07/02/2017 — Texto: Sandro Prezotto

Sustentabilidade é a palavra da moda.

Empresas, indústrias e governos perceberam que a onda verde está na pauta do dia e andam colando o selo Sustentável aos seus produtos e marcas para ficar bem na foto e ganhar pontos com seus potenciais clientes e consumidores. Aí fica difícil para quem é leigo conseguir distinguir o que é realmente sustentável e ambientalmente correto!

Na arquitetura não é diferente. Tem gente que acha faz sua parte ao comprar uma mesa de madeira de demolição ou uma cadeira fabricada de material reciclável. Mas o conceito de sustentabilidade vai muito além disso. Como o caminho é longo, é preciso começar aos poucos, encontrando soluções que reduzam o impacto do ser humano ao meio ambiente, ao mesmo tempo em que garantam a qualidade de vida dos usuários.

Para abordar melhor o tema, conversamos com a arquiteta Débora Belli, que nos falou sobre a responsabilidade do arquiteto com o meio ambiente.

“Acredito que o arquiteto tem por obrigação projetar e orientar o crescimento urbano de forma coerente, desde o início de um projeto residencial. Deve-se incentivar o uso consciente dos recursos naturais, para sermos agentes transformadores, orientando de forma influente a busca por melhores resoluções”.

Segundo ela, é possível que o projeto tenha esse foco desde o momento de sua concepção. “Somos responsáveis por orientar nossos clientes sobre o consumo responsável de água e energia elétrica e o projeto deverá apresentar todas essas adequações antes mesmo do início da obra”.

“Hoje em dia, percebo uma maior preocupação das pessoas ao solicitarem o projeto de arquitetura, para que se incluam sistemas de captação de águas pluviais e de aquecimento solar. Aos clientes que não ainda têm este tipo de visão, damos as orientações necessárias e mostramos o quanto é vantajoso ao logo do tempo aderir a certas medidas de preservação na execução do projeto e sua obra.
Noto que os proprietários que adotam alguns desses sistemas o fazem não apenas pelo ganho financeiro, mas em especial pela contribuição ao meio ambiente, que hoje é uma preocupação unânime.
O arquiteto ou qualquer outro profissional da área deve garantir que seu cliente esteja bem informado quando forem solicitados projetos ou recursos que estejam contra a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente. Esta á a nossa responsabilidade”.

Entre os recursos da arquitetura possíveis de se aplicar a uma residência que podem contribuir com a sustentabilidade, Débora destaca:

  • Sistema de Captação de Água Pluvial: Pode ser reutilizada para lavagem de pisos, irrigação de jardins, etc;
  • Placas Solares: Economia de consumo de energia elétrica;
  • Teto Jardim: Também conhecido como telhado verde, auxilia na redução da temperatura interna dos ambientes;
  • Argila Expandida: Aplicada como isolamento térmico;
  • Grandes Vãos: Para maior aproveitamento de ventilação e iluminação natural.