30/03/2017 — Texto: Liege Soldano | Fotos: Divulgação

Projeto de paisagismo em terreno íngreme tem vista privilegiada.

A primeira vista o terreno de 1,5 mil m², localizado em Ilha Bela, litoral paulista, realmente fortaleceu a certeza da paisagista Margareth Linhares de que este projeto seria o maior desafio da sua carreira, até então. “Sabia que não seria fácil, mas eu gosto de trabalhos que testem o meu conhecimento”, comenta Margareth.

Fazer um projeto paisagístico em uma casa de praia exige inúmeros cuidados, mas no caso da Ilha Bela, é ainda mais complicado pela necessidade da travessia em balsa. “Tínhamos que esperar os caminhões com terra conseguir espaço na balsa e depois fazer a obra sem o auxílio de um munck, que não chegava até lá”, explica a paisagista.

Localizado numa parte bem alta da ilha, o terreno proporciona uma vista única, capaz de possibilitar um projeto paisagístico com muito charme e requinte. E foi exatamente o que aconteceu. O desejo da cliente em ter uma casa com muito conforto, beleza e funcionalidade, transformou-se em realidade.

O objetivo da paisagista era oferecer o melhor resultado possível e fazer com que o casal, dono da propriedade, ficasse em êxtase naquele espaço.  “Eles tinham que fazer parte daquilo e desfrutar da vista, da paisagem e de todo o ambiente de uma forma geral”.

Plantas tropicais que se adaptam ao vento constante foram as escolhidas para este projeto, que levou cerca de 2 anos e foi desenvolvido em duas etapas principais: a primeira foi  a seleção e plantio de perenes como palmeiras e frutíferas, enquanto a casa estava ainda em obras. Nesta fase a paisagista auxiliou o cliente na definição dos taludes, decks e também na escolha de fornecedores de serviços; a segunda etapa foi a criação de canteiros e plantas floríferas, um pedido especial da dona da casa, que gosta de tudo muito florido e organizado.

Por se tratar de um terreno com muitos percalços, foi preciso ter bastante flexibilidade durante as obras. “No meio do projeto a gente se deparava com pedras que não podiam ser retiradas do local nem demolidas, então, o jeito era adequar o projeto àquela nova realidade”, diz Margareth.

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