20/20/2020 — Texto e Fotos: Vinicius Moscato

A reforma do apartamento integrou e ampliou os cômodos,  deixando a vida dos moradores muito mais agradável

Que arquiteto já não ouviu: “queremos dar só uma maquiada na casa“? Quando o casal de amigos do Ralf Sperka, arquiteto de Curitiba, precisou reformar o apartamento de 95 m² no bairro Hugo Lange, não imaginava as possibilidades que existiam no espaço e a transformação que a casa passaria. Ralf, que havia feito a primeira reforma para o casal alugar o apartamento, chegou na visita técnica pensando nas cores das paredes e saiu decidido a derrubá-las: mostrou aos amigos que a integração e a ampliação dos cômodos deixariam suas vidas muito mais agradáveis.

Ao final, o apartamento originalmente com quatro quartos terminou com um closet e duas suítes, uma para o casal e outra para as visitas. Além disso, um dos quartos foi incorporado à sala e transformou o cômodo em um amplo ponto de integração.

Os materiais foram os protagonistas e deram unidade ao projeto. A madeira foi amplamente utilizada e outros materiais frios, como as placas cimentícias e o laqueado, trouxeram o equilíbrio entre o refinado e o rústico, sem roubar a atenção um do outro. “Os clientes foram exigentes quanto ao acabamento e queriam, a princípio, materiais bem acabados. Explicamos a necessidade de equilibrar para que os revestimentos não competissem e deixassem os ambientes desconfortáveis“, afirma Ralf. Uma pedra para revestimento externo de piscina se tornou tampo de mesa apoiado em uma estrutura metálica; placas cimentícias, geralmente usadas para construir estruturas, foram usadas como revestimento nas paredes; o sofá do Estúdio Bola e as poltronas Desmobilia, que acompanham as mudanças do casal há anos, ganharam nova aparência para a nova fase.

Ao final do corredor criado pela madeira aplicada na sala, uma estante para memórias de viagem, livros e outros objetos de arte, como uma cerâmica Kimi Nii. A estante fica na face oposta ao closet, e é nesse ponto da casa que o fluxo é distribuído para os outros ambientes, como o quarto de hóspedes, de casal, e banheiros.

A cozinha manteve seu layout original, e recebeu, das mãos do arquiteto, uma estante para os livros de receita e outros objetos decorativos acumulados durante viagens do casal.

Dois quartos foram unidos e se transformaram no amplo quarto do casal. A madeira, o concreto, e os tons terrosos continuam marcando presença. O contraponto fica por conta das luminárias bourgie e cadeira mademoiselle Missoni, ambas da Kartell, plantas, livros e quadros, especialmente a peça da artista plástica Livia Fontana que emoldura a cama.

A instalação das luminárias do lavabo, em formato de círculo, na parede lateral junto com o espelho herdado, com suas características intactas, imprime personalidade ao ambiente. Para contrapor, o arquiteto concebeu o tampo do lavabo em porcelanato rústico e novamente as placas cimentícias como revestimento das paredes.

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