04/005/2021 — Texto: Cobogó Relações Públicas | Fotos: FOTOGRAFO: Maíra Acayaba

Projeto assinado pelo M Magalhães Estúdio ressalta as memórias da casa dos anos 50 com um novo programa mais amplo e próximo à natureza

A casa original dos anos 50, na Vila Mariana, em São Paulo, ainda preservava elementos da época da sua construção. Com este projeto cheio de memórias, o M Magalhães Estúdio, que tem à frente a arquiteta Maria Magalhães, imprimiu no novo projeto novas percepções e olhares para ressaltar a arquitetura existente com um programa mais integrado e amplo para a família aproveitar os momentos de lazer.

O resultado é um projeto que tem seu conjunto como diferencial. Uma casa antiga e pouco conservada, que foi transformada na casa dos sonhos para uma família com três filhos pequenos. Para isso, foi necessário integrar os ambientes do térreo, restaurar os elementos existentes trazendo esta história de volta, restaurar os jardins e, o grande desafio, criar um terceiro andar que seria usado pelas crianças.

Este novo andar, com um sonhado salão para as crianças brincarem, ganhou o acréscimo de uma carga a uma estrutura existente e antiga, com uma nova cobertura feita a partir de reforços e estrutura metálica.

Como os clientes tinham o desejo que as crianças crescessem muito próximas à natureza, a cobertura ganhou grandes vasos com árvores frutíferas e o espaço foi pensado junto com o paisagismo, trazendo a natureza para perto da rotina da família. O salão ganhou uma área ampla, iluminada, ventilada e com uma vista maravilhosa para uma praça (um sonho para quem vive em São Paulo), e se tornou o lugar preferido de todos.

As novas percepções e olhares são algumas das partes mais interessantes da arquitetura da casa. Na sala, a parede foi descascada e o tijolo da construção original exposto, valorizando sua história e trazendo uma identidade contemporânea para o novo morar. Um trabalho de recuperação da sóbria escada de acesso para o segundo andar foi realizado, retirando a pintura e redescobrindo o lindo granilite rosa original da casa.

Predominam, então, os materiais originais descobertos, como exemplo a parede de tijolo na sala ou o piso de madeira original, que foi mantido. Para compor com os existentes, foi usada uma pintura cimentícia na sala, na cozinha e na cobertura.

A integração dos ambientes no térreo, como na cobertura, foi uma solução para melhorar a funcionalidade do projeto como um todo e a ventilação cruzada colaborou com a melhoria do conforto térmico da casa.

M Magalhães Estúdio  –  www.mmagalhaesestudio.com  –  @mmagalhaesestudio_arq