, Bruno Carvalho, Clariça Lima, Érica Salguero, Gustavo Neves, Gustavo Paschoalim, José Marton, Lao Design e Zoom Urbanismo, Arquitetura e Design, Léo Shehtman, Lídia Maciel, Luiz Otávio Debeus, Maicon Antoniolli, Marina Linhares, Marlon Gama, Michel Safatle, Andrea Teixeira e Fernanda Negrelli, Yamagata Arquitetura, Paula Bignardi e Paulo Azevedo, Paola Ribeiro, Patrícia Hagobian, Patrizia Genovese e Guilherme Longo, Plantar Ideias, Studio 011, Suite Arquitetos, Très Arquitetura, TRiART Arquitetura, Triplex Arquitetura e Mauro Contesini.

Além desses, novos talentos estreiam na CASACOR, a exemplo de Kalil Ferre Paisagismo, GDL Arquitetura, Cenário Paisagismo, Gabriela Gaunszer Kozlowski e Rejane Heiden, Gabriela Lotufo e Larissa Silva, SP Arquitetura, Gustavo Martins, Marcelo Salum, Jean de Just, BC Arquitetos, Juliana Pippi, MN Arquitetura e Interiores, Lisandro Piloni, Estúdio Gaetta, Ricardo Afiune e Peter Burmeister, Armando Salvador e Thalita Vitachi, Myrian Marquez, Luciano Dalla Marta, Meyer Cortez Arquitetura & Design, Ricardo Abreu Borges, Melina Romano, MF+Arquitetos, Cyane Zoboli e Ana Elisa Hott, Flávio Abílio Rodrigues e Flavia Ranieri.

Um marco para o evento são os 25 anos de parceria com a Deca, patrocinadora master do evento, presente em todas as praças nacionais. A lista de patrocinadores e apoiadores de 2018 conta ainda com marcas como Renault, Leroy Merlin, casa moysés, Uniflex, Duratex, D&D, Bontempo, Comgás, iGUi, Cosentino, LG, Meliá, Nextera Brasilit, Sensações e Todeschini.

Calçada Todas as Cores — Lao Design e Zoom Urbanismo, Arquitetura e Design

Para o designer Lao Napolitano “a calçada é um lugar de convivência, tolerância e respeito ao próximo, é onde acontece o exercício pleno da cidadania”. E esse é o conceito de seu ambiente, que ele assina junto com o escritório Zoom Urbanismo Arquitetura e Design. A equipe optou por transformar os 400 m² de calçada em um espaço de ocupação e permanência, com áreas de estar acolhedoras, intervenções artísticas e jardins. Em uma cidade como São Paulo, que tem um problema crônico de calçadas, o objetivo dos profissionais foi dar significado e exemplos positivos da importância deste elemento no cotidiano urbano com soluções de acessibilidade, drenagem de água e arborização.

Lounge de Entrada — Edson Lorenzzo

A árvore centenária presente no espaço foi o ponto de partida para pensar em um local de total integração entre homem e natureza. “A ideia é que as pessoas sintam a natureza como elemento principal”, explica Edson. O arquiteto procurou trabalhar com os quatro elementos: terra, ar, fogo e água. Além da vegetação, que ocupa tanto o exterior como o interior, há duas lareiras e um lago com arraias. A opção por um ambiente arejado, com cortinas de linho, faz com que se possa sentir até mesmo a brisa.

Brasil de Origem — Kalil Ferre Paisagismo — Elaine Kalil e Mauricio Ferre

O principal objetivo do projeto foi fazer com que as pessoas sintam a sensação de estar no meio da mata de qualquer lugar que se posicionem na recepção. Em parceria com o arquiteto Edson Lorenzzo, os paisagistas abraçaram o conceito de que “a recepção foi colocada no meio da mata”. Todas as espécies do jardim são plantas nacionais. “Trabalhamos com diferentes alturas para dar movimento e conseguir a reprodução de um espaço natural” comentam os profissionais. Para complementar a Mata Brasileira, um lago de aproximadamente 45 m² foi projetado com mirante que proporciona ao observador o deleite de espécies nativas, assim como diferentes relevos e texturas com pedras em tons neutros.

Recinto do Bosque — GDL Arquitetura — Gabriel de Lucca

O ambiente de 26 m² promove a combinação entre o décor escandinavo – com sua atmosfera clean e formas contemporâneas – e os traços simples do estilo minimalista, sem deixar de ser, ao mesmo tempo, acolhedor e convidativo. Logo na entrada, Gabriel apostou na solução estética do brise – executado com placas cimentícias de fibrocimento –, que equilibra a incidência de luz natural no ambiente, bem como o conforto térmico. Inspirado no formato de um tanque, o móvel que recebe três cubas apoiadas em pedra é a estrela do ambiente. Com bordas arredondadas, a peça é envolvida pela mesma madeira escolhida para as paredes.

Casa Raízes — Triplex Arquitetura — Adriana Helú, Carolina Oliveira e Marina Torre Lobo

Em seu aniversário de 10 anos, a Triplex Arquitetura criou uma casa de campo de 115 m², “esconderijo” de uma mulher bem-sucedida, esposa e mãe, que necessita se desconectar do mundo moderno para recarregar as energias e desempenhar todas as suas tarefas. Perfeitamente integrado com a natureza, a Casa Raízes, foi presenteada com uma araucária, espécie conhecida por captar boas energias e que foi o ponto de partida do conceito do projeto. As arquitetas desenharam a mesa que envolve a árvore, dando a ela a importância que merece. Troncos petrificados e pufes com fios coloridos tramados fazem parte da decoração, deixando o espaço rústico e arrojado. Para os espaços dentro da casa que são integrados, o trio escolheu uma estante – produzida pelo paisagista Daniel Nunes – para delimitar o living do dormitório.

Paisagem do Refúgio Urbano — Alexandre Furcolin

Um espaço em comunhão com a natureza. Assim é definido o Refúgio Urbano, ambiente que foi idealizado em conjunto com a designer de interiores, Marina Linhares. O espaço de 400 m² funde, de maneira inequívoca, o paisagismo e a decoração na natureza existente. Sob a sombra de árvores existentes e preservadas no refúgio, a proposta é abraçada por uma vegetação rica e luxuriante, além de palmeiras delicadas, criando uma sensação de estar “vivendo na mata”. O recurso do deck suspenso permite ao visitante passear por todo o espaço, observando e interagindo com a natureza de um ângulo diferente, preservando o paisagismo implantado. Outro destaque é um espelho d’agua com a divertida fonte, denominada La Fontana del Larvoro, executada com as peças de descarte da obra, assim homenageando os trabalhadores envolvidos.

Refúgio Urbano — Marina Linhares

Um espaço para o escapismo do dia a dia. Assim é definido o Refúgio Urbano, ambiente assinado por Marina Linhares. Instalado em meio a um bosque do Jockey Club de São Paulo, ela trouxe a natureza para dentro do ambiente. Além das paredes de vidro, que permitem que a luz e as cores em volta interajam e invadam o espaço, Marina incorporou ao projeto árvores tombadas pela prefeitura da cidade, provocando sua criatividade a tirar proveito da situação, dando origem a um ambiente charmoso e, ao mesmo tempo, fazendo com a que arquitetura obedeça às regras da natureza. Tudo isso desenvolvido tendo em vista um casal jovem, com hobbies, que gostam de receber e que, por terem viajado muito, conhecem diferentes jeitos de morar. Dessa forma, duas salas, sendo uma de jogos, ficam aconchegantes junto a uma decoração contemporânea.

Jardim da Casa da Árvore — Cenário Paisagismo — Karla Lopez e Daniela Bastos

Para a estreia na CASACOR, Daniela Bastos e Karla Lopez buscaram formas de incorporar a natureza ao projeto arquitetônico. Para isso, posicionaram uma acácia-seyal em um ponto estratégico de forma que seus galhos esculturais pareçam a extensão do brise de madeira do ambiente ao fundo do jardim. Na passarela de acesso, o contraste aparece na escolha da vegetação. À esquerda, um painel metálico ganha textura com trepadeiras que sobem em alturas alternadas. À direita, arvoretas filtram a luz solar e criam um espaço sombreado.

