28/08/2017 — Texto: Sandro Prezotto | Fotos: Joao Morgado

Studio de Madri buscou um design indutivo que desfigura os limites entre natural e artificial.

Uma villa, projetada para um ex-executivo da Microsoft, localizada em um complexo de luxo de uma área residencial de Madri, na Espanha. Posicionada ao lado de um campo de golfe, o local se beneficia das excelentes vistas das montanhas.

Com área total de 1300 m², a casa oferece uma grande variedade de espaços apropriados para uma família de cinco integrantes, incluindo uma biblioteca, um home theater e uma área ao ar livre para o lazer e os esportes.

Localizada no centro do terreno, a residência fica protegida e integrada a um bosque de árvores centenárias. Como uma árvore, a casa é organizada em torno de uma área central que serve como núcleo de circulação. Os demais espaços, visivelmente identificáveis de fora, são orientados para garantir a diversidade de pontos de vista das incríveis atrações do entorno.

A solução centrífuga criada permite uma reinterpretação da arquitetura orgânica, um estudo iniciado pelo fundador do Abiboo Studio, Alfredo Muñoz, em seus projetos anteriores. Essas experiências exploram a forma arquitetônica como resultado de um processo de design indutivo, em contraste com um processo dedutivo.

O resultado aqui é um projeto que cresce desde dentro, mas também de baixo para cima. Esta abordagem supera a linearidade e a hierarquia do racionalismo. Apesar de ter um centro teórico, a casa mantém uma relação complexa e não hierárquica entre suas partes, resolvendo efetivamente as necessidades programáticas do projeto.

A Casa C+ é, portanto, o resultado do “Crescimento Indutivo”, o que significa que as relações entre seus elementos são ainda mais importantes do que os próprios elementos.

Essa abordagem é a resposta de Abiboo Studio a um Zeitgeist em um mundo sempre em mudança, especialmente na indústria de tecnologia, onde o cliente pertence. Ao invés de abordar o projeto como parte de uma realidade platônica finita e linear, Abiboo permitiu que as ideias e o desenvolvimento da Casa C+ respirassem através de processos dinâmicos não-lineares. O projeto também ultrapassa as soluções formais tradicionalmente associadas a tais processos não-lineares, tais como fractal, formas biomórficas não euclidianas ou projetos paramétricos.

Em vez disso, a Casa C+ assume uma abordagem não linear do processo real de criação, buscando uma arquitetura orgânica que desfigurasse as experiências sensoriais e os limites entre o natural e do artificial. Casa C+, como a linguagem da Tecnologia da Informação, oferece uma diversidade de espaços que refletem um caráter dual intrínseco.

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