30/06/2017 — Texto & Fotos: Oficina das Palavras

Se você gosta de mudar os ambientes, mas não quer investir muito, saiba que é possível fazer isso sem grandes reformas. Pequenos detalhes podem fazer a diferença na hora de dar aquela cara nova para um ambiente da casa.

De acordo com o arquiteto Thiago Mondini, em um projeto de interiores é preciso estar atento à ambientação, que pode ser o grande diferencial entre um espaço sem vida e sem personalidade e um pleno de bem-estar, daqueles em que temos gosto de passar boa parte do tempo.

“Existe solução viável para esses casos. É possível fazer um diagnóstico de um ambiente já executado e, através do bom uso das cores e de objetos, equilibrar os excessos e harmonizar o local”, reforça o arquiteto.

Confira cinco dicas do profissional para transformar a sua sala de estar:

1. Diagnóstico do ambiente

É necessário um diagnóstico inicial sobre o ambiente. O tapete geralmente é um item fundamental, porque amarra o conjunto das peças de uma sala. Então, cuidado, pois ele pode estragar completamente a composição.

O sofá nem sempre precisa ser substituído e é possível modificar o efeito visual que ele tem com almofadas e mantas. Nas janelas, precisamos prestar atenção na escolha dos xales. As pessoas normalmente escolhem cortinas clarinhas, bem neutras – o que é bom. Mas é comum que um xale pesado, bufante, mal amarrado ou mal escolhido chame muita atenção ou deixe a sala com cara de antiga.

Na dúvida, opte por xales lisos, com cores mais escuras e neutras, sem amarração e com bom caimento. Por último, as paredes correspondem à maior área em termos de superfície numa sala e é nelas que as maiores mudanças podem acontecer, seja através de pintura ou de aplicação de papel de parede.

2. Iluminação que faz diferença

Mudanças na iluminação sempre surtem excelentes efeitos, mesmo que o ambiente quase não sofra alterações.

A grande vantagem de uma boa iluminação é que ela dá destaque aos elementos certos e, consequentemente, esconde o que não queremos que seja notado. Neste caso estamos falando de qualidade e não quantidade.

Não é necessário encher o ambiente de luz, mas sim iluminar as coisas certas, através do uso de spots, lâmpadas com diferentes efeitos, abajures, etc. Em outros termos, a iluminação correta pode valorizar uma composição simples, na mesma medida em que pode desvalorizar uma composição sofisticada se for feita de maneira incorreta.

3. Combinando cores

As cores devem ser equilibradas e os contrastes, ou as ausências deles, devem ser utilizados de forma inteligente. Normalmente, as pessoas usam uma decoração com base bege/marrom e no máximo uma cor decorativa, com medo de errar. Ou usam o branco/preto/cinza, com cor de contraste vermelha ou amarela.

Esse medo de errar vem da falta de conhecimento das possibilidades de composição de cores. É muito comum que as pessoas usem somente cores análogas (próximas umas das outras, como o amarelo, laranja e vermelho), mas as composições mais sofisticadas partem para o uso inteligente das cores complementares (que são opostas no disco de cor, a exemplo do laranja e do azul), para criar efeitos interessantes.

Assim, você pode inserir, numa composição bege, que é quente, tons de azul e verde, que são cores frias e equilibram o calor. Mas, posteriormente, você insere pequenas doses de tons de laranja e vermelho, que são complementares do azul e do verde.

Essas cores podem aparecer em pequenas almofadas, objetos decorativos, gravuras e obras de arte. É através desse jogo de cores, usado de maneira sutil, que as decorações mais aconchegantes acontecem.

4. Escolhendo os objetos decorativos

Devem ser escolhidos buscando sempre o equilíbrio de materiais. Se uma sala é excessivamente fosca, a tendência natural é a busca por objetos brilhantes, de metal, vidro, cristal, etc.

Quando as superfícies já têm brilho excessivo, parte-se para a escolha de objetos mais opacos, de madeira, couro, pelo. No entanto, essa não é uma regra fixa. Para itens de decoração, a única regra certa é: na dúvida, use menos.

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