Casa da Árvore Renault — Suite Arquitetos — Carolina Mauro, Daniela Frugiuele e Filipe Troncon

No ano que a Suite Arquitetos completa uma década, os profissionais do escritório apresentam uma casa completa, repleta de identidade brasileira – inspirada na flora e fauna, suas riquezas naturais – e decoração composta com mobiliário assinado. O ambiente de 280 m², enfatiza a integração da arquitetura interior com o espaço exterior da casa. Um imponente Flamboyant incorporado à área de estar, ganha destaque ao transpor o pé direito da casa. É a árvore que, a partir das cores do tronco e do verde copa, estabelece o tom da paleta de cores reinantes na decoração. A geometria da casa é revelada por um volume de madeira que sustenta o plano da cobertura e resulta na área social totalmente integrada ao jardim. Os elementos naturais ganham mais destaque na cozinha a partir do uso elementar de uma pedra Sabão que ganha a função de bancada dentro do espaço. Já o quarto, apresenta uma configuração desconstruída com o painel de marcenaria em muxarabi, que revela a paisagem do jardim por trás do espaço.

Jardim das Agaves — Gabriela Gaunszer Kozlowski e Rejane Heiden

O desafio de criar um jardim orgânico em uma área ampla de 200 m² foi cumprido com maestria pela dupla em sua estreia na mostra. O agave, espécie protagonista, circula os espaços de convivência; e o deque aparece em duas versões, a tradicional e em flor, com hastes altas. Uma área coberta de areia com pedras e uma pira ao centro fazem referência a elementos da cultura mexicana pré-colombiana. Do outro lado, o jardim traz móveis e revestimentos em tons de rosa, cinza e preto. Todas as plantas do projeto são rústicas e de fácil manutenção, destaque para a pinanga e a echevéria rosa.

Casa Terra — Paola Ribeiro

A Casa Terra, luxuoso espaço de 160 m², é distribuída em cozinha gourmet, living, jantar e terraço com jardim. Projetar um ambiente envolvente e que ofereça praticidade e atrativos em seus espaços integrados foi o ponto de partida para a construção da casa, que contempla duas grandes árvores em seu interior, um ponto alto do projeto que cria sensação de bem-estar. A proposta foi criar um espaço amplo, com muita luz natural, integrado a um atraente jardim, seguido por um confortável estar sob um pergolado. O ambiente foi criado para ser um anexo da casa, espaço de convivência que reúne toda família e onde os visitantes são recebidos por uma incrível vista do verde, remetendo-os ao acolhimento e tranquilidade do campo. O paisagismo assinado por Alex Hanazaki está presente com suas perfeitas criações que aliam harmonia e bom gosto.

SPA da Mata — Andrea Teixeira e Fernanda Negrelli

O SPA da Mata é um refúgio em meio ao verde para quem procura por uma atmosfera aconchegante e tranquila, onde a serenidade e bem-estar são premissas. Com o conceito de Casa Viva, as profissionais criaram um espaço de 100 m² composto por materiais naturais e um design personalizado e harmonioso. No teto, domos de vidro constroem o layout, posicionados de maneira estratégica logo acima do SPA, chuveiro e banheira, áreas onde a iluminação natural é imprescindível, criam um visual limpo e deslumbrante. A paleta de cores se baseia em tons mais escuros, como cinza, marrom e dourado, que em conjunto de elementos como pedra e madeira, acentuam a essência intimista e reconfortante do ambiente.

Alameda — Mauro Contesini

Transformar uma área de passagem em um espaço de descanso e contemplação da natureza foi o que buscou o paisagista Mauro Contesini. Além de preservar a vegetação original, ele optou por usar palmeira fênix, nandina, bromélia fireball, lisimáquia, entre outras espécies de plantas. Uma parede já existente no local serve de pano de fundo para o ambiente de 96 m² com banco, poltronas e pergolado. “A ideia é fazer as pessoas se desconectarem da vida urbana”, explica.

Boutique Residence 218 — Mattar Tayar Arquitetura — Silvana Mattar e Flávia Gerab Tayar

Com o intuito de apresentar o morar da geração Y – conhecida também como milênio –, a dupla criou uma residência de 80 m², com espaços integrados que unem qualidade, aconchego e de estilo moderno, contemporâneo e com toques de retro. A proposta sugere uma experiência única e particular sobre morar, envolvendo primeiramente, a possibilidade de armazenar de forma simples e organizada todos os pertences do morador. Todo o local é dividido em cozinha, área social, banheiro e suíte máster. O design é um ponto forte do projeto e conta com peças de Oscar Niemeyer, Lina Bo Bardi e Ricardo Fasanello. Flávia e Silvana descrevem o ambiente como “o apartamento dos sonhos dos que levam uma vida dinâmica e corrida”.

Casa do Escritor — Jóia Bergamo

Inspirada na obra Glass House, de Philip Johnson, e na Universidade Livre de Berlim, de Norman Foster, a designer de interiores Jóia Bergamo, criou a Casa do Escritor. “Como conceito do meu espaço, imaginei criar uma casa para um escritor, onde a mesma pudesse proporcionar-lhe ambientes perfeitos para viver, requalificados pela luz natural e perfeita circulação do ar, proporcionando máximo conforto”, comenta Jóia. Com 100 m², a casa com um andar, feita inteiramente de vidro, integra todos os ambientes de forma simples e sofisticada. Pensada para ser sustentável, o projeto tem tecnologias que aumentam a eficiência energética e reduzem o impacto ambiental. A casa é marcada pelo uso de vidro nos fechamentos e pelo Steel Frame. Mobiliário de Reinaldo Lourenço, Ronald Sasson, Paulo Sartori e Antonio Bonet completam a atmosfera relaxante do lugar.

Cabana — Manarelli Guimarães Arquitetura — Thiago Manarelli e Ana Paula Guimarães

Cada detalhe da Cabana foi pensado no desejo de trazer a natureza para bem perto das pessoas. Com uma linguagem universal e bem contemporânea, que combina perfeitamente com os climas da cidade, do campo ou da praia, o refúgio de 60 m² assinado pelos arquitetos do escritório Manarelli Guimarães Arquitetura, reúne uma área de estar completa, com living, jantar e cozinha. “Tudo é de fácil manutenção para que a casa não dê trabalho e somente promova momentos agradáveis”, conta Thiago Manarelli.

Casa Neshamah — Gustavo Neves

A Casa Neshamah, ambiente de 200 m² composto por jardim frontal, hall de entrada, living, jantar, cozinha, varanda e spa, tem por nome a palavra hebraica que significa “sopro da vida”. Neste sentido, o tema Casa Viva, para o arquiteto, se decanta na compreensão da própria vida e sua origem, e dos construtos criados pelo Homem. Vê a vida como unidade essencial, e todas as demais variáveis e categorias como conceitos criados à conveniência do Homem, mas que podem ser desconstruídos a qualquer instante. Neste contexto, Gustavo enxerga a casa como um organismo vivo e a representa, como em sua praxe profissional, de maneira primeva, ressaltando suas características essenciais. Procura desprender-se de conceitos posteriormente acrescidos, retirando polimentos e excessos, desartificializando a vida humana e sua morada.

Casa dos Arcos — Léo Shehtman

Nesta casa de 140 m² nada convencional, os verdadeiros protagonistas são a policromia e os vãos em arcos. Ao lado de outras cores, sobressaem-se o verde profundo, o azul análogo, os tons terrosos e suas variações, que delimitam os ambientes integrados e envolvem o volume central mantendo a privacidade da casa de banho. De maneira sutil e elegante, a monocromia de cada ambiente é quebrada pelos elementos decorativos que ajudam a compor o projeto singularmente. Todos os espaços foram pensados para cumprir com suas necessidades básicas. O conforto, a praticidade, a fluidez e a sofisticação, ora com ares lúdicos, ora com ares vintage, são fundamentais e pulsantes por todos os ambientes.

Casa Sustentável Leroy Merlin — Gabriela Lotufo e Larissa Silva

A execução da Casa Sustentável é feita pelas arquitetas Gabriela Lotufo e Larissa Oliveira, responsáveis pela proposta vencedora da primeira edição do Desafio Casa Sustentável CASACOR patrocinado pela Leroy Merlin. Entre as soluções concebidas pelas profissionais para o espaço estão a flexibilidade na ocupação dos espaços, intervenção delicada sobre o patrimônio tombado, uso de tecnologias sem excessos, mobiliário de fácil montagem, materiais com possibilidade de reaproveitamento e/ou reciclagem e adequação do sistema de iluminação artificial com LED. O conceito de sustentabilidade aparece desde a concepção de montagem e desmontagem, por meio da escolha de divisórias soltas feitas de madeira laminada cruzada. Entre os materiais utilizados, há pastilhas de garrafa pet, aplicadas na cozinha e no banheiro, além de piso de madeira de demolição restaurada e rodapés de isopor reciclado. O pé-direito alto garante a amplitude, e o uso da madeira e de cores como o verde ressalta a proximidade da área externa com a natureza.

