28/01/2021 — Texto: Avesani Comunicação | Fotos: Rafael Renzo

Os proprietários buscavam um apartamento mais limpo, sem excessos, refletindo o jeito de ser dos dois, porém esteticamente belo e funcional

Este apartamento de 80m² fica na Vila Olímpia, São Paulo, e foi desenvolvido para um casal, sem filhos, que estava saindo de um apartamento maior em busca de outro estilo de vida, mais compacto e sem excessos desnecessários. Queriam um imóvel mais “limpo”, mas ainda sim com personalidade, que refletisse o jeito de ser dos dois e que além de esteticamente belo, também fosse funcional.





O conceito construtivo do MaxHaus é de apartamentos entregues totalmente integrados, sem divisórias (com exceção dos banheiros), o que permite uma criação bem livre. Então as arquitetas Fabiana Silveira e Patricia de Palma, do SP Estúdio, alteraram algumas disposições da planta original, construíram uma parede para isolar o ambiente do quarto, englobando o banheiro que existia nesse espaço, criando assim uma suíte.

O apartamento conta com janelas em toda a parede lateral, que proporciona muita iluminação e ventilação natural para o ambiente. Por terem deixado a laje aparente, ou seja, não rebaixaram forro, fizeram toda a distribuição da iluminação com trilhos e spots direcionáveis, todos na cor preta, para evidenciar o desenho da iluminação, em contraste com o cinza do concreto aparente. Além da iluminação geral, foram incluídos pontos de iluminação indireta na marcenaria, com fitas de LED e luminárias decorativas com conceito industrial.

Os tons de azul são os destaques na paleta cinza: o azul bic das portas para o lavabo e área íntima (Azul Lápis Lazuli, da Fórmica) e o sofá em azul médio. O material predominante é o cimento, que aparece no piso, na laje e no pilar (os dois últimos em concreto aparente, mas que dão a mesma sensação visual do cimento).

Já o destaque da entrada fica por conta do aparador vintage da Desmobília, que funciona como apoio para os capacetes dos moradores, usados no dia a dia, e a parede com pilar aparente que recebeu arte do Giuliano Martinuzzo, destacando-o ainda mais. A bicicleta dos moradores foi incluída na decoração, já que é usada quase diariamente e não faria sentido deixá-la guardada, mesmo sendo uma bicicleta dobrável, então as arquitetas propuseram deixá-la como destaque, logo na entrada.

O uso de cores em locais pontuais, a estante desenhada por elas especialmente para o projeto e o desenho feito diretamente na parede (arte do Giuliano Mart) são os principais destaques, que vieram para contrapor os materiais mais brutos, como o piso todo em cimento queimado e o pilar central e laje, em concreto aparente.

O principal desafio da dupla foi chegar ao resultado estético final desejado, com poucos elementos e que estivessem ali porque realmente necessitavam estar, sem excessos.

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