Fotos: Joao Morgado

Um projeto desenvolvido pelo arquiteto Cláudio Vilarinho e sua equipe para o IBS – Instituto para a Ciência e Inovação da Bio-Sustentabilidade, localizado na Universidade do Minho, Campus de Azurém, Guimarães, Portugal.

“Propomos um edifico com uma imagem singular para o Campus. Um edifício que quebre a monotonia cinzenta existente (referindo-nos não só à questão pictórica do Campus, mas à ‘crise global sem fim’), ao mesmo tempo, que seja capaz de cativar”.

A procura por temas de tecnologia de futuro foi a gênese da imagem proposta para o edifício. A pele apresentada, através de uma reinterpretação arquitetônica, retrata o poder simbólico do propósito do IBS.

Teve como referência os Nanotubos de Titânio. Associados a recentes descobertas, os Nanotubos de Titânio são, entre outros, dotados de capacidades de reutilização e de produção barata, tornando-se assim inspiração para uma arquitetura que procura a sustentabilidade como ideal.

Nos dias de hoje, nas instalações da Universidade do Minho, ocorrem processos de investigação no que toca ao desenvolvimento de materiais; um desses exemplos é o que ocorre no Laboratório de Engenharia Civil.

No sentido do desenvolvimento de sinergias comuns, propomos a pele em elementos pré-fabricados num material de Matriz Cimentícia.

Este material, reforçado com micro-fibras, não possui uma estrutura convencional, o que poderia originar problemas de corrosão; entre outras características, é um material muito flexível, plástico, fluido, auto-compatível, permite controlar a abertura de fissura, logo não cria fendas, permite a inclusão de pigmentação/óxidos, não necessita de manutenção do material em si e possui um período de vida longo; permite também potenciar a liberdade arquitetônica.

O que são os Nanotubos de Titânio:

A tecnologia de células solares procura desenvolver pigmentos sensíveis à luz usando nanopartículas e vários pigmentos. Os pesquisadores estão estudando nanotubos de titânio para substituir as camadas de partículas de pigmento sensíveis nas células solares e seu esforço inicial produziu cerca de 3% da energia solar convertida em eletricidade.

Cláudio Vilarinho
www.claudiovilarinho.com