10/01/2020 — Texto: Lara Savana | Fotos: Studio MEMM

A reforma de um antigo apartamento nos Jardins, em São Paulo, para um casal que acaba de retornar de uma temporada em Nova Iorque, teve como premissa atender a um modelo de vida mais prático, autônomo e flexível

Quem assinou o projeto de reforma foi o Studio MEMM, que buscou repensar esse apartamento padrão, pondo em xeque a necessidade dos ambientes de antigamente, como o segundo quarto e o quarto de funcionário, que quase não eram utilizados.

Um dos desafios foi adaptar uma planta fragmentada, de 74m², para gerar maior espaço e conforto. O processo inicial que questionou o programa foi essencial para garantir isso. “Quando os clientes perceberam que haveria muitos espaços subutilizados no apartamento e que pagariam por isso, buscou-se estratégias para dar o devido uso e formar um grande espaço”, explica o responsável pela obra. Uma outra dificuldade foi convencer que a proposta de remover tantas paredes não era um devaneio arquitetônico e que teria benefícios no dia-a-dia do casal.

No campo dos materiais, as paredes de alvenaria foram substituídas por caixilharia preto fosco de alumínio, que passam a ser um elemento simbólico no projeto. Além de contrastar com as paredes brancas que receberiam as artes das coleções do casal, o sistema é um marco das antigas barreiras físicas e visuais do apartamento. Com os vidros e portas de correr, os limites se tornam mais flexíveis, mantendo as barreiras entre áreas de serviço, estar e íntimas voluntárias. A caixilharia se torna o enquadramento de um espaço que seria velado e subutilizado e o reintegra ao espaço comum do apartamento com mais janela, luz e paisagem.

Após a reforma, o apartamento se abre de um extremo ao outro, aumentando a sensação de amplitude, sem perder seus setores, gerando quase que um único espaço no apartamento, antes entendido como uma sucessão de pequenos cômodos. Retirou-se inúmeras paredes de forma a criar um loft, fazendo com que as atividades da casa acontecessem sem barreiras, em um grande ambiente. Dentre as divisórias demolidas estão as do segundo quarto, lavabo, cozinha, e área de serviço.

O novo closet apareceu em uma parcela da antiga sala de estar que era usada para uma generosa e ineficiente circulação, resultado de uma planta recortada. Ao adotar uma circulação linear até o fim do apartamento, o trecho da sala ficou vago, e nele criou-se a oportunidade para a área de roupas.

Todos os ambientes de estar, íntimos, incluindo banheiro do casal contam com luminárias de embutir recuadas, de superfície e balizadores para gerar ocasiões mais aconchegantes, decorativas, ativas, de leitura e maquiagem.

Para saber mais, acesse: www.studiomemm.com