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A idéia foi dar ar vip as 18 suítes deste motel
O característico trinômio: luxo, requinte e bom gosto, se fez cumprir neste projeto que tem assinatura da arquiteta Natália Cafisso Carneiro na fachada e interior, e estrutural do engenheiro Paulo Sergio de Souza Nogueira.
Este projeto, desenvolvido para um motel, para atender a sociedade da classe A, tem uma proposta mais requintada, inovadora e ousada. A construção durou três anos e ocupou uma área de 1.800m², numa área total de 25.000m², na qual foi possível elaborar uma planta que atendesse todas as exigências e necessidades para o bom funcionamento do empreendimento e dar um ar vip às 18 suítes. O desafio foi pensar na escolha dos materiais que fossem adequados ao uso, com objetos reforçados, resistentes e de fácil visualização e higienização.
A cozinha ganhou status de restaurante com equipamentos industriais para preparar o variado cardápio e um chef exclusivo para a colorida e saborosa culinária japonesa. Tudo é feito na hora e com produtos fresquinhos, nada é congelado. Um carrinho com o pedido é deixado em uma salinha reservada dentro da suíte, porém, mantendo a privacidade.
O estilo de loft, onde tudo é aberto, não permitiu o uso de muito gesso no teto, o que definiu também a utilização de poucas lâmpadas embutidas. Arandelas na base da cama e pendentes ajudam a criar um clima de iluminação adequado ao espaço.
Há três tipologias de suítes:
A PantyHose tem 31m² e o nome quer dizer “meia calça”. Por ter o menor espaço, os acabamentos claros foram utilizados para dar a sensação de amplitude. É o caso da madeira em tom marfin, aplicada na parede e nos móveis, além do porcelanato no piso. Uma mesa aparador e um móvel que abriga o frigobar auxiliam durante as refeições. O controle do quarto é feito através do painel embutido no criado mudo e o do teto solar está no espaço da hidromassagem.
Com 36m², a High Heels é a suíte intermediária e o nome significa “salto alto”. Nesta, entram tons mais escuros, como os que aparecem no painel em “L”, em madeira Wengue Quartier, que reveste a parede da cabeceira e toda a extensão da cama e também na mesa e no brise ripado, usado entre a cama e a banheira para brincar com a visibilidade.
Já a Red Lips é a top de linha e também a maior. Possui 42m² e seu nome significa “lábios vermelhos”. Aqui houve uma mistura de elementos, onde a base preta se destaca com a pintura gelo e com os móveis em laca branca. O revestimento na parede da área molhada é o OptoWhite, que muda de formato de acordo com o ângulo em que é visto, causando um efeito bonito ao ambiente. Outro detalhe desta suíte é a mesa japonesa, que se apóia no degrau. Para se sentar, em vez de cadeiras, futons vermelhos jogados no chão, bem despojados. A cor vermelha ainda aparece em alguns objetos de decoração para quebrar o clássico branco e preto. Fotos da musa pin up Marilyn Monroe não poderiam faltar e aparecem em todas as suítes. Janelas altas e com persianas blecautes conferem privacidade e ajudam a controlar a luminosidade natural.
Projeto do Arquiteto - Natália...
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