Jardim Sustentável — Daniela Sedo

Inspirada no nome do espaço, Jardim Sustentável, Daniela criou um espaço kids para estimular brincadeiras sensoriais, com materiais naturais, casinha de bambu, horta regada com água de chuva, espécies tropicais nativas e um cantinho cultural. Em 40 m², ela optou por materiais que não agridem o meio ambiente em sua produção, como o piso drenante que capta água da chuva e ajuda na irrigação inteligente da vegetação. Em todo o jardim, foi aplicada uma cobertura de lascas de borracha proveniente de pneus descartados, para a proteção da terra. O ponto de destaque no espaço é a casinha de bambu mossô e cana da índia, artesanal e totalmente desmontável. Dentro da casinha, madeira certificada marcam o mobiliário colorido: uma mesa de atividades, bancos, banquetas e um balanço.

Jardim das Casas — Roberto Riscala

Roberto Riscala assina, para sua 22ª participação na mostra, o Jardim das Casas. Construído em uma área de 275 m², entre quatro casas, o ambiente não segue um modelo tradicional. A proposta é mostrar que existem várias maneiras de trazer o verde para perto das pessoas, o contato com a natureza e a vida, mesmo contrariando a ideia de que a rotina dos tempos modernos não permita isto. “O projeto de harmonizar o verde na vida das pessoas seja por um jardim tradicional para quem reside em casa onde o espaço permite essa construção, ou em pequenas paredes por meio de jardins verticais, propõe um questionamento sobre o futuro e a importância dos jardins”, defende Riscala. O principal objetivo é dar alternativas e mostrar que pode ser prático e moderno, sem demandar muito tempo e custo de manutenção.

Anexo Nuage — Yamagata Arquitetura — Aldi Flosi, Bruno Rangel e Paloma Yamagata

Os profissionais do Yamagata Arquitetura apresentam o Anexo Nuage, nuvem em francês. Com 68 m², a residência possui visual moderno e paleta de cores que transita do bege ao cinza claro, criando impressões neutras e etéreas. A arquitetura tombada, funcional e elegante, faz lembrar a de uma casinha romântica, com interferência contemporânea do escritório. Além disso, possui um formato de anexo complementar, ou seja, um espaço que pode ser acoplado à uma moradia maior, funcionando como uma habitação para convidados ou ser implantado de modo repetido, como uma pequena vila. Dividida entre estar, jantar, suíte, cozinha e deck, a casa é inundada pela luz natural e o uso de materiais secos, com intenção moderna e essência escandinava.

Tea Lab — SP Arquitetura — Steffi Kaufman e Patricia Bacellar

O espaço Tea Lab, de 120 m² é um ambiente que preza pela experiência sensorial do visitante, a partir da degustação de diferentes tipos de chás e da apreciação da atmosfera natural, com plantas presentes em todos os planos, como vasos, jardins verticais e pendentes. O projeto nasceu a partir da paixão das arquitetas por terrários, “Queríamos criar algo inovador, com o conceito experience, então veio a ideia de fazer um espaço em que os visitantes pudessem ter a sensação de estar em um grande terrário”, afirmam Patricia e Steffi. Painéis em marcenaria delimitam o percurso dos visitantes e os levam para balcão de chás e doces. Logo depois, a configuração do ambiente direciona essas pessoas para vários espaços de permanência. Há um banco voltado para o balcão de chás, uma bancada mais alta e várias configurações de mesas. Além disso, na área externa há uma composição interessante: bancos largos mesclados com banquinhos, que também servem como apoio de copos e pratos.

Paisagens de Luz — Plantar Ideias — Felipe Stracci e Luciana Pitombo

Em 467 m², os profissionais conceberam um jardim e o batizaram carinhosamente de Paisagens de Luz. O partido deste projeto se deu no desejo de trabalhar a materialidade do concreto em contato com a natureza sendo potencializado pelas transformações que as luzes natural e artificial criam. Para compor o projeto a dupla se inspirou no trabalho do artista plástico americano James Turrell. Os paisagistas posicionaram as luzes a fim de criar vários tipos de cena, ajudando a dividir o jardim em três grandes momentos: o painel de grafite cinético assinado pelo artista Bieto, onde se encontra o espelho d’água, o bangalô de projeção e sombras de luzes com cores primárias e o bangalô Sky Window. Por ser um jardim pré-fabricado, o jardim pode ser montado e desmontado e, assim, transportado facilmente.

Banheiros dos Sentidos — Meyer Cortez Arquitetura & Design — Danielle Cortez e Natália Meyer

Nos tons de marrom e red gold, o banheiro funcional e acessível de 15 m² se caracteriza por estimular os cinco sentidos através de texturas, aromatizadores herbais, sonoplastia que remete aos sons das matas, plantas penduradas, madeira e até um sabor de menta. Quanto à estrutura, tem dois compartimentos normais e um adaptado e, para fugir do óbvio a dupla investiu em materiais que não agridem o meio ambiente e trazem a natureza e a exploração dos sentidos para ele. Outro highlight do décor é o projeto luminotécnico, composto por fitas de LED e arandelas que destacam as obras de arte inseridas.

Coliving — Studio Clariça Lima — Clariça Lima

Um jardim repleto de espécies de plantas, árvores e flores incorporado com peças assinadas para área externa. A paisagista criou um ambiente de 138 m² visando a interação e troca de experiências dos visitantes. O projeto é acesso a outros ambientes da mostra, por isso foi utilizada a linearidade, visando a fluidez da circulação e oferecendo algo lúdico e interativo. Dois bancos floreiras de aço corten pintados em laranja abraçam e preservam as árvores existentes, ofertando um agradável descanso ao público. A cor também é um elemento muito presente no jardim, seja numa pintura ou no mobiliário. E mesmo tendo como princípio para seu projeto o contato entre pessoas, Clariça sabe que o mundo moderno também exige ligação com a tecnologia, por isso instalou totens com tomadas e entradas UBS para o convívio em seu Coliving.

Estúdio do Executivo — Érica Salguero

A arquiteta e decoradora Érica Salguero apresenta um ambiente despojado, moderno e luxuoso inspirado na intensa rotina de um empresário bem-sucedido e apreciador de design. O espaço de 40 m² mescla tons de branco, cinza e pinceladas de verde musgo na decoração com mobiliários assinados por ícones do design mundial, como Antonio Citterio e Sergio Rodrigues. Dividido em três ambientes – cozinha, living e quarto – a arquiteta utilizou o “morar vivo” oferecendo uma atmosfera prática, inteligente e facilitadora, da maneira que um empresário necessita para conciliar seus momentos de relaxamento e de trabalho.

Estúdio da Longevidade — Somos Grou — Flavia Ranieri

Para apresentar as dificuldades do envelhecimento no dia a dia, a arquiteta planejou um apartamento de 45 m² aparentemente normal, mas que é totalmente pensado para a experiência da pessoa idosa. “O local nasceu para mostrar que os mais velhos também podem ter e prolongar sua independência e autonomia, justamente com a melhor preparação do lugar onde vive”, afirma. O projeto além de promover a autonomia e independência do idoso, impacta nos familiares, já que o local é projetado com equipamentos de monitoramento prevenindo qualquer tipo de acidente. “Todos os acessórios são imperceptíveis pensados exclusivamente nos acidentes mais comuns”, explica Flávia. A proposta é trazer móveis contemporâneos, cores suaves, lembranças de família e soluções de segurança.

Transtudio — ab arquitetos — Ricardo Abreu Borges

O estúdio foi cuidadosamente pensado como refúgio de uma mulher transexual. A ideia essencial do projeto era traduzir a sensibilidade e a tensão que a moradora carrega. “Quis transmitir, visualmente, a transição de gênero da personagem. Uma história marcada por muita luta e força”, comenta o arquiteto. O ambiente reúne em 30 m² living, dormitório, banheiro e área de trabalho. Esse último espaço, aliás, foi desenhado especialmente para atender a rotina da moradora, uma jornalista e comunicadora cuja função essencial é projetar ideias e provocar discussões. O banheiro é considerado o ponto alto do projeto, aparece totalmente exposto, subvertendo regras arquitetônicas. Para coroar a narrativa estética do ambiente, ele incluiu um neon com a frase “Be Anything” na parede. Um verdadeiro manifesto que reforça a importância de sermos quem quisermos.

