03/04/2017 — Texto: Marqueterie Agência de Comunicação | Fotos: Divulgação

Com quase 100 anos de existência, o Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, sempre fez do pioneirismo uma de suas bandeiras.

Inaugurada em 1925, a escola é pioneira nas áreas da Economia Criativa e foi a primeira instituição de ensino brasileira a ser convidada a participar, por duas vezes consecutivas, do prestigiado Salão Satélite de Milão.

O Salão Satélite é uma iniciativa do Salão de Milão, principal evento de design do mundo. Voltado para jovens designers, já apresentou, em 19 edições, mais de 10 mil designers e 270 prestigiadas universidades internacionais de design, além de ter revelado ao mercado nomes como Matali Crasset (França) e Nendo (Japão). Este ano, sob o tema Design is…, a Belas Artes vai apresentar oito criações selecionadas para representá-la na 20ª edição da mostra idealizada e conduzida pela curadora Marva Griffin.

“Sim quero vocês de novo lá. Abro uma exceção porque sei que vocês vão representar bem o Brasil, nesta que será uma celebração global”, como ela própria expressou, durante conferência proferida na escola, em agosto passado.

Recebido com entusiasmo por uma plateia formada prioritariamente por estudantes, o convite tomou força e forma. Gerou um edital interno onde os estudantes da área de design foram convocados a criar, sob a supervisão do jornalista e crítico de design Marcelo Lima. Motivados por suas aspirações específicas, mas, igualmente pela expressão de seus conceitos particulares de nacionalidade, os alunos selecionados buscaram materiais e histórias para criarem peças de design que vão de bancos, luminárias e até uma rede.

O País inteiro, praticamente, será representado por meio das peças, seja no conceito ou nos materiais utilizados. Da Amazônia brasileira surgiu a construção de luminárias, bancos de sacros e solenes, do nordeste as redes malemolentes, utilizadas até hoje. Do universo urbano de São Paulo, a inspiração para móveis sólidos, sustentáveis, mas nem por isso menos bem-humorados. Ou ainda tecidos à moda oriental, de corte e construção assimétricos. Além disso, um passeio pelo calçadão de Ipanema, no Rio de Janeiro e uma simples semente de mamona.

Fato é que, além de ricas em inspiração, as peças apresentadas revelam o firme comprometimento de seus realizadores com todos os aspectos da criação. Mais que aventuras lúdicas ou abordagens não convencionais demonstram determinação em se conhecer melhor materiais, explorar estruturas, compreender propriedades técnicas brasileiras, sem cair no clichê. Algo que plenamente os capacita a atuar em um mundo pós-industrial, onde a manualidade e processos tecnológicos prometem andar juntos.

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