09/07/2017 — Texto: Divulgação | Fotos: Gustavo Xavier

Na segunda edição em Belo Horizonte, a Momentos Eternos apresentou 20 ambientes assinados por conceituados arquitetos e designers de interiores que, neste ano, aconteceu no Antigo Clube dos Caçadores, no Mangabeiras, no período de 20 de junho a 2 de julho de 2017.

A Modernos Eternos, mostra e venda criada em São Paulo em 2014, tem o conceito “de uma simplicidade elegante que encanta e surpreende com sua sofisticação única”, diz Josette Davis, organizadora da feira na capital. “O que vale aqui é o mix&match (mistura e combinação) do novo com o antigo no décor, com muita arte e equilíbrio”, reitera.

Criada pela designer de interiores e sua diretora geral Maria di Pace, e pelo jornalista e seu curador Sergio Zobaran, a Modernos tem características muito próprias: ali tudo está à venda desde sua abertura, dos móveis, objetos e arte até o talento dos profissionais que projetam seus espaços; e é sustentável em todos os sentidos, inclusive ao dispensar reformas e construções e privilegiar as produções, reais vitrines da decoração mais atual do mundo.

Na segunda edição em Belo Horizonte, a Momentos Eternos apresentou 20 ambientes assinados por conceituados arquitetos e designers de interiores que, neste ano, aconteceu no Antigo Clube dos Caçadores, no Mangabeiras, no período de 20 de junho a 2 de julho de 2017. O imóvel da década de 80, em estilo brutalista, foi projetado pelo arquiteto Marco Antonio de Pádua e pelo engenheiro Mauro Pereira Lopes. Confira alguns ambientes:

Mariana Andrade e Carolina Pinhel

A Andrade|Pinhel criou um espaço com muito requinte e bossa. Tirando partido da arquitetura modernista da casa, projetando um ambiente contemporâneo, mas que privilegie um mix de estilos. Destaque para peça autoral, que pelo sucesso do ano passado, veio reeditado como bar.

Juliana Vasconcellos

O ambiente Dmais Design trouxe a fluidez da forma e da cor através do tapete desenhado por Juliana e Matheus Barreto numa releitura psicodélica setentista em contraponto à rigidez do espaço em concreto, característica da arquitetura brutalista que o delimita. Arte contemporânea e mobiliário sóbrio do modernismo brasileiro equilibrou essa bilheteria.

Denise Vilela

Criar um espaço feminino e delicado para a dona de uma casa com arquitetura marcante foi o desafio autoimposto à autora do projeto. Para tal fim, optou por forrar o piso com tapete, utilizou móveis modernistas em madeira, estante de design e um tom de roxo nas paredes, fundo para as obras de arte. Luz suave e cortinas delicadas arremataram o ambiente.

Beatriz Siqueira

Para este amplo e central espaço, onde acontecem duas situações de pé direito, foi projetado um estar integrado a uma cozinha gourmet, com materiais sofisticados que se equilibraram com o mobiliário contemporâneo do living. Peças pontuais de época (eternas) valorizaram e deram uma identidade própria ao ambiente. A grande mulher homenageada representa a proposta do projeto, pois é moderna, valoriza a cultura e preza a sua história; enriqueceu este trabalho contribuindo com mobiliário de família e obra de arte.

Fabiola Constantino e Graziella Nicolai

Ambiente conceito do Conjunto Moderno da Pampulha. A homenagem ao patrimônio tombado mundialmente foi feita através da criação de um espaço contemplativo da cidade de Belo Horizonte que teve como ponto de partida o significado do nome Pampulha “campo de pedra”.

Fernando Hermanny e Germana Giannetti

A sala de estar e jantar foi projetada como um ambiente descontraído, porém sofisticado, mesclando mobiliário e obras de arte de diferentes épocas em perfeita harmonia. Atenção especial foi dada à iluminação que busca ressaltar cada elemento, cuja escolha teve como critério sua expressividade e importância na composição.

Paulo Pontes, Leonardo Arruda Pessamilio, Filipe Pederneiras e Thiago Bandeira

Na escada uma instalação gráfica valorizou o ato criador, na sua diversidade e riqueza, da arte popular. Esta simboliza sentimentos, crenças, histórias e pessoas no seu processo criativo, como uma herança que passa de geração a geração. A proposta dos arquitetos foi promover a cultura nacional através de diferentes olhares a partir de Minas Gerais – “Aí está Minas: a mineiridade” Guimarães Rosa!

Melina Mundim

O Living Entre Amigos foi um espaço cheio de energia para receber os amigos. O mix de cores e estampas encheu o olhar à primeira vista. Três ambientes compuseram o espaço para recepções pequenas ou maiores. No centro ficou a área de jantar e nas extremidades dois lounges: um com coffee table e outro living em formato tradicional. Tudo regado a obra de arte e muita história através do mobiliário vintage.

Jaqueline Frauches

A concepção deste espaço surgiu a partir de uma paixão por Arte Popular Brasileira.A arquiteta Janete Costa foi uma das primeiras designers de interiores a utilizar Arte Popular em seus projetos nos anos 70, sempre misturada a arte contemporânea. O living do colecionador mostrou que este diálogo é possível e enriquecedor!

Erika Viana

A Sala do Leitor foi um ambiente que misturou presente e passado, com obras de arte para se apreciar, livros para ler. Brincou com cores e texturas, nos envolveu em um mix de emoções e aconchego.