Texto: Sandro Prezotto | Fotos: Vinni Del Poço

Apresentamos o trabalho de mais um artista sorocabano. Adilson Fogaça, ou Di Fogaça, como é conhecido pelos amigos e admiradores do seu trabalho, conta que sempre desenhou, mas começou a pintar meio que por acaso, aos 15 anos.

“Um amigo meu, que sabia que eu tinha um olhar especial para as artes, me levou algumas tintas e me pediu que pintasse um capacete para asa-delta. Como sobrou um pouco dessas tintas, resolvi pintar algumas telas. Foram os meus primeiros quadros”.

“Arte é tudo o que eu faço e o que eu sempre gostei de fazer”

Pelo jeito, tudo começou a dar muito certo.

“Comecei então a participar de exposições e prêmios em São Paulo. Minha primeira inspiração foram pinturas surrealistas de Salvador Dalí. Na arquitetura, meu grande ídolo é o Gaudí”.

Nessa época, Di Fogaça trabalhava com Engenharia Civil, mas acabou migrando para a área de desenvolvimento de produto têxtil, que tem mais relação com as artes.

“Trabalhei em indústrias têxteis em Sorocaba, São Paulo, gerenciei duas indústrias têxteis de Belo Horizonte (MG) e importadores de tecido em São Paulo. Minha função era criar tecidos, acabamentos, cartela de cores, coleções em estampas e fio tinto. Nesse trabalho eram necessárias constantes viagens para a Europa e Estados Unidos, onde eu aproveitava para pesquisar um pouco mais sobre as artes plásticas”.

“É preciso uma dedicação para criar uma carreira consistente e passar a ter seu trabalho valorizado no mercado”

Arquiteto de formação, de onde herdou sua base técnica, Di Fogaça sempre gostou de visitar mostras, como a Casa Cor e a Abup Show.

“Foi aí que comecei a pensar em ambientações e obras”.

Nessa época, por volta de 2005, o artista conheceu a canvas painting e passou a investir, inicialmente como uma forma de hobby.

“A técnica começa com a impressão de uma foto ou imagem tratada digitalmente sobre uma lona, que depois recebe a pintura sobreposta a ela. Às vezes eu penso em uma imagem, faço a pintura, fotografo, passo para o computador e depois crio em cima dessa mesma imagem”.

Para suas criações, Di Fogaça prefere a tinta acrílica e outros materiais, que ele mescla para chegar ao resultado desejado.

Como todo artista contemporâneo, Di Fogaça desenvolve trabalhos com um aspecto mais comercial e decorativo, mas sem deixar de lado as criações autorais, que são o verdadeiro reflexo de sua personalidade.

“Estou começando a criar alguns trabalhos mais pessoais para voltar a participar de mostras”.

A comercialização de suas obras é feita diretamente com o artista ou por indicação de algumas lojas de móveis e molduras, que contam com algumas de suas telas em exposição. Bares e outros estabelecimentos, como o Hotel Pitangueiras, também escolheram sua arte para abrilhantar seus ambientes.

Di Fogaça acredita que dá para viver de artes no Brasil, mas também se mantém com os projetos de arquitetura.

“É preciso uma dedicação para criar uma carreira consistente e passar a ter seu trabalho valorizado no mercado”.

Adilson Fogaça
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