15/09/2021 — Texto: dc33 Comunicação | Fotos: Evelyn Müller e Guilherme Pucci

Ao invés de cadeiras, um banco linear ou em ‘L’, o “canto alemão”: como aplicar o mobiliário e ganhar mais área útil e conforto nos projetos?

Conhecido por marcar presença no layout de restaurantes, lanchonetes e cafés, cada vez mais o canto alemão vem ganhando espaço nas residências. Com origem na arquitetura de interiores da Alemanha, uma vez que a solução se tornou comum nos pubs do país, o móvel figura-se como um elemento coringa ideal para o mobiliário de salas de jantar menores, dispondo de mais posições para acomodar, de forma compacta, um maior número de pessoas.

De forma geral, o canto alemão é representado pela produção de um banco extenso e sem divisórias que fica instalado na parede e executado de acordo com as características do local e do décor proposto. A arquiteta Marina Carvalho, à frente do escritório que leva seu nome, é uma entusiasta do recurso que equaciona diversas situações nos projetos que realiza. “Eu aprecio muito a beleza e a praticidade que o canto alemão agrega aos ambientes. Ele é tão versátil que podemos incorporar aos mais diferentes estilos decorativos, desde o clássico, contemporâneo e até o rústico. O que o torna único são os detalhes da marcenaria e do estofado”, define.

Medidas do canto alemão

Adotado como recurso para ambientes com áreas menores, isso não quer dizer que o móvel não possa compor cômodos com outras dimensões. Todavia, ao escolher o local em que será instalado, é preciso atentar-se às medidas do espaço e para a confecção do móvel. De acordo com a arquiteta, em geral o canto alemão apresenta 90 cm de altura e 45 cm de profundidade. “O primordial é sempre considerar o bem-estar de quem está sentado à mesa”, destaca. Com relação ao estofado, o material deve ser agradável para não afundar, como também não ser rígido demais tanto no sentar-se, quanto no apoio das costas. “Por si, o canto alemão sempre chama atenção e, como nos restaurantes, as pessoas quando o veem querem logo experimentar. Por isso, é imprescindível que ele ofereça comodidade”, completa.

Muito mais, em menos espaço

A arquiteta Marina Carvalho exemplifica, em números práticos, as vantagens do canto alemão no décor de interiores:

  • Na formatação de uma mesa padrão com 4 cadeiras, a inserção do canto alemão permite prover de 5 a 6 lugares;
  • Em uma mesa com 6 cadeiras, o móvel amplia os assentos para até 8 pessoas;
  • Já para uma mesa de 8 posições, o canto alemão abre espaço para até 10 pessoas.

Decoração do canto alemão

Cada ambiente requer um olhar especial, efetivando as adaptações exigidas para cada layout e décor. No tocante às mesas, não há restrições quanto ao formato: de acordo com a área disponível, o profissional de arquitetura é quem define qual formato – quadrado, retangular, redonda e, até mesmo a triangular. O material também pode ser variado – madeira, laca ou vidro, entre outros –, e não precisa, necessariamente, acompanhar a mesma cor das cadeiras e dos assentos. “Particularmente, gosto da unidade em empregar o mesmo tecido das almofadas do canto alemão também nas cadeiras”, revela Marina.

Definido o estilo, mesa e cadeiras, é hora de determinar o pendente e os elementos decorativos que complementarão a sala de jantar. “Essa finalização faz toda a diferença. Seguindo o estilo da decoração, gosto de apostar em vasos com plantas, uma fruteira, quadros e até mesmo outros componentes como uma coleção de chapéus Panamá. A constituição com o canto alemão carrega, por si só, muita personalidade”, orienta a profissional.

 

Dicas da arquiteta Marina Carvalho – www.marinacarvalho.com – @marina.carvalho.arquiteta