Estúdio Trama — Melina Romano

Histórias criam e conectam sentimentos, que tecem, por meio de linhas imperfeitas, a trama da vida. Esse é o conceito do loft completo de 43 m², com cozinha, banheiro, quarto e sala. A trama inspira e compõe todo o projeto e pode ser vista em todo o local: no ladrilho hidráulico que traz o desenho de uma costura; na estante que abraça todo o ambiente, tornando-se uma das peças-chaves da decoração e até nas caixas de acrílico, que conta toda a trajetória da moradora por meio dos seus objetos pessoais. Já as cores do estúdio traduzem toda a sofisticação da moradora, com nuances mostardas, azuis e um toque rose presente em peças e móveis. O ambiente possui uma trama de tecido, instalada na parede, em tom rosa, assinada pela artista Nao Yuasa.

Estúdio do Escritor — Paula Bignardi e Paulo Azevedo

Aconchego, personalidade e um tom emotivo. Paula Bignardi e Paulo Azevedo apresentam 28 m² de memórias estéticas repletas de história que foi pensado para um escritor que busca suas inspirações em viagens pela Europa e pela Ásia. A decoração possui um perfume clássico, e recebe pinceladas contemporâneas e de outras épocas, como anos 40 e 70, através da coleção de móveis garimpados em antiquários e de acervo pessoal. O quarto integrado a um escritório possui estantes com muitos livros e diversas obras de arte. A paleta de cores privilegia tons terrosos, dourados e vermelhos e diferentes texturas marcam presença em fibras naturais, madeira e diversos tipos de tecido.

Tartuferia — MF+Arquitetos — Mariana Garcia Oliveira e Filipi Oliveira

O restaurante foi projetado para integrar o interior do ambiente com o exterior, através de grandes aberturas, facilitando o uso da iluminação e ventilação natural. A pureza formal com linhas retas e poucos volumes, planos que alongam e ao mesmo tempo unem os ambientes, materiais naturais como madeira, concreto e pedra são elementos que caracterizam o projeto. Em sintonia com o tema da mostra, o restaurante é um local acolhedor, familiar e aconchegante, que integra o percurso de circulação da mostra. Trata-se de um espaço público que não abre mão da atmosfera e aroma caseiros.

Jardim da Tartuferia — Bia Abreu

Soluções inteligentes e sustentáveis, folhagem intensa e elegante, com espécies exóticas e da flora brasileira, compõem o Jardim da Tartuferia, criado pela paisagista Bia Abreu. O projeto começa ainda dentro do restaurante com plantas suspensas, uma solução para ambientes reduzidos. O destaque fica para a jabuticabeira de quase 6 metros, que já existia no local e foi preservada. Uma mini-horta foi instalada para ser utilizada pelos chefs. O espaço continua na área externa com um jardim de 60 m², composto por lírios-da-amazônia, medinilas, orquídeas tutti-frutti e uma palmeira-laca.

Templo Coworking — Fernando Brandão e Camila Bevilacqua

O arquiteto Fernando Brandão conta com a parceria da arquiteta Camila Bevilacqua neste projeto: Templo Coworking. Trata-se de um espaço público de convivência de 160 m² para receber os visitantes. Durante toda a mostra funciona como ponto de encontro do evento e oferece estrutura para reuniões, encontros e Wi-Fi gratuito. Os tons quentes, como o terracota, trazem energia, afetuosidade e conforto. Dividido em três ambientes, é composto por um living com oito estações de trabalho, uma sala coletiva com uma grande mesa e um lounge integrado com a área externa.

Banheiro Público — Marcelo Diniz

O projeto apresenta uma composição de texturas, com paleta nos tons terrosos e layout que prevalecesse a intimidade do visitante. No hall de entrada, uma instalação com três cubas de pedra traz a impressão de bica d’água. Com a assinatura do arquiteto, duas arandelas que vão do chão ao teto demarcam os pilares existente e reforçam o desenho da luz. Ao fundo, uma grande tela da artista plástica Deise Pucci traz um movimento e colorido ao ambiente. A divisória que delimitada os três lavabos foi toda revestida proporcionando o controle sonoro das cabines. Há ainda a poltrona THA que se destaca no projeto por conta de seu assento baixo na cor azul-marinho e ao encosto de curvatura assimétrica. O móvel serve como apoio para quem deseja contemplar as obras de arte acomodadas no local. No interior, uma bancada com textura de concreto emoldura a cuba em formato de coluna. Uma abertura com vidro dá visão a um jardim exclusivo para cada lavabo.

Restaurante — 242 Studio — Patrizia Genovese e Guilherme Longo

Mais que um restaurante, o projeto promove uma experiência cenográfica para completar a gastronomia do Mondo, que opera o local. Inspirado nos glamourosos estabelecimentos de Las Vegas, o espaço embala os visitantes por meio dos tons terrosos, do veludo e da madeira. As cores fechadas são acompanhadas de um papel de parede floral, desenhado pelos profissionais especialmente para a mostra. Destaque para os muxarabiês aliados ao projeto luminotécnico, que criam um jogo de luz e formas. O verde da área externa conta com a colaboração da Jardineria Paisagismo.

Bar Lounge — CZHott Arquitetura e Interiores — Cyane Zoboli e Ana Elisa Hott

O Bar Lounge com 220 m² de ambiente, é dividido entre o bar, uma área interna, uma varanda externa e um banheiro. A inspiração para este projeto veio do Ballet, dança influente a nível mundial, muito difícil de dominar e que requer muita prática, já que prima pelos mínimos detalhes. É justamente nos pequenos cuidados e nas minuciosas composições do espaço que os visitantes podem associar a inspiração do ambiente. Cheio de conceitos, o bar é pautado inteiramente no rosa, uma cor agradável aos olhos dos visitantes e de fácil compreensão de toda a concepção do projeto. Uma arte em corda natural feita por Wilson Ferreira, da Galeria ArtCausa, compõe o espaço e representa o movimento da dança.

Casa Linea — Lídia Maciel

Revelando um equilíbrio perfeito entre volumes e transparências, composto por uma caixa envidraçada totalmente integrada ao jardim, a Casa Linea combina com elegância e simplicidade materiais tecnológicos, obras de arte e design atemporal. Com 18 m² de frente, a construção de 195 m² é fechada parcialmente por esquadrias de alumínio e vidro, que se abrem quase totalmente para fundir áreas internas e externas, onde está o deck e as espécies sutis do paisagismo assinado por Fernando Thunm. Enquanto o grande living é desvendado à primeira vista, já do lado de fora, uma parede alva de Dekton dá forma ao monólito que engradece a fachada da casa e resulta em privacidade para a ala gourmet, formada por cozinha e sala de jantar. “O vidro não só possibilitou explorar a luz natural como permitiu o diálogo com a natureza, deixando a casa mais fluida e leve”, explica a arquiteta.

casa_dezesseis — Studio CASAdesign — Moacir Schmitt Jr. e Salvio Moraes Jr.

Os arquitetos do escritório CASAdesign projetam uma residência completa e funcional de 160 m², com sala de estar, jantar, cozinha, dormitório, banheiro e área externa, para mostrar ao público um conceito de morar contemporâneo, sem divisórias, dinâmico e versátil, num entendimento de casa sem barreiras, com muita luz natural. Aguçar os sentidos, criar uma relação de conforto e carinho com o lar é o objetivo desse projeto contemporâneo, de linhas simples, porém, sofisticadas, com grandes planos revestidos em materiais únicos, numa sensação de amplitude, de circulações livres, valorizando as peças de mobiliário de grandes designers brasileiros e italianos. Seu interior possui linhas minimalistas, elegantes e arrojadas. A madeira entra como elemento de aquecimento e o inox como elemento conceitual e de grande presença estética no projeto. O paisagismo produzido por Thalita Vitachi, foi inspirado na submata das florestas tropicais, onde a diversidade de espécies se espalha de forma natural e trazem vida ao ambiente.

