09/12/2016 — Texto: Tiana Ribeiro | Fotos: Elson Yabiku

O jardim entrou em casa neste projeto do arquiteto Rodrigo Latorre (CAU A39857-8) para um casal jovem com dois filhos que já haviam morado em casas sobradas e, desta vez, o pedido foi de uma casa térrea, prática para o dia a dia, mas sem perder o contato com a natureza e a luminosidade que o espaço tem a proporcionar. Assim nasceu a ideia de permeabilidade entre casa e jardim.

“A ideia era não ficar apenas com um jardim bonito no fundo do projeto ou mesmo na frente do mesmo, mas, sim, entrar com ele dentro da casa, criar aberturas, inclusive embaixo do telão, para que se possa apreciar o jardim, tanto interna quanto externamente.”

Valorizando essa ideia de vivência com o jardim, foi primordial o uso de materiais naturais, como madeira, pedra e muito vidro para permitir que se aviste o verde. A área íntima, composta por três confortáveis suítes, a cozinha e a área de serviços ficam escondidas do social, garantindo a privacidade.

Quando entramos na casa, temos noção da grandiosidade da sala, do jardim e da claridade que existe dentro dela. Uma parede de espelhos duplica a parede revestida em pedra moledo com jardim de palmeiras-de-manila e guaimbês.

O interior ficou todo claro, fortalecendo e deixando que o jardim dê vida aos ambientes. A decoração foi escolhida para dar conforto, porém, interferindo o mínimo possível na arquitetura da casa, através de elementos claros e madeira. E a integração entre salas e área de lazer se dá por grandes esquadrias, que protegem e valorizam a iluminação natural e a visualização de toda a beleza do exterior.

Optou-se por fechar ao máximo a fachada a fim de dar privacidade à família e aos hóspedes. Seus volumes foram revestidos com pedra moledo, que tem aparência rústica e porosa, simulando uma parede natural de rocha. E a madeira cumaru reveste a porta pivotante e a parede frontal.  Essa junção de elementos naturais dá à casa uma aparência muito gostosa, e, ao mesmo tempo, instiga nossa curiosidade para ver o que tem lá dentro.

O projeto paisagístico, muito bem elaborado para todo o jardim interno e áreas de lazer, além da belíssima sala, complementa a fachada, ora abraçando a volumetria com o capim do texas, ora definindo os caminhos de entrada com as guaimbês, plantas que dão volume e enriquecem. Elas trazem beleza, são de fácil manutenção e, principalmente, vão bem tanto externamente, ao sol, quanto internamente, à sombra.

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