05/12/2020 — Texto: dc33 Comunicação  | Fotos: Evelyn Müller

Do mais avermelhado ao bege, a arquiteta Marina Carvalho apresenta formas de criar composições com os tons terrosos

Tanto na moda, quanto no décor, uma das maiores fontes de inspiração é a natureza, que nos premia com um verdadeiro catálogo de cores. Com o desejo de conexão com o natural e a busca por sensações de conforto e acolhimento, a paleta de tons terrosos segue em alta na realização de projetos de arquitetura de interiores. Quem realiza essa afirmação é a arquiteta Marina Carvalho, à frente do seu escritório Marina Carvalho Arquitetura.





Entusiasta da paleta, ela conta que já era evidente esse anseio do ser humano em traduzir, dentro dos lares – principalmente nos centros urbanos –, a presença dos tons terrosos em diversos elementos que compõem o décor. Todavia, com o ressignificado que a casa alcançou durante o ano de 2020, a referência do terroso seguirá com expressiva envergadura em projetos que buscam a ideia de refúgio, bem-estar e uma simplicidade que nos recepciona em todos os momentos. “O cinza marcante na cena das grandes metrópoles continua com sua relevância, mas é muito nítido que ele tem perdido espaço para os tons naturais, como a terracota. Além disso, independentemente do tamanho do imóvel, o morador tem feito questão de trazer as plantas, em um estilo Urban Jungle”, conta Marina.





A fauna e a flora são fontes de inspiração para os projetos assinados pela arquiteta e, nessa diversidade, ela ponta que um dos elementos mais versáteis é a terra, que pode estar presente na cartela de cores que envolve o marrom, cáqui, caramelo, mostarda, terracota, goiaba, bege, areia e até o verde musgo.

Em uma leitura moderna e contemporânea, o viés rústico e natural do tijolinho aparente se destaca como um dos materiais capazes de formar belíssimas composições de tons terrosos.

Ambientes: em quais podemos inserir os tons terrosos? 

Seja em uma área externa como a churrasqueira, ou em um elegante living, as cores de tons terrosos costumam resultar composições interessantes. Segundo Marina, para que o tom não pese demais ou deixe o ambiente com um aspecto de ‘sem vida’, no caso das nuances mais claras, o segredo é equilibrar as cores. “Quando o tom terroso é muito presente, é recomendável que se economize na quantidade de informações para que o ambiente não se demonstre carregado”, explica.

Além das tintas e tijolinhos

Outra forma de incluir os terrosos na decoração é adicionando outros componentes com a coloração aos ambientes. O uso da tonalidade pode estar atrelado à marcenaria, objetos decorativos, tapetes, vasos e os papéis de paredes – são capazes de simular diversos efeitos de acabamentos e texturas. De acordo com a arquiteta, os elementos podem ser combinados, gerando composições, ou separadamente. “Um mesmo ambiente pode apresentar mais de um gradiente de terroso. Podemos empregar um tom mais avermelhado na marcenaria e, nas paredes, investir em um revestimento de tom arenoso, como um papel de parede claro ou uma textura”, exemplifica Marina.





Ainda que os terrosos se configurem como cores marcantes, Marina afirma que, por suas características atemporais e o equilíbrio como é envolvido no décor, é possível que o morador conviva com o tom no ambiente sem correr o risco do cansaço visual. “Tamanha a riqueza da paleta, eu acredito que as cores vão além de um período marcado. E por apresentarem escolhas para todos os gostos, ao conhecer o cliente empregamos a nuance que realmente o agrade. O resultado são composições únicas e magníficas”, finaliza.

@marina.carvalho.arquiteta                      www.marinacarvalho.com