Cisterna Deca — Tenório Studio — Osvaldo Tenório

A água é a protagonista deste espaço que buscou referência em cisternas para fazer uma analogia com o cuidado que a Deca tem com seu uso racional. Para isso, Tenório cria uma espécie de templo de apreciação da água, com uma cisterna de quase 80 mil litros. No hall de entrada, com mobiliário desenhado pelo profissional, uma cascata por onde a água corre pela escada de granito bruto e chega até ao espelho d’água. Este espaço funciona como uma espécie de varanda de contemplação por onde as pessoas são direcionadas a seguir por rampas metálicas, que oferecem uma visão completa do ambiente, entreabertos em meio às colunas e ao barulho da água, e proporcionam este momento de reflexão. Ao final do percurso, uma sala de banho pensada para um casal.

Jardim da Villa Olivo Todeschini — Daniel Nunes

Como uma continuação do ambiente de João Armentano, o jardim é um espaço de contemplação desenvolvido a partir da oliveira centenária que abraça a arquitetura. Heterogêneo e minimalista, o projeto é tomado pelo preto. O objetivo dos tons escuros é contrastar com o verde azulado das folhas da árvore e dos canteiros de alecrins. Destaque para os painéis de madeira, que foram carbonizados utilizando a técnica japonesa shou sugi ban.

Villa Olivo Todeschini — João Armentano

Sintonizado com o tema da mostra, João Armentano propõe a interação entre o jardim e a casa, de modo que o paisagismo, criado por Daniel Nunes, adentra todo o espaço, desde a entrada da casa, passando pelas janelas da cozinha e do living ao quarto. No living, por meio de portas pivotantes de vidro, do piso ao teto, e das brises recortadas, a grande protagonista do jardim, uma oliveira de 300 anos, trazida do Uruguai, transborda, imponentemente, no ambiente. Do lado oposto, um espelho externo como recurso de ampliação faz o visitante crer na existência de uma segunda árvore. Na casa de 320 m², o arquiteto convida à apreciação da mescla mais perfeita entre o antigo e o atual. Em toda a dimensão, peças de design contemporâneo foram harmonizadas às relíquias garimpadas em antiquários, selecionadas a dedo.

Le Riad Bontempo — Roberto Migotto

É quase uma miragem. É preciso respirar bem fundo antes de adentrar os domínios do espaço de Roberto Migotto, em parceria com Bontempo, empresa que celebra 40 anos de história. Riad é um tipo de construção originária do Marrocos cuja principal característica é ser voltada para um jardim interno, que funciona como um pátio. Le Riad Bontempo é uma releitura contemporânea dessa arquitetura: o ambiente é formado por uma casa de 400 m² e um jardim de 200 m² assinado por Luis Carlos Orsini. A paleta de cores do projeto é composta por tons desérticos como os amarelos queimados, crús, pretos e toques de verde folha nos itens de decoração, até os matizes de tijolos claros. Com direito a um teto de recortes geométricos executado pela Bontempo, onde a madeira é um elemento comum entre todos os ambientes, brotando desde o piso das áreas secas, até a marcenaria e o mobiliário feito sob medida, que aparece com destaque nas áreas do closet, biblioteca e cozinha.

Casa Cosentino — Debora Aguiar

Inspirada na contemplação dos quatro elementos da natureza – água, terra, fogo e ar –, Debora projetou uma casa urbana de 1.100 m², para um casal antenado, viajado e amante das artes, que tem como proposta levar a natureza de fora para dentro dos espaços, sem fronteiras entre o in e o out. O ambiente é um refúgio sofisticado e exuberante e conta com os principais revestimentos de alta performance da Cosentino e mobiliários planejados da SCA. Projetada para ser uma casa completa, é composta por um hall de entrada e social, suíte máster com closet e banheiro, home theater, espaço gourmet, sala de jantar, área de aperitivo com lareira e living. Na área externa, um grandioso jardim com piscina, terraço com lareira ao ar livre, gazebo fitness e lounges de descanso e contemplação. Tudo é integrado e permite tanto a convivência como também a privacidade.

Jardim da Casa do Relógio — Rodrigo Oliveira

Urbano e convidativo, essa foi a premissa do paisagista para projetar o Jardim da Casa do Relógio, um projeto totalmente invernal. Emoldurada por Pau-Brasil, a área verde de aproximadamente 200 m² busca a contraposição de tons, formatos e tamanhos através de espécies invernais. O propósito foi de que os espaços externos fossem cada vez mais utilizados de forma amistosa, para reunir amigos e familiares em meio a natureza. Para se tornar ainda mais convidativo, Rodrigo inseriu um grande sofá em volta da lareira ecológica.

Casa do Relógio — Dado Castello Branco

Inspirado nas townhouses de Amsterdã e Londres, Dado trouxe, nos 283 m², um primoroso conceito de integração e multifuncionalidade para seu ambiente. “Queremos mostrar uma casa completa, em uma pequena escala, conceitos de modo de vida como a integração dos espaços, onde temos living, home office, cozinha, adega e sala de jantar todos integrados. Livros, obras de arte, vinhos, som, panelas, tudo fazendo parte do mesmo contexto e principalmente, a integração do interno como externo”, comenta Dado. O projeto traduz essa proposta com as escolhas do arquiteto em cada detalhe. O antagonismo entre o acolhimento oferecido pela madeira encontrando o concreto, frio e impassível, ganha força quando ambos materiais se encontram num mesmo plano. O resultado é um ambiente moderno e, ao mesmo tempo, intimista.

Tempo — Renata Tilli, Vera Oliveira e Lucas Tell Push

Um jardim criado para atender quem deseja qualidade e tempo. Porque a vida atual demanda agilidade, plantas de crescimento rápido e pouca manutenção, por exemplo capim e bambu, foram escolhidas junto de materiais essenciais como pedras e areia. O lago foi feito segundo a filosofia da construção SysHaus: sem concreto, sem desperdício e com tratamento biológico. Tal austeridade revela, porém, a busca por um espaço ao mesmo tempo belo e pragmático, executado com técnicas modernas e complexas.

SysHaus — Arthur Casas

Uma nova maneira de morar foi apresentada na CASACOR no ambiente SysHaus, criado por Arthur Casas, em parceria com a startup que dá nome ao projeto. Em um espaço de 200 m², o projeto dessa casa de luxo mescla tecnologia de ponta, soluções de engenharia sustentável e design urbano. Além do sistema produtivo ágil – que entrega casas de alto padrão em até 60% de tempo a menos do que em processos tradicionais – a SysHaus é sustentável do início ao fim. Com a tecnologia da marca, a casa chega ao endereço 95% pronta para a montagem, sem gerar resíduos e nem consumir água – abundantemente desperdiçada em obras convencionais. A casa possui mecanismos de captação e reuso de água da chuva, energia solar por meio de painéis fotovoltaicos e biodigestor, que transforma lixo orgânico em gás para utilização na cozinha e lareira. Ainda é possível optar pela cobertura verde, que contribui naturalmente para o conforto térmico e acústico.

Boulangerie — Due Z Arquitetura e Urbanismo — Beatriz Zamperlini e Mariana Zimmermann

Inspirada nas boulangeries parisienses, a dupla mudou o estereótipo de espaço comercial e criou uma atmosfera de lar, com muito conforto e bem-estar, sem deixar de lado a funcionalidade e modernidade do ambiente. Assim, a Boulangerie Dona Deôla, com 209 m², apresenta ambientes interno e externo compostos por diferentes estilos de mesas e cadeiras, estofados com cores vibrantes, além de acabamentos que alinham design e sustentabilidade. A disposição do layout também favorece um clima descontraído e ideal para reunir pessoas em um mesmo local, para que possam conversar e fazer novos contatos.

Sensações — Flávio Abílio Rodrigues

“Busquei criar um espaço cheio de sensações, onde as pessoas pudessem se sentar e contemplar”, explica o paisagista Flávio Abílio Rodrigues. O ambiente, que traz plantas aromáticas como alecrim silvestre e lavanda, conta com um banco verde de palete de 28 m². O profissional optou por um projeto com plantas elevadas, utilizou caixas de ferro duas delas contêm patas-de-elefante com 5 metros de altura e mais de 80 anos e preencheu as floreiras já existentes com camélias.

