31/10/2017 — Texto: Marqueterie | Fotos: Ana Mello

Projeto de uso misto tem arquitetura contemporânea, com identidade, e que explora uma linguagem de placas e pórticos em sua composição.

Seguindo a tendência urbanística contemporânea de complexos de uso misto, o escritório de arquitetura paulistano aflalo/gasperini arquitetos entrega o Urbanity, novo projeto corporativo, comercial e residencial, localizado na Chácara Santo Antônio, Zona Sul de São Paulo.

Neste projeto, a aflalo/gasperini buscou implantar e refletir sobre suas preocupações urbanísticas, e caminhou para a criação de um projeto integrado à cidade, com qualidade de espaços e isento de muros e grades.

“É aberto à cidade, no qual combinamos uma torre corporativa com maior presença junto à Marginal Pinheiros, a uma torre residencial mais resguardada, recuando 50 metros da marginal, e traz em seu embasamento seis andares de salas comerciais”, explica Grazzieli Gomes, sócia-diretora do escritório de arquitetura.

Esse grande recuo permitiu criar uma grande praça de acesso ao complexo de 45 x 45m, aberta ao bairro, que esta conectada a uma faixa de área verde permeável, ou seja, uma grande praça linear de 2.400 m², com 20m de largura por 120m de comprimento, ao longo de toda frente para a Marginal, filtrando o impacto tanto visual quanto sonoro das pistas, trazendo mais tranquilidade ao espaço interno e uma paisagem agradável no primeiro plano.

Juntos, os prédios do Urbanity formam um conjunto bem expressivo, único e com grande sinergia, sem perderem a individualidade de seus usos específicos – cada um possui um acesso exclusivo, por exemplo. A implantação das torres paralelas à Marginal, por estarem desalinhadas, garantem ainda a privacidade visual entre os usos, com vista para o Parque Burle Marx, na zona sul de São Paulo.

Já a linguagem formal das torres faz uso de placas que destacam a verticalidade do edifício, se sobressaem na cobertura e formam um pórtico que enquadra a pele de vidro do corporativo. No residencial, as placas abraçam os terraços e dobram na cobertura, caracterizando um coroamento que dialoga com o pórtico do corporativo, e os terraços contam com um movimento no peitoril trazendo uma diversidade à fachada (marcada por uma linguagem mais horizontal).

Seguindo o mesmo DNA, as salas corporativas também são demarcadas com as placas, que formam uma grande caixa destacando esse uso especifico. Juntos formam um conjunto bem expressivo e único, com grande identidade e urbanidade, daí a escolha do nome. No térreo, o escritório trabalhou com pilotis e os halls ficam a uma altura de 10 metros, dando grande imponência aos acessos dos edifícios.

“Urbanity é um projeto de uso misto, com uma arquitetura contemporânea de forte identidade que explora uma linguagem de placas e pórticos em sua composição, e que se preocupou com a cidade desde o início, criando uma praça aberta onde convergem todos os acessos ao projeto, integrado a uma praça arborizada linear ao longo de toda a Marginal, criando assim um espaço de convivência onde haverá vida dia e noite para os que moram e trabalham na região”, reforça Grazzieli. Além disso, a diretora reitera que o Urbanity quer propor, a partir de sua arquitetura, mais contato com a vizinhança e também mais socialização entre as pessoas.

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