13/11/2018 — Texto: Cobogó Relações Públicas | Fotos: Marcelo Stammer

A necessidade de encontrar um espaço para acomodar o novo escritório do Estúdio Campetti, de Curitiba, levou os arquitetos e sócios, Márcia Campetti e Tiago Campetti, a buscar um espaço na região central da cidade com uma única premissa de que não seria uma sala em um edifício comercial, mas um local onde se pudesse trabalhar com liberdade a composição do espaço.

O local encontrado foi o subsolo de 90m2 sob uma antiga casa alemã construída da região central. A maior preocupação dos arquitetos era se o pé direito de 2,10m (1,90m abaixo de algumas vigas) não impediria o bom funcionamento do estúdio. A solução encontrada foi rebaixar toda a circulação que o espaço necessitaria e distribuir os ambientes nos cômodos periféricos. Também as soluções de iluminação foram pensadas para liberar o teto e otimizar os espaços.

Por ser um antigo subsolo, possuía apenas uma porta de acesso com uma pequena janela e mais uma porta aos fundos para um pátio interno do terreno.

Então as primeiras transformações foram a ampliação da porta frontal, transformando toda a parede da frente em uma porta deslizante de vidro, a criação de uma grade de vergalhões para essa porta e a abertura das divisões internas, antes muito segmentadas e fechadas, que agora se abrem para a circulação, permitindo a ventilação cruzada e maior aproveitamento da luz natural.

O mobiliário desenhado pelos arquitetos utiliza materiais mais brutos em essência, porém o refinamento na execução mostra a possibilidade de se trabalhar com sofisticação com qualquer material, desde que se respeitando suas características.

Também a escolha de materiais estruturais utilizados, como acabamentos, conecta a atividade do “pensar” da arquitetura com o “executar”, como é o caso da estante montada a partir de um andaime, transformando um elemento que antes servia apenas de suporte a equipe do canteiro em suporte a equipe de projeto.

Além de criar um ambiente de criação, pensamos em um espaço para receber pequenas exposições de arte dentro do espaço, onde se pode realizar recepções e conversas sobre diferentes áreas. O acesso externo e coberto se ocupa de já criar esse percurso artístico iniciando com um mural do artista Celestino Dimas que conduz o trajeto até a área de exposição.

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