Texto: MD Assessoria & Comunicação | Fotos: Damian Golovaty

O arquiteto e designer Léo Shehtman, presente pela 29ª vez na maior mostra de Arquitetura e Design da América Latina, Casa Cor, deu a si mesmo e a sua equipe um desafio. O reaproveitamento de um vagão de trem abandonado, com o objetivo de reformá-lo para se transformar em um lounge.

Utilizando um vagão de trem, de 1945, da antiga Estrada de Ferro Sorocabana, o arquiteto Léo Shehtman projetou um lounge minimalista e funcional para a 30ª edição da Casa Cor SP. O carro EF-401 foi usado como bagageiro, tanto no transporte de passageiros como de serviços, até a década de 80. “Esse veículo foi um dos primeiros construídos com tecnologia 100% nacional”, explica Paulo Sérgio Vieira Filho, Presidente da Associação Movimento de Preservação Ferroviária do Trecho Sorocabana (MPF – Sorocabana), entidade responsável pelo veículo. Esse que estava sem vida útil, ganhou uma ressignificação artística e arquitetônica.

Somando 40m², o projeto apoia-se nas linhas retas e esféricas das figuras geométricas e de desenhos de natureza, que resgata para o presente a elegância do passado de uma maneira despretensiosa. Com o apoio artístico do movimento Art Déco – movimento popular internacional de design que afetou a arquitetura, design de interiores e desenho industrial, entre outras artes decorativas.

A área interna do vagão foi composta com living, banho, uma sala de almoço e cozinha priorizando a integração entre esses ambientes e o ordenamento do espaço de uma forma otimizada. O espaço resgatou a essência e a elegância do movimento Art Déco para a contemporaneidade. Portanto, a fim de concretizar tal objetivo o arquiteto desenhou grande parte do mobiliário na tentativa de incorporar passado e presente como forma de representar seu olhar singular acerca do futuro da decoração de interiores.

Na área externa um deck revestido em porcelanato de madeira, que além de dar acesso às dependências internas, também funcionou como uma área de descanso e contemplação, aproveitando a melhor vista do Jockey de São Paulo. A área teve todo o seu perímetro em cobogós esculturais de concreto.

Léo Shehtman
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