22/01/2017 — Texto: Álvaro Siza Vieira | Fotos: João Morgado

A Fundação Nadir Afonso, construída pelo Arquiteto Álvaro Siza Vieira na cidade de Chaves, Portugal, às margens do rio Tâmega, foi definida no plano como um retângulo paralelo ao leito do rio.

O piso único do edifício da Fundação assenta em plataforma elevada, apoiada em muros perpendiculares ao rio, a fim de não estar sujeito a uma eventual inundação. Não é de excluir o risco de uma cheia excepcional.

O acesso principal à plataforma da Fundação é feito por ligeira rampa , além de dois elevadores e duas escadas para acesso de publico. Num posicionamento mais central, junto do acesso aos espaços expositivos, existe uma terceira escada para saída de emergência.

Os espaços internos programados desenvolvem-se longitudinalmente em três setores:

— Átrio, recepção, ascensor public, biblioteca, auditório para 100 pessoas, vestiários, sanitários, livraria e cafeteria.

— Espaços expositivos, na ala central, subdivididos em 3 alas longitudinais e incluindo sala de exposição permanente e arquivo, mais as salas de exposições temporárias.

— O topo do edifício inclui centro de controle e segurança, escada de serviço, recepção e acesso aos arquivos; sanitários, sala do pessoal e áreas de administração; atelier de artes plásticas e de Nadir Afonso (dispondo de luz zenital e de vista sobre o rio).

O edifício é construído com muros estruturais em betão branco exteriormente aparente; a cobertura é revestida a seixo em quase toda a sua extensão. Os acabamentos interiores essenciais são em soalho de madeira nos pavimentos, gesso cartonado nas paredes e tetos e mármore branco nas zonas de água. As esquadrias interiores são em madeira e aço inox; as exteriores em madeira e alumínio.

Os pavimentos exteriores são em lajeado de granito nas escadas e patamar de acesso; e em mármore branco nas varandas. No que se refere ao projeto de paisagismo e arranjos exteriores, desenvolvidos pelo arquiteto paisagista Luis Guedes de Carvalho, do Atelier do Beco da Bela Vista, a proposta prevê a limpeza e consolidação das ruínas da canelha das Longras, à semelhança do que foi efetuado na intervenção recentemente realizada nas margens do Tâmega, assim como a preservação de algumas das árvores de fruto existentes.

Álvaro Siza Vieira
www.sizavieira.pt

Fundação Nadir Afonso
www.nadirafonso.com/fundacao