Casa Menir — Très Arquitetura — Fernanda Morais, Fernanda Tegacini e Nathália Mouco

Com traços limpos e modernos, as arquitetas foram influenciadas pela poesia rudimentar e fascinante que ronda o começo da história da humanidade, ressaltando a essência simbólica das cavernas como moradia e resgatando a origem do homem que se apropria de algo e, de forma simples, o torna aconchegante e seguro. Nasce então, a Casa Menir, nome inspirado no primeiro símbolo de arquitetura conhecido. Com o conceito de Casa Viva, as profissionais foram guiadas pela ideia de criar um ambiente que fosse realmente desfrutado e não deixaram nenhuma parte dos 56 m² de fora. Idealizando um refúgio urbano, mas de natureza rústica, que exalta contemporaneidade com o uso de materiais naturais, o espaço conta com poucos móveis, prioriza a cozinha e dispõe de living, quarto, banheiro, closet e um jardim anexo. Já a paleta de cores, com tons neutros como bege e preto, além de latão e terra, torna a decoração equilibrada e convidativa.

Sala Biblioteca — Rosa May

Fibra natural, tecidos de linho cru e madeira são o palco para uma decoração eclética e elegante. Na sala de 50 m², a harmonia prevalece entre os elementos diversos: o lustre Sputnik em bronze escurecido da década de 70 italiano, desenhos de Cícero Dias, a poltrona Joaquin Tenreiro e abajures em placa de murano também dos anos 1970 fazem do espaço um local acolhedor e repleto de referências da profissional. Rosa May traz na bagagem a curiosidade de ter participado da primeira mostra CASACOR São Paulo.

Estúdio 4 — Clarisse Reade, Carolina Reade e Adriana Pereira

Uma sala inspirada em um jovem com seus 30 e poucos anos que possui uma bagagem cultural rica. Entre os principais interesses deste personagem, que tem no cômodo um refúgio de sua rotina corrida, estão a arte e a literatura. O espaço de 40 m² ganhou um mix de referências bem calculado, com mobiliário contemporâneo e também garimpado em antiquários. Na ala mais atual, estão peças com linhas retas e minimalistas da Interni, e entre as antiguidades estão, por exemplo, cadeiras francesas da década de 1960 de Juliana Benfatti, um banco de madeira francês do século 19 do antiquário Arnaldo Danemberg e uma dupla de cadeiras Butterfly vintage de design moderno.

Loft LG #amour — Patrícia Hagobian

As formas arredondadas do coração serviram de inspiração para a arquiteta criar uma linha de produtos especificamente projetada para o espaço de 98 m². Ao entrar no ambiente o visitante percebe o aconchego do living, que é composto pelo grandioso Sofá Amour que preenche a sala com charme e sofisticação. A cozinha gourmet, que une os ambientes do loft, foi toda desenvolvida em tom azul petróleo, com uma combinação perfeita entre os tons. Destaque para a adega feita com cabos de aço pintados de preto e iluminação embutida. O highlight que dá o tom cool no projeto fica por conta do neon com a palavra “amour”, logo acima da cabeceira da cama. O banheiro da suíte, segue a tendência das divisórias em ferro preto, imprimindo o estilo industrial ao ambiente.

Casa Essencial — Gustavo Martins

A obra clean e pessoal do arquiteto paulista Gustavo Martins traduzida pela primeira vez na CASACOR traz o ambiente pensado para um colecionador e nele cabem duas paixões: a arte e o design. Com estilo sóbrio e elegante e materiais nobres, como as atualíssimas pedras e o papel nas duas paredes laterais à entrada do ambiente em forma de L. Sobre o piso, também de pedra, tapetes suaves, mas com personalidade. Em seguida ao living, vê-se o fundo uma bancada que reforça a ideia da discreta área gourmet, e ao seu lado um ambiente inteiro é dedicado à leitura e ao descanso, já que o clima é de relaxamento. O verde entra na composição num jardim vertical e a iluminação é suave o suficiente para transmitir o clima sofisticado de paz.

Loft “Alguma coisa acontece no meu coração” — Marcelo Salum

Para o ambiente de estreia na CASACOR SP, o arquiteto catarinense escolheu um loft que pede licença para entrar nessa grande e poderosa metrópole, usando como alter ego o próprio escritório para criar o conceito. Em sua sutil homenagem à São Paulo que recebe e acolhe tantos brasileiros, Salum pensou em um espaço multiuso, que aproveita a arquitetura da área. Assim, uma enorme escada sugere a entrada de um banheiro, onde o artista plástico Juliano Aguiar criou uma instalação composta por relicários de objetos pessoais e telas dos personagens que habitam o espaço. No outro ambiente, uma sala de estar com um canto verde e duas camas de solteiro. E, como é característica de seu trabalho, aposta muito nos detalhes. Tecidos foram bordados com trechos de músicas de Chico Buarque e Caetano Veloso. Ele diz ainda que a escolha das cores também seguiu essa lógica: tons de cinza predominam pelo espaço, enquanto metade das paredes e o teto ganharam um tom de verde: “É como um pedido de mais oxigênio para essa cidade”.

Loft [NINHO] — Nildo José

“Cada vez que me refaço, sou mais inteiro aos pedaços”, essa foi a frase que serviu de partido para Nildo José idealizar o loft NINHO, um espaço de acolhimento afetivo, para abraçar, levar conforto por meio dos sentidos e também tocar a alma. Com 80 m², e apesar de integrado visualmente, o ambiente é dividido em três áreas com funções distintas: cozinha, social e íntima. A cozinha, subdivida em três ações: fazer, comer/beber e ler, emprega uma tendência contemporânea de ‘cozinha de estar’. Ao avançar o espaço, encontra-se o setor social, onde está o living e também suas subdivisões interligadas: colecionar, reunir e interagir. Por fim, a área intima, localizada em frente ao living e dentro de uma grande caixa-mezanino, também subdividida em três ações: dormir, banhar e meditar, composta por quarto, banheiro e o terraço jardim, com paisagismo de Bia Abreu, foi repensada para priorizar a meditação e desconexão do morador. Espaços capazes de criar e despertar memórias, que abraçam a alma, e os quais completam seus moradores, transformando-se em verdadeiros ninhos.

Loft Eu + Tu + Elas — Michel Safatle

Inspirado por mulheres que fizeram parte da sua trajetória Michel Safatle apresenta um espaço de 125 m² que celebra o olhar feminino e valoriza a integração dos cômodos ao questionar a relação entre moradia e intimidade. Conduzido por um hall galeria de dimensões compactas, os visitantes são recebidos por uma sequência de retratos, onde Michel reuniu seis mulheres singulares junto das quais ele aprendeu, conviveu e formou seu próprio olhar. Logo na sequência, o público é surpreendido ao adentrar no exuberante ambiente que integra cozinha, sala de jantar, sala de estar, home office, quarto e uma pequena sala com banheira, além do confortável banheiro closet encapsulado pelo volume arquitetônico azul. “Com a tecnologia e as redes sociais, cada vez mais as pessoas estão expondo sua intimidade. O projeto reflete isso ao trazer apenas um anexo isolado por paredes, onde ficam banheiro e closet”, explica o arquiteto.

Lavabo dos Encontros — Jean de Just

Para o espaço de 60 m² Jean debutou de dois pilares: o Brasil Pré-Colonial, onde o Cacique do Xingu, Anuiá Amarü, foi convidado a fazer uma pintura com mais de 7 metro em uma parede, obra composta por quatro cores: o tom branco e azul representam o céu; o vermelho, são os seres e a vida e o preto do jenipapo De outro lado, foi instalado o Biombo de azulejos do famoso arquiteto Noel Marinho, que fez esse trabalho especialmente para a mostra. Infelizmente Noel faleceu recentemente, no qual essa peça se tornou ainda mais significativa para Jean, sendo a última produzida pelo arquiteto. Com o espaço preenchido de texturas, cores e diferentes elementos, obtém-se a complexidade e pluriculturalidade dos diferentes “Brasis”.

Galeria Anamórfica — José Luiz Favaro

Um passo atrás, outro para o lado, um pouquinho mais para baixo: quando o espectador se coloca em um ponto determinado percebe que as linhas distorcidas em laranja e cinza que cobrem o corredor de 2,20 x 15 m finalmente formam um desenho. “Quem está percorrendo a CASACOR vem de ambientes cheios de móveis, acessórios, diferentes volumes e tramas, e de repente a pessoa precisa alterar o próprio padrão de percepção para decodificar a galeria”, diz José Luiz Favaro. A inspiração apoia-se em dois movimentos artísticos: do figurativo Barroco veio a ideia de um único ponto de fuga em que o todo se constrói; e da Op Art veio a pintura geométrica, alternando claro e escuro ou branco e preto.

Hall da Biblioteca — Bruno Carvalho

A inspiração do designer de interiores surgiu das tonalidades do céu e do mar, cenários constantes nos momentos de descontração do ser humano, seja durante uma viagem de férias, um feriado prolongado ou uma paisagem presente na rotina. O sentimento de aconchego também é um objetivo do designer. “São 50 m² idealizados para mexer com o público” diz Bruno. Todas as paredes internas são pintadas em tinta “Olho Grego” e no living o imponente sofá feito de plumas é um convite para um instante de reflexão e leitura. A mesa de centro Elíptica, desenvolvida com exclusividade para o ambiente, o tapete Blur, assim como a poltrona revestida com tecido inédito em tons azulados concluem o ambiente central.

Cabinet Extraordinaire — Luiz Otávio Debeus

Design, preciosismo e boas doses de história dividem a cena no Cabinet Extraordinaire. Nos 78 m² do ambiente que se divide em antessala e sala de estar, propõe um impactante passeio no tempo ao reunir referências visuais de diferentes épocas. “Quis mostrar que é possível misturar diversas referências, com peças e conceitos que considero importantes na minha trajetória profissional”, conta o designer de interiores. Por isso, no living, que é uma homenagem ao colecionador de arte, há itens de estilo Art Déco, Biedermeier sueco, neoclassicismo, peças indianas e da Escola Memphis, todos mesclados sem medo de ousar. Um mix-and-match elevado à máxima potência.

Home Family — BC Arquitetos — Bruno Carvalho e Camila Avelar

‘Não me falta cadeira, não me falta sofá, só falta você sentada na sala’, já dizia Arnaldo Antunes nos versos e estrofes da canção ‘A Casa é Sua’. Inspirados e guiados pela essência e natureza que tais palavras emanam, a dupla do escritório carioca BC Arquitetos, apresenta o Home Family, ambiente de 62 m², multifuncional, que resgata os laços humanos de afeto e aconchego. Os profissionais criaram um espaço que engloba biblioteca, adega e estar, onde a arte se destaca com uma narrativa delicada e poética, que busca pelo resgate das origens dos homens e pela aproximação das pessoas independente de classe social, gênero, origem ou religião.

Sala de Jantar — Naomi Abe

É com uma sala de jantar de 38 m² que a designer de interiores Naomi Abe marca sua volta à CASACOR. Ela assina um ambiente que valoriza a brasilidade em cada detalhe: “o ambiente é inspirado naquilo que já vi de belo dos designers e artistas brasileiros”, explica Naomi. Assim, ela pretende passar toda a alegria intrínseca ao país, por meio de móveis e elementos tradicionais do design brasileiro. Entre eles, o uso de cobogós, que formam as paredes do ambiente, valorizando a entrada de luz natural. Para dar um efeito ainda mais diferente, foram aplicados espelhos atrás dos cobogós, que dão a impressão de continuidade. Outro elemento que merece destaque é o ladrilho hidráulico aplicado no chão. Naomi desenhou as peças cujas cores são inspiradas nas obras de Tarsila do Amaral.

TOKI — Um mergulho no meu tempo — Juliana Pippi

“És um senhor tão bonito / Quanto a cara do meu filho / Tempo, tempo, tempo, tempo… / És um dos deuses mais lindos.” Os versos de Caetano Veloso em sua “Oração ao Tempo” embalam a verve criativa da arquiteta Juliana Pippi. A sala intimista que materializa a reconexão com o tempo – e com nós mesmos – é a proposta da arquiteta que fez uma leitura panorâmica tanto do tempo enquanto passagem cronológica, quanto da metáfora de seu aproveitamento e da angústia pela sua falta. A profissional imaginou um pequeno cubo de 40 m² como zona de contenção, calmaria, equilíbrio e recarga, onde leveza e frescor imprimem as maiores notas por meio de paleta suave, tons esmaecidos, texturas aconchegantes e um forte apelo craft na seleção de superfícies e acessórios. “Todo o layout é voltado para a janela, para descansar a vista e direcionar o olhar para o mundo – e para o tempo – que nos espera”, finaliza

Suíte Casal — Marlon Gama

Marlon Gama apresenta a Suíte Master, ambiente que evidencia requinte e conforto e procura atender as necessidades originais de um quarto de casal. O arquiteto utiliza texturas e cores e as compõe no espaço de 55 m², subdivididos em estar, descanso e closet, com muito equilíbrio e elegância. O ambiente foi criado para um casal com diferentes personalidades, práticos, dinâmicos e muito modernos, além de um caráter próprio e funcional. A proposta é de um ambiente aconchegante e ao mesmo tempo clean, minimalista, e que fuja da impessoalidade. A praticidade do dia a dia resume o layout dinâmico do quarto x openning and walking closet.

Quarto do Bebê — MN Arquitetura e Interiores — Mayara Clá e Natasha Haddad

O quarto tem 25 m² e conta com texturas diversas, uma horta com cenouras, tomates e abóboras confeccionadas em feltro, além de animais representados por pufes, uma rede para as futuras brincadeiras da criança e – como ponto alto – uma árvore desidratada da Svetlana. Toda a iluminação é indireta instalada nos painéis e no teto através de uma fita de LED em uma sanca bem fina, discreta. “É um equívoco pensar no quarto do bebê como exclusivamente da criança. Afinal, os pais passam boa parte do tempo nele seja para amamentar ou ninar, e nossa intenção foi projetar um lugar acolhedor para todos que desperte a curiosidade para ambientes de muita natureza. Daí a ideia da árvore e da horta”, explica Mayara.

WC No Gender — Piloni Arquitetura & Interiores — Lisandro Piloni

Uma atmosfera dos anos 1980 toma conta do banheiro unissex de 30 m² criado pelo arquiteto Lisandro Piloni, que traz referências ao estilo Memphis no uso de formas geométricas e cores intensas. “Faço das cores minhas aliadas, assim como acontecia na moda e no design na década de oitenta. O esboço do meu projeto começou com a seleção da paleta de tonalidades possíveis para a criação de um espaço expressivo e informal”, explica Piloni. O contraste entre os tons segue a tendência color blocking, que ora une nuances complementares, ora análogas, e confere um clima bem moderno ao banheiro. O banheiro foi projetado a fim de atingir todos os públicos, não há distinção, seu propósito é oferecer uma oportunidade para aceitar e admirar o ser em sua maneira mais pura e íntima.

Cozinha Matriz — TRiART Arquitetura — André Bacalov, Kika Mattos e Marcela Penteado

Com 40 m² e área externa de 21,94 m², os arquitetos se inspiraram no conceito muito presente na Europa, em que antigos casarões e galpões que já não funcionam são modificados sem perder a arquitetura original e a aparência destroyed. A ideia foi transformar o Jockey em uma cozinha marcada pela história do edifício. As partes que já estavam desgastadas pelo tempo, foram propositalmente deixadas em evidência e algumas camadas de pinturas antigas foram retiradas até chegar à estrutura original. Outro elemento que merece destaque é a escultura do artista plástico cubano Jorge Mayet, que fica em destaque suspensa no centro da escada. O trio optou por fazer um recorte em color block verde, compondo a parede localizada atrás da obra.

Loft Caleidoscoop Coral — Maicon Antoniolli

Inspirado nas três faces do caleidoscópio, o interior do loft se mostra como um ousado exercício estético onde não há qualquer superfície branca. O projeto lança um olhar curioso sobre o uso da cor nas seguintes vertentes: composição, distorção e fragmentação. A sala de estar conta com um formato de um bloco azul, que contrasta com os tons de rosa e vermelho dos mobiliários. Na cozinha e no coworking, Maicon deu continuidade ao processo de combinação de cores. Em ambos os cômodos, ele brincou com as dinâmicas espaciais e as noções de altura, largura e profundidade, com uso de tintas coloridas, que ajudam a concretizar esses ambientes. Para isso, buscou referências nas obras de Josef Albers e no trabalho de Hércules Basotti. Na suíte há um terceiro momento do projeto, onde é dado um tratamento diferente para cada superfície e os materiais, e a tinta colorida fragmenta a noção de espaço. Todos os cenários são costurados pelo mobiliário vintage e sustentável que resgata as memórias da convivência familiar.

Geo Garden — Ricardo Afiune e Peter Burmeister

Inspirado pelas formas geométricas da natureza, os profissionais assinam um jardim de contemplação e descanso. Dessa forma, é criada uma sensação de movimento equilibrado de luzes e sombras. Plantas como guaimbê e fênix são inseridas como um contraponto orgânico às espécies geométricas e valorizadas por abajures externos e projetores de LED. Mobiliário de madeira e jardineiras com aço tratado e pedras formam um bloco modelado dando ritmo e movimento ao projeto, que foi desenvolvido em apenas dois dias.

casa moysés — Studio 011 — Bárbara Gomes e Giulliana Savioli

Em 80 m², Barbara Gomes e Giulliana Savioli propõem um novo jeito de pensar sobre showroom. Sem deixar de lado a sustentabilidade, as profissionais criam uma estrutura que pode ser desmontada e reconstruída em qualquer outro local, contribuindo para uma rápida implantação e diminuição de recursos. O espaço contém uma loja de 38 m², marcada pelas ripas de madeira no tom cinza, cor escolhida como base para o novo catálogo da casa moysés, e um quarto de 40 m² extremamente confortável que forma uma grande vitrine emoldurada quando visto da entrada da loja. Destaque para as obras de arte, resultado da parceria entre artistas nova-iorquinos e brasileiros chamada de “Textile Project”.

Galeria de Óculos — Estúdio Gaetta — Ana Paula Gaspar e Fernanda Panetta

A Galeria de Óculos, das arquitetas do Estúdio Gaetta, é marcada pela fusão entre os estilos clássico e contemporâneo nos 65 m² do ambiente. Logo na entrada, três expositores, em alturas distintas, são intensamente abrilhantados pela luminária Zoom. Os demais expositores de óculos concentram-se nas laterais, também em alturas dinâmicas, e nas prateleiras retro iluminadas ao fundo. Na sala de espera, com aconchegante estética de living residencial, o ton sur ton de cinzas é aquecido pelos boiseries que emolduram as obras de arte. O décor clean e elegante exalta o design dos modelos multicoloridos de óculos assinados por Gustavo Gonçalves, transitando entre os dois estilos e as formas geométricas, assim como o espaço que os abriga.

Jardim da Deca — Plantare — Armando Salvador e Thalita Vitachi

A inspiração para o paisagismo veio dos belos parques urbanos de Los Angeles, nos Estados Unidos, no entanto a dupla Armando Salvador e Thalita Vitachi, da Plantare, não abriu mão da brasilidade ao criar o projeto. O carandá, espécie nativa, exerce um protagonismo marcante no jardim. Já a composição de cactáceas e suculentas, plantas de baixa exigência hídrica, proporciona um aspecto exuberante e escultural ao ambiente, que foi criado para o encontro e desfrute das áreas verdes da mostra.

Praça CASACOR — João Jadão e Catê Poli

Mais do que servir de passagem para todos os prédios que integram a mostra, a praça de 320 m² é o ponto de encontro para quem deseja não só contemplar a natureza como desfrutar dos recantos preparados pelos paisagistas. Na composição do jardim, a equilibrada mistura de árvores, palmeiras, folhagens, arbustos e forrações em vários tons de verde cria um visual harmônico de formas e proporções. Os paisagistas combinaram espécies resistentes ao sol forte do local e de fácil manutenção, que demandam pouca irrigação. Seguindo o tema Casa Viva, a dupla apostou também no plantio de árvores nativas e frutíferas, como a Jabuticabeira e a Cerejeira.

Lounge Sensações — Gustavo Paschoalim

Com 92 m², este projeto se inspira nos lofts americanos do Brooklin e Chelsea. Um ambiente com tijolinhos a vista, janelões de ar industrial, colunas e cozinha integrada ao ambiente social quase indivisível, ideia de “o espaço é todo seu!”. O arquiteto mostra um lounge com uma decoração que paira entre sofisticação e atmosfera mais jovem, em cores sóbrias. O sofá, desenhado pelo próprio arquiteto em veludo, é a peça central do projeto. O espaço é único, traz uma sensação acolhedora para se estar só ou mesmo amplo para receber os amigos. Os charmosos tijolinhos na parede e a bancada fazem a combinação perfeita no mesclado de cores do ambiente. Uma pequena horta, assinada por Chris Pierro, traz ao visitante a conexão com a natureza.

Loja CASACOR Duratex por Armazém do Marton — Marton Estúdio — José Marton

A proposta é inovadora: uma loja sustentável de 80 m² com estrutura de madeira controlada coberta por 25 m² de vegetação. “É o conceito da Casa Viva aplicado poeticamente em um templo de compras”, revela José Marton. A ideia é que o espaço lembre uma estufa e remeta ao cultivo da vida. Além do visual não convencional, o outro trunfo do projeto é a possibilidade total de reprodução da estrutura. “Nós trabalhamos com cenografia, por isso, temos uma grande preocupação com o descarte. Neste projeto, tudo foi pensado para não impactar negativamente o ambiente. A loja pode ser desmontada e montada em qualquer outro evento”, explica.

Jardim do Entardecer — Myrian Marquez

O crepúsculo é o tema do ambiente de 28 m². As Hespérides, ninfas gregas que personificam o entardecer, foram a inspiração da designer floral, que faz sua estreia na mostra. Um jardim vertical revestido de gramíneas e heras – mais uma inspiração na mitologia – recebe a impressão do rosto de uma deusa, criando harmonia entre a arte e vegetação. Oliveiras e romãzeiras em vasos reforçam a atmosfera onírica que presta homenagem ao feminino. Um banco de madeira ecológica convida o visitante a sentar e apreciar a paisagem.

Galeria de Arte — Luciano Dalla Marta

O espaço idealizado pelo arquiteto, que assina todos os projetos da Urban Arts, traz o mood das mais importantes e modernas galerias de arte, criando um espaço funcional com projeto de iluminação desenvolvido especialmente para essa instalação inédita na mais ilustre mostra de arquitetura das Américas. Baseado na ideia de containers, traz a sensação de uma galeria de arte para a CASACOR. A iluminação especial para as obras em destaque, além do ambiente claro e limpo, oferece a calma para que os visitantes consigam absorver os detalhes, num projeto único com curadoria pensada para o público da mostra. Os arquitetos e os visitantes terão a oportunidade de comprar os quadros na própria loja e podem solicitar a entrega em casa.

Lounge da Editora Abril — Julio César Dantès e Camila Szuminski

Para criar a loja de 12 m², o Lounge da Editora Abril, o designer de interiores Júlio César Dantès e a arquiteta Camila Szuminski se inspiraram na Igreja da Luz, Japão, projeto do premiado Tadão Ando. A dupla trouxe um olhar inovador do outro lado do mundo quebrando paradigmas e mostrando que é possível criar um espaço comercial harmonioso, belo, filosófico e questionador. Como a entrada de luminosidade era um dos grandes objetivos, o espaço é envolvido por muitos vidros. Nas paredes, o revestimento de concreto revela diferentes intensidades de cinza, fazendo contraste harmonioso com a mesa de madeira certificada e a estante em formato de L, que exibe revistas e objetos de decoração.

Lounge de Saída — Denise Monteiro

Ao contrário do que uma primeira impressão possa sugerir, este ambiente não é um mero local de passagem. Por meio da arte, a arquiteta criou um espaço de contemplação para vivenciar bons momentos. O crochê é um elemento fundamental do Lounge, presente em peças e oferecido como atividade ao visitante. Tons claros e ferrosos junto de um mosaico de madeira em uma das paredes criam uma atmosfera calma, natural e elegante, que convida a permanecer.

Serviço:

CASACOR São Paulo 2018
Data: de 22 de maio a 29 de julho de 2018
Horário: de terça a sábado, das 12h às 21h; domingo, das 12h às 20h
Local: Jockey Club de São Paulo
Endereço: Av. Lineu de Paula Machado, 875 | Jardim Everest | São Paulo | SP
Ingresso: de terça a quinta-feira: Ingresso inteiro, R$ 60; Meia entrada, R$ 30. Sexta, sábado, domingo e feriados: Ingresso inteiro, R$ 76; Meia entrada, R$ 38. Passaporte único, R$ 180
Mais informações: 11 3037.6857
casacor.abril.com.br