12/02/2019— Texto: Lara Savana| Fotos: Rafael Renzo  

O pedido foi que os 110m² do apartamento acomodassem a grande coleção de livros e detalhes da sua paixão por música clássica

A partir das solicitações especiais do cliente, o projeto foi desenvolvido para permitir que a identidade dele fosse colocada em primeiro plano, se sobrepondo à arquitetura em si, que nesse caso, serve como cenário onde os objetos que a ocupa lhe garantem personalidade e qualidade.

O projeto se desenvolveu ao redor do piano de 1/4 de cauda que ainda será colocado na sala. Ao redor dele foi proposto um banco contínuo que abriga em seu interior uma grande quantidade de livros e que possibilita inúmeras formas de utilizar a sala. Em seu momento mais lúdico, esse banco serviria como os assentos da plateia em torno da apresentação que pode ser realizada no apartamento. A iluminação por meio de spots cênicos reforça esta referência teatral, mantendo a configuração da sala em aberto.

O apartamento, que antes era composto por ambientes pequenos e segregados, foi reformado de forma a integrar e ampliar todos os espaços, garantindo qualidade e claridade. A sala e a cozinha, juntas, compõe o espaço social do apartamento que pode abrigar uma grande quantidade de pessoas. Estes espaços de uso social são marcados pelo forro em concreto, da construção original, que foi revelado ao se descascar a laje.

Ao anexar um dos quartos à sala, foi possível aumentar uma das janelas gerando uma vista de 180º da cidade.

Já o espaço íntimo do apartamento foi reformado de maneira a criar duas suítes, a principal com closet, e um lavabo independente, onde antes da reforma havia uma suíte, um banheiro e um quarto de empregada. Nestes ambientes, o forro em gesso aliado à uma marcenaria baixa configura o espaço reservado do apartamento.

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