Texto: Sandro Prezotto | Fotos: Elson Yabiku

Praticidade, funcionalidade e concepção comercial. Com foco nesses atributos, o arquiteto Gustavo Simoneti (CAU A37855-0) e a designer Cláudia Simoneti desenvolveram um moderno e elegante projeto de residência para seu cliente, um homem solteiro, na faixa dos 40 anos. Para o planejamento dos ambientes, os profissionais seguiram o programa funcional para residências com essas características, como uma atenção especial à interligação entre os ambientes e o dimensionamento enxuto e sem exageros dos espaços.

“Acredito na Arquitetura para se viver e não somente para ser vista. Não existe um estilo que se destaca no projeto, mas costumo dizer que aplico ao meu trabalho as diversas influências e referências que acumulei desde o início da minha carreira”, destacou Gustavo.

Logo à entrada, a grande porta dá ideia das dimensões da área social.

“No hall de entrada, assim como na sala de jantar e cozinha, o pé direito segue um padrão para a interligação entre esses ambientes. Em seguida, o espaço se expande demarcando a sala de estar”.

Gustavo procurou manter todos os ambientes sociais integrados, sem divisões, em um estilo de loft.

“Este é o tipo de concepção que mais me agrada para lotes nesse padrão e que tenho usado constantemente em meus projetos”.

Com um visual moderno, reforçado pelo design e as cores do mobiliário e dos eletrodomésticos, o que mais chama atenção na Cozinha é sua funcionalidade, com todos os espaços bem aproveitados. Como uma extensão do living e da cozinha, o Gourmet surge como um local agradável, para receber a família e os amigos.

Na área íntima, composta por três suítes, os profissionais buscaram coerência com a linguagem adotada, simplicidade e estética, mas novamente reforçando sua funcionalidade. Para a escolha do mobiliário e itens de decoração, o objetivo foi atribuir um pouco de cor nos ambientes sem perder a noção de sobriedade desejada.

“Nosso objetivo é que a casa tivesse uma fácil manutenção. Não adianta ela ser bonita se não funcionar. O uso de materiais de fácil execução e manutenção, como os porcelanatos, foi determinante na seleção dos acabamentos”.

Gustavo ressalta que houve uma preocupação em aproveitar ao máximo a iluminação natural, optando por uma iluminação artificial sem exageros, mais efetiva e menos decorativa.

No paisagismo, a sugestão dos profissionais foi no sentido de valorizar os espaços e a arquitetura em geral.

“Para a fachada, não houve um planejamento especifico. O projeto todo foi pensado tridimensionalmente, ou seja, a concepção estrutural e volumétrica acabou por determinar o todo e a fachada é consequência desse todo”.