07/05/2018 — Texto: new image + id | Fotos: Andre Mortatti

Projeto do arquiteto Kleber Arigucci valoriza o concreto e originalidade arquitetônica.

O projeto desenvolvido pelo arquiteto Kleber Arigucci buscou modernizar um imóvel de quase 40 anos, de autoria atribuída a Ruy Ohtake, para atender as necessidades atuais de moradia do novo proprietário: morar sozinho de forma prática e sem excessos na decoração.

Foram modernizadas todas as instalações, os acabamentos e a planta, onde os elementos estruturais existentes, como as grandes paredes de concreto, foram destacados. A ideia de manter a estrutura de concreto exposta é para reforçar a originalidade arquitetônica e dar contemporaneidade ao projeto de reestruturação.

Além disso, com a demolição de um dos três quartos foi possível aumentar a suíte principal. A sala de almoço e sala de jantar passaram a ser um único ambiente integrado com a cozinha, que fica resguardada ou também integrada por meio de um painel de correr.

O desenho geométrico vazado deste painel garante uma ventilação cruzada entre a área de serviço e a área social, diminuindo a necessidade de utilizar o ar-condicionado.

Os espaços integrados e a luz natural do ambiente foram premissas e elementos fundamentais para a realização desse projeto. Tudo foi pensado para criação de um projeto atemporal, adotando uma paleta neutra de cores e com influência Modernista. Painéis de pau-ferro contrastam com o concreto aparente em todos os ambientes.

No projeto também foi valorizada a comunicação entre o ambiente interior e o exterior. Para isso foi criada uma caixa de madeira contornando a janela da sala de estar. A dimensão generosa desta caixa permitiu criar um banco na parte inferior, perfeito para descansar, ler ou contemplar a paisagem por meio da persiana no mesmo material.

A decoração traz móveis dos anos 60 assinados por Jorge Zalszupin, Giuseppe Scapinelli e também por designers contemporâneos, como Jader Almeida, que convivem em perfeita harmonia com obras de arte, como o colorido e delicado trabalho da artista Bettina Vaz Guimarães.

Também foram desenhados móveis exclusivos para atender uma necessidade minimalista de esconder todos os equipamentos de áudio/vídeo e caixas de som. No móvel da TV, portas com fechamento de linho natural garantem privacidade e deixam passar as radiações dos controles remotos sem ter a necessidade de abrir as portas.

Outro detalhe que recebeu atenção especial foi a iluminação. Sempre buscando uma luz acolhedora, na sala de estar foram eliminados os pontos de teto sendo utilizadas somente luminárias de mesa e de piso. Na sala de jantar o pendente linear transforma o teto branco em um grande refletor produzindo uma luz indireta e eficiente.

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