06/02/2018 — Texto: Cintian Moraes | Fotos: Divulgação

Talento, inspiração, uma superfície, diversos tipos de tintas e sprays, formam a composição perfeita para a produção de desenhos cheios de personalidade; nasce então o graffiti.

O graffiti é uma das formas de manifestação artística em locais públicos que, na atualidade, está conquistando ares de arte propriamente dita. Aquilo que antes era visto como contravenção, hoje está ganhando cada vez mais apreciadores e os espaços privados.

“Muitos museus ao redor do mundo já têm obras de graffiti incluídas em seus acervos, o que é muito bom, pois mostra que não importa de onde vem e com quais recursos são feitas. A nossa arte está sendo reconhecida”, comenta Rafael Furlan, da Furlan Aerosol, artista ilustrador, que há 17 anos trabalha com o graffiti.

Através desse reconhecimento, muitos artistas têm a oportunidade de divulgar a sua arte e ainda fazer dela uma fonte de renda. Ao ser perguntado se acredita que é possível viver de arte, Furlan responde que não só acredita como vive dela. “Agradeço por ter esse dom e poder cuidar da minha família fazendo o que mais amo. Além disso, também dissemino o meu conhecimento, pois sou proprietário de uma escola de artes na qual os alunos podem aprender diversas técnicas de desenho e pintura etc”.

Na história

Alguns relatos e vestígios provam que essa arte existe há bastante tempo, desde o Império Romano. Seu aparecimento na contemporaneidade se deu na década de 1970, em Nova York, nos Estados Unidos. O termo de origem italiana “graffito” (plural “graffite”) significa a “escrita feita com carvão”.

No Brasil, a arte surgiu no final da década de 1970, em São Paulo, época conturbada da história, silenciada pela censura com a chegada dos militares no poder.

O graffiti brasileiro surge como uma arte transgressora: a linguagem da rua. Ligado diretamente a vários movimentos, em especial ao Hip Hop, tornou-se um importante veículo de comunicação urbano, fortalecendo a existência de outras vozes, principalmente dos que ficam à margem da sociedade.

Graffiti x pichação

Adorados por uns e rejeitado por outros, o movimento artístico resiste a muitas polêmicas, por um lado é desempenhado com qualidade artística e pelo outro não passa de poluição visual e vandalismo sendo comparado à pichação.

“O gosto pelo graffiti é muito pessoal. Em minhas intervenções urbanas quero passar alegria e oferecer algo para ser apreciado, não utilizo a minha arte para passar mensagens políticas ou fazer críticas, busco apenas o reconhecimento artístico do meu trabalho”, explica Furlan.

Do Brasil para o mundo

Segundo estudiosos do tema, hoje, o estilo do graffiti brasileiro é reconhecido entre os melhores do mundo. Alguns nomes de destaque no cenário nacional e internacional são: Eduardo Kobra, Alex Hornest, Alessandro Vallauri, Ramon Martins, Gustavo e Otávio Pandolfo (os Gêmeos).

Na decoração

Para quem gosta de personalizar e está fugindo da decoração convencional, o graffiti é uma ótima opção e pode compor qualquer estilo de ambiente, desde os mais clássicos aos contemporâneos, tudo depende da escolha da arte.

“A maioria dos desenhos que produzo são feitos em conjunto com arquitetos. Com um grande leque de estilos, texturas e formatos conseguimos atender a diversos conceitos da arquitetura e obter um resultado surpreendente e único”, explica Furlan.

Dicas de materiais e preparo da superfície

O graffiti pode ser produzido com diversos materiais e em uma infinidade de superfícies.

Com grande variedade de produtos, a Vototintas, loja especializada em tintas automotivas, imobiliárias e industriais, comercializa também materiais específicos para o graffiti. “Existem sprays desenvolvidos especialmente para essa produção. O mais recomendado é o Arte Urbana da Colorgin que tem durabilidade superior aos demais e diversas opções de cores”, explica Marcos Paulo, sócio-proprietário da Vototintas.

Para a realização de um trabalho de qualidade, Marcos dá algumas sugestões. “Em paredes irregulares o primeiro passo é corrigir a superfície tirando todas as imperfeições com massa específica, depois finalizar com a tinta látex. Para parede sem pintura, antes de passar a tinta, é necessário aplicar uma demão de selador. Nos dois casos sugerirmos aplicar duas demãos de tinta e esperar secar, em seguida a parede está pronta para receber o graffiti”.

Todas as superfícies precisam ser limpas antes de qualquer pintura. “No caso de paredes, usar uma vassoura e um pano levemente úmido para remover a poeira. Em ambientes internos e externos é necessário aplicar a base específica para cada área. Para que o desenho fique protegido por mais tempo, sugerimos a aplicação de verniz ou resina acrílica depois da secagem do graffiti”, finaliza Marcos.

A Vototintas é uma empresa líder no mercado de tintas automotivas, imobiliárias e industriais. Com um atendimento personalizado busca sempre a satisfação dos seus clientes. Trabalha em parceria com as melhores marcas do mercado de tintas e acessórios oferecendo aos clientes a melhor escolha para a sua necessidade.

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