31/07/2020 — Texto: OS2 Comunicação | Fotos: assessoria

Ambientes corporativos contarão cada vez mais com espaços híbridos que podem ser utilizados por áreas distintas da empresa, a exemplo das estações de coworking

A necessidade de distanciamento social obrigou as organizações a se reinventarem tanto em seus espaços físicos quanto na modalidade de trabalho. Quando se trata especificamente de layout de ambientes, a pandemia deu origem a uma nova configuração em escritórios e salas corporativas com estações de trabalho e colaboradores mais isolados. 

Com esta nova configuração, o conceito de hot desking ganha cada vez mais adeptos no meio corporativo: são estações de trabalho livres, compartilhadas por diversos funcionários da empresa, não necessariamente do mesmo departamento. As mesas não são designadas a um único funcionário e são ocupadas por ordem de chegada, turnos ou outro critério adotado pela organização.

Um exemplo clássico de hot desking são os espaços de coworking, compartilhados por profissionais autônomos diversos. A proposta é que a estação de trabalho não tenha um “dono”, mas que seja dividida entre várias pessoas. A arquiteta Julia Cossermelli, do escritório Galpão – Arquitetura e Interiores, de Sorocaba (SP), especializado em projetos corporativos, explica que novas configurações de empresas possibilitarão afastamento maior entre as pessoas.

“Divisão de turnos, escalas de trabalho, setores que entram mais cedo ou saem mais tarde, entre outras soluções que visam reduzir a aglomeração de pessoas, farão com que os espaços sejam melhor utilizados. Ou seja, uma mesma quantidade de profissionais, distribuídos de maneira planejada no expediente, otimizará os ambientes corporativos”, diz.

Júlia explica que a tendência é o surgimento de espaços híbridos que podem ser utilizados por áreas distintas da empresa: cada funcionário usa seu notebook, senta na mesa que está vaga e, quando terminar, recolhe seus pertences e libera a mesa para outro, como propõe o conceito de hot desking. “A tendência é que os profissionais não tenham mais mesas fixas, com porta-retratos e demais pertences pessoais como de costume”, diz